Organização Mundial da Saúde cobra em Genebra anexo que trava acordo de pandemias
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Veículos de direita fizeram cobertura factual. Uma das matérias abriu com os números do surto de ebola na República Democrática do Congo, mais de 10 mil infectados e quase 5 mil mortos desde maio, como argumento da OMS, e detalhou que o tratado só vale 30 dias depois da ratificação por 60 países; ela credita o relato a uma agência de notícias. A outra concentrou-se no apelo de Tedros e no papel decisivo do anexo PABS para a entrada em vigor.
Com base em Exame e Terra Brasil Notícias
A cobertura de esquerda destacou na manchete o acesso a vacinas e deu espaço às falas de Tedros sobre a desigualdade na covid-19, à afirmação de que a cooperação internacional não ameaça a soberania dos países e aos interesses de governos, laboratórios e empresas farmacêuticas envolvidos no PABS. O texto não registrou números do surto de ebola nem a regra de ratificação do tratado.
Com base em Jornal GGN
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu em 2 de novembro, em Genebra, que os países concluam o anexo sobre acesso a patógenos e compartilhamento de benefícios. A reunião vai até 13 de novembro, e o resultado deve chegar à Assembleia Mundial da Saúde de maio de 2027.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta segunda-feira, 2 de novembro, que os países concluam a última parte pendente do Acordo sobre Pandemias. O apelo foi feito na abertura da nona reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental, em Genebra, na Suíça. O encontro vai até 13 de novembro.
O tratado foi aprovado pelos Estados-membros da OMS em maio de 2025, mas um anexo ficou para depois. É o Sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios, conhecido pela sigla PABS. Ele define como os países compartilham amostras de agentes com potencial pandêmico e suas sequências genéticas, e como repartem os benefícios gerados a partir desse material, como vacinas, testes e tratamentos. Sem o anexo, o acordo não entra em vigor.
Veículos de esquerda e veículos de direita relataram os mesmos fatos centrais. Tedros citou a epidemia de ebola na República Democrática do Congo e o surto de hantavírus deste ano como exemplos do risco. Segundo ele, uma ameaça patogênica em qualquer lugar pode se tornar uma ameaça para todos. O diretor-geral também lembrou que as vacinas contra a covid-19 foram desenvolvidas em tempo recorde, mas que muitos países esperaram enquanto outros obtinham doses acima do necessário. Para ele, essa desigualdade custou vidas e prolongou a pandemia. As matérias registram que os países seguem sem consenso após oito rodadas de negociação desde julho de 2025, e que o resultado deve ser levado à Assembleia Mundial da Saúde de maio de 2027, com possibilidade de uma sessão especial antes. Parte da cobertura de direita credita o relato do discurso a uma agência de notícias.
Nenhum veículo de centro cobriu o caso no conjunto analisado. As diferenças entre os lados estão no que cada texto escolheu detalhar. Veículos de direita trouxeram os números mais concretos: uma das matérias abriu com o surto de ebola, com mais de 10 mil infectados e quase 5 mil mortos desde maio, e informou que o tratado só passa a valer 30 dias depois que 60 países concluírem a ratificação. A outra matéria desse lado tratou a conclusão do anexo como etapa decisiva e não trouxe o calendário até a Assembleia. A cobertura de esquerda destacou na manchete o acesso a vacinas e deu mais espaço às partes interessadas: registrou que a discussão envolve governos, laboratórios, centros de pesquisa e empresas farmacêuticas, e relatou a fala de Tedros de que a cooperação internacional não ameaça a soberania dos países. Esse texto não trouxe números do surto nem a regra de ratificação.
Nenhuma das matérias deu voz a um governo ou a um bloco de países. Uma delas menciona que países ricos e nações em desenvolvimento divergem sobre o funcionamento do PABS, mas nenhum texto identifica quem defende cada posição.
Até a tarde de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, não havia acordo sobre o anexo nem decisão sobre a convocação de uma sessão especial da Assembleia. Também não estava claro quais pontos concretos separam os países na negociação.
Países ricos e em desenvolvimento ainda divergem sobre o PABS, anexo que define a divisão de vacinas e testes e sem o qual o acordo de 2025 não entra em vigor

Negociações entre países ricos e em desenvolvimento enfrentam impasses sobre compartilhamento de agentes patogênicos e distribuição de vacinas, testes e medicamentos

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um apelo nesta segunda-feira (2) para que os
