O número da pesquisa Real Time Big Data em SP que trava disputa entre Lula e Flávio
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A pesquisa Real Time Big Data confirma a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula em São Paulo, tanto no primeiro quanto no segundo turno, no maior colégio eleitoral do país. Para a leitura de direita, o resultado mostra a força do campo oposicionista mesmo após a repercussão do caso Banco Master, e expõe o desgaste do governo Lula em meio a escândalos de corrupção e à crise fiscal e comercial do país.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 16 de junho de 2026 mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na corrida presidencial em São Paulo. No primeiro turno, Flávio tem 36% e Lula 31%; no segundo turno, 47% contra 44%, ambos dentro da margem de erro de 2 pontos. Os dois enfrentam rejeição acima de 50%. Na disputa ao Senado paulista, Guilherme Derrite e Simone Tebet lideram.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados reconhecem o empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em São Paulo, dentro da margem de erro, e a alta rejeição de ambos (em torno de 50%) como marca central da disputa.
Não está claro se o caso Banco Master, os escândalos de corrupção e o tarifaço terão impacto duradouro nas intenções de voto ou se a polarização se manterá estável até outubro.
Uma nova pesquisa Real Time Big Data divulgada na terça-feira, 16 de junho de 2026, jogou luz sobre a corrida presidencial em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e mostrou um cenário de polarização rígida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Flávio aparece com 36% das intenções de voto entre os eleitores paulistas, contra 31% de Lula. Em um eventual segundo turno, o senador alcança 47% e o presidente 44%. Em ambos os cenários, a diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores em São Paulo entre os dias 13 e 15 de junho, tem nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-09734/2026. Além das intenções de voto, a pesquisa mediu a rejeição aos dois principais nomes: 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula e 50% disseram o mesmo sobre Flávio. São índices que, segundo os analistas ouvidos, estão historicamente altos para os dois lados.
A cobertura de centro relatou os números de forma simétrica, apresentando as tabelas completas de primeiro e segundo turnos, a lista de todos os pré-candidatos e os índices de rejeição de ambos os polos, sem enquadramento valorativo. Esse retrato factual incluiu nomes como Renan Santos, Romeu Zema, Joaquim Barbosa, Ronaldo Caiado e Aécio Neves, que aparecem com percentuais menores na disputa paulista.
Veículos de direita enfatizaram a vantagem de Flávio Bolsonaro no estado, tanto no primeiro quanto no segundo turno, lendo o resultado como demonstração de força do campo oposicionista mesmo após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master, que atingiu a campanha do senador. Nessa leitura, o desgaste do governo Lula aparece associado a escândalos de corrupção e à situação fiscal e comercial do país. A mesma cobertura deu destaque à disputa pelo Senado em São Paulo, na qual o deputado Guilherme Derrite e a ex-ministra Simone Tebet lideram, seguidos de nomes como Marina Silva, Ricardo Salles, Márcio França e André do Prado, em três cenários distintos.
Veículos de esquerda, por sua vez, tenderam a destacar que Lula permanece competitivo no maior colégio eleitoral do país, em empate técnico, mesmo diante de uma conjuntura adversa marcada pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Nessa chave, a queda de ambos os candidatos em relação à rodada anterior, de março, é lida como desgaste compartilhado, e medidas sociais do governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, são apontadas como fatores que ainda podem reposicionar a disputa.
Analistas citados na cobertura, como o cientista político Rubens Figueiredo, avaliam que o quadro é extremamente rígido. Para ele, grosso modo, metade do eleitorado rejeita Flávio e metade rejeita Lula, o que torna a eleição uma escolha definida mais pela resistência ao adversário do que pelo entusiasmo com um candidato. A leitura predominante é a de que há pouco espaço para o crescimento de candidaturas alternativas e que preservar a própria base pode ser mais decisivo do que conquistar novos eleitores.
O que ainda não se sabe é se episódios recentes, como os escândalos de corrupção, o caso Banco Master e a crise comercial com os Estados Unidos, terão impacto duradouro nas intenções de voto ou se o quadro de polarização permanecerá estável até a reta final da campanha. As pesquisas refletem apenas o estado de São Paulo e um momento específico da pré-campanha, sem garantir a tendência nacional para outubro.
Pesquisa eleitoral mostra Flávio com 47% das intenções de votos no segundo turno, contra 44% de Lula. Margem de erro é de 2 pontos

Levantamento mostra empate técnico entre presidente e senador no maior colégio eleitoral do país, enquanto enfrentam índices de rejeição acima de 50%

Com a margem de erro em 2 pontos porcentuais, senador e presidente se encontram em empate técnico no Estado
