Operação Anáfora: PF mira esquema de lavagem de dinheiro de recursos desviados da Saúde
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Na leitura enfatizada pela cobertura à direita, a Operação Anáfora é um caso de accountability institucional: a Polícia Federal, com respaldo do Judiciário, aprofunda a investigação sobre o mau uso de dinheiro público e a ocultação de patrimônio por parte dos investigados. Veículos de direita ressaltam o rigor no combate à fraude em licitações e ao desvio de verbas, além de darem espaço às manifestações dos citados, como a defesa do ex-prefeito Washington Reis, que afirma que 'nada foi encontrado', e a de Cláudio Castro, que diz respeitar o trabalho da PF e da CGU. O ângulo central é a eficiência das instituições de controle e o respeito ao devido processo.
A nova fase da Operação Anáfora expõe, segundo a leitura da cobertura de esquerda, um esquema de corrupção sistêmica que drena há anos recursos públicos da saúde no Rio de Janeiro, prejudicando diretamente a população que depende do sistema.
A Polícia Federal deflagrou em 30 de junho de 2026 a segunda fase da Operação Anáfora, que investiga lavagem de dinheiro proveniente do desvio de recursos públicos destinados à saúde no Rio de Janeiro.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Esquerda, centro e direita convergem que a Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Anáfora com 14 mandados, que o caso apura lavagem de dinheiro do desvio de verbas da saúde no RJ e que a apuração deriva de contratos superiores a R$ 563,5 milhões em Duque de Caxias.
A Polícia Federal deflagrou na manhã de terça-feira, 30 de junho de 2026, a segunda fase da Operação Anáfora, voltada a investigar um esquema de lavagem de dinheiro decorrente do desvio de recursos públicos destinados à saúde no Rio de Janeiro. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. Dez mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o TRF2, uma vez que parte dos alvos possui foro por prerrogativa de função.
A cobertura de centro relatou, de forma predominantemente factual, que a apuração foi aprofundada após a primeira fase da operação, realizada em setembro de 2022. Segundo a Polícia Federal, os investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis, indícios usados para caracterizar a suposta lavagem. Os citados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, além de outros que venham a surgir no decorrer das diligências.
O caso tem origem em contratos firmados pela prefeitura de Duque de Caxias com uma cooperativa de trabalho, a Renascer Cooperativa, para a prestação de serviços na rede municipal de saúde. Somados o contrato e seus aditivos, os valores superaram R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos. Na primeira fase, em 2022, estiveram entre os alvos o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, do MDB, à época candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro, do PL, e o empresário Mário Peixoto, já denunciado por fraudes na gestão do ex-governador Wilson Witzel.
Veículos de esquerda destacaram o caráter sistêmico do esquema, ressaltando que a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal apontam uma organização criminosa estruturada que opera no estado há décadas, em especial na área da saúde. Nessa leitura, o desvio de verbas essenciais penaliza sobretudo a população que depende do serviço público, e o episódio reforça a necessidade de fiscalização e de responsabilização de quem drena recursos coletivos.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo da accountability institucional e do combate à fraude em licitações, dando também espaço às manifestações dos investigados. Em nota reproduzida por essa cobertura, Washington Reis afirmou que a polícia fez o seu trabalho sem qualquer dificuldade e que 'nada foi encontrado', inclusive na Fazenda Paraíso, centro de tratamento de dependentes químicos do município. O então governador e candidato à reeleição, Cláudio Castro, disse respeitar o trabalho da Polícia Federal e da CGU e aguardar os desdobramentos da operação. Parte da cobertura à direita também discutiu o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a manutenção do foro privilegiado, que explica a divisão dos mandados entre a primeira instância e o TRF2.
O que ainda não se sabe é quem são, nominalmente, todos os alvos da segunda fase, se há novos indiciamentos além dos investigados da etapa inicial e qual o desfecho jurídico da apuração. Também permanece em aberto o eventual impacto político sobre os nomes já citados no caso e o valor exato do prejuízo aos cofres públicos que a investigação pretende comprovar.
Investigação aponta que facção usava Pix, contas de laranjas e saques em dinheiro para lavar recursos do tráfico de drogas na Vila Vintém

Mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, já que alguns dos investigados têm foro privilegiado

Policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão

Ação de policiais federais aprofunda buscas sobre contratos que superam R$ 563,5 milhões

Nova fase da Operação Anáfora cumpre 14 mandados relacionados à apuração sobre suposto desvio de verbas públicas

Primeira fase da Operação Anáfora foi realizada em 2022 e apurou favorecimento em contratos na área de saúde com uma cooperativa de trabalho pelo município de Duque de Caxias.
Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio, em Niterói e em Duque de Caxias

Nesta matéria: viés de centro.
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