
ONU adota o mapa Equal Earth e corrige o tamanho da África por 164 votos
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A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou em 4 de setembro de 2026 a resolução Corrija o Mapa, que recomenda substituir a projeção de Mercator pela projeção Equal Earth na representação do mapa-múndi. O texto foi liderado pelo Togo e apoiado pelos 54 estados-membros da União Africana, e passou com 164 votos a favor, seis abstenções e um único voto contrário, dos Estados Unidos. A decisão não é vinculante, ou seja, nenhum país fica obrigado a trocar seus mapas, mas a resolução incentiva governos, escolas, organizações internacionais, meios de comunicação e empresas de tecnologia a adotarem projeções que preservem a proporção real das áreas continentais.
Esquerda
Para a cobertura de esquerda, a votação corrige uma herança colonial que sobreviveu quatro séculos dentro da sala de aula. A projeção de Mercator nasceu a serviço das potências marítimas europeias e, ao ser transformada em imagem padrão do planeta, consolidou uma hierarquia visual em que o Norte Global aparece inflado e África, América do Sul e Sul da Ásia aparecem encolhidos.
Centro
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou em 4 de setembro de 2026 a resolução Corrija o Mapa, que recomenda substituir a projeção de Mercator pela projeção Equal Earth na representação do mapa-múndi.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O enquadramento é explicitamente estrutural: liga a permanência da projeção de Mercator às potências marítimas e coloniais europeias, fala em Norte Global visualmente ampliado, em desigualdades históricas e estruturais e em imaginário coletivo. O vocabulário de justiça simbólica e reparação de percepção, somado à ausência total da voz contrária, caracteriza cobertura de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto relata a votação com números precisos (164 votos a favor, seis abstenções, um contra) e dá voz tanto a quem defende a mudança, como o chanceler togolês Robert Dussey e a ativista Lerato Mogoatlhe, quanto à crítica dos Estados Unidos, reproduzida na íntegra pela representante Yaryna Ferencevych. Vocabulário descritivo, sem adjetivação valorativa própria, e explicação técnica da distorção matemática da projeção. Cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
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A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que recomenda trocar a projeção de Mercator pela Equal Earth nos mapas oficiais. Foram 164 votos a favor, seis abstenções e um voto contra, dos Estados Unidos. A mudança não é obrigatória, mas deve alterar mapas usados por escolas, governos e empresas de tecnologia.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, na sexta-feira 4 de setembro de 2026, a resolução batizada de Corrija o Mapa, que recomenda substituir a projeção de Mercator pela projeção Equal Earth, ou Terra Igual, na representação do mapa-múndi. O texto foi liderado pelo Togo e apoiado pelos 54 estados-membros da União Africana. Recebeu 164 votos favoráveis, seis abstenções, de Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia, e um único voto contrário, dos Estados Unidos.
A decisão não é vinculante. Nenhum país fica obrigado a trocar os mapas que usa, e a projeção de Mercator continua válida para finalidades técnicas, sobretudo a navegação. O que a resolução faz é incentivar governos, escolas, organizações internacionais, meios de comunicação e empresas de tecnologia a adotarem representações que preservem melhor a proporção entre as áreas dos continentes.
Os três lados da cobertura convergem no problema técnico. A projeção criada em 1569 pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator amplia progressivamente as áreas conforme elas se afastam da linha do Equador, e encolhe as que estão perto dela. O efeito mais citado é o da Groenlândia, que aparece com tamanho visual próximo ao da África embora o continente africano seja cerca de 14 vezes maior. América do Sul e Sul da Ásia sofrem a mesma redução. Também há acordo sobre a limitação matemática de fundo: é impossível representar uma superfície esférica num plano sem alguma deformação, e cada projeção escolhe o que preservar. Mercator preserva ângulos e direções, o que a tornou útil para navegar; a Equal Earth, desenvolvida por uma equipe de cartógrafos em 2018, prioriza a proporção das áreas.
A divergência aparece no significado atribuído à votação. Veículos de esquerda enquadraram a mudança como correção de uma herança colonial: a projeção nasceu a serviço das potências marítimas europeias e, ao virar imagem padrão do planeta durante séculos, consolidou uma hierarquia visual entre Norte e Sul. Nessa leitura, a distorção não é acidente cartográfico, é questão narrativa, como afirmou a organização Africa No Filter, e o próprio texto aprovado fala em justiça cognitiva e reparação memorial, associando a distorção a desigualdades históricas e estruturais. A cobertura de centro manteve o foco no processo: relatou o placar, nomeou os países que se abstiveram, reproduziu a fala do ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey, de que um mundo justo começa com um mapa justo, e registrou o anúncio do chanceler francês Jean-Noël Barrot de que seu ministério deixará de usar a projeção antiga. Veículos de direita enfatizaram o argumento oposto, o mesmo que a representante dos Estados Unidos, Yaryna Ferencevych, levou ao plenário: em vez de tratar de paz internacional, prosperidade e boas relações, a Assembleia Geral estaria debatendo projetos cartográficos do século 16 e seu papel na promoção de reparações. Nessa chave, o caráter não vinculante do texto confirma que se trata de gesto simbólico, e a escolha de projeção deveria seguir critério técnico de cada instituição.
O caso teve eco no Brasil por um precedente doméstico. No ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística lançou um mapa-múndi invertido, com o Brasil no centro e o Sul no topo, para mostrar que a orientação dos pontos cardeais é convenção. A diretora de Geociências do instituto, Maria do Carmo Dias Bueno, explicou que há um viés sutil pelo qual as pessoas atribuem valores mais altos ao que está na parte superior do mapa e valores mais baixos ao que está na inferior.
O que ainda não se sabe é o alcance prático da decisão. Não há prazo, meta de adesão nem mecanismo de acompanhamento, e nenhuma fonte informou quantos governos pretendem seguir a recomendação além da França. Também não foi divulgado o custo de substituir material didático, atlas e bases cartográficas oficiais, nem qual será a posição das grandes empresas de tecnologia que operam os mapas digitais mais usados do mundo, cujos serviços de navegação seguem apoiados na projeção de Mercator.
Todos os lados reconhecem que a projeção de Mercator distorce áreas, encolhendo África, América do Sul e Sul da Ásia, e que a África aparece com tamanho parecido ao da Groenlândia sendo cerca de 14 vezes maior. Há acordo também em que nenhuma projeção representa perfeitamente uma superfície curva num plano e em que a resolução não é vinculante.

Resolução liderada pelo Togo foi apoiada por 164 nações; EUA foram único país a votar contra.

Mapa corrige distorção que representa a África com o mesmo tamanho que a Groenlândia, tendo um território 14 vezes maior

Durante séculos, o mundo foi ensinado a partir de um mapa que não tem o tamanho fiel dos continentes. A projeção de Mercator, criada no século XVI para facilitar a navegação marítima, ampliou visualmente as regiões próximas aos polos e reduziu territórios próximos à linha do Equador, diminuindo a África, a América do Sul e o Sul da Ásia. Agora, a Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu enfrentar oficialmente essa redução. Na sexta-feira (4), a Assembleia Geral aprovou, por 164 votos a favor,
Relato descritivo da resolução, com os seis países que se abstiveram nomeados um a um e citação direta do texto aprovado sobre justiça cognitiva e reparação memorial. O bloco final sobre o mapa-múndi invertido do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística acrescenta contexto nacional sem tomar partido. O peso maior fica na voz de quem defende a mudança, mas sem enquadramento ideológico próprio, o que sustenta a leitura de centro.
Perspectivas omitidas
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