
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Última Parada contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião, concessionária do transporte público na zona leste paulistana. O vereador Senival Moura (PT) foi preso e apontado como beneficiário e líder oculto do esquema. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens, o sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações, além do afastamento dos diretores da empresa. A investigação também revelou conexões com a apuração que teve a influenciadora Deolane Bezerra como alvo.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, na manhã desta quinta-feira, 25 de junho de 2026, a Operação Última Parada, voltada contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC, por meio da empresa de ônibus Transunião, concessionária responsável por parte do transporte público na zona leste da capital paulista. Entre os alvos, o vereador Senival Moura, do PT, foi preso e apontado pelos investigadores como real beneficiário e líder oculto da empresa.
Segundo as autoridades, a investigação revelou um núcleo paralelo que tomava decisões sobre a Transunião e transferia valores para criminosos do PCC. A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de R$ 194 milhões em contas e bens ligados aos investigados, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. A operação cumpriu mais de cem mandados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Durante o cumprimento, policiais apreenderam quatro fuzis, drogas, uma máquina embaladora e cerca de R$ 65 mil escondidos em sacos de lixo em um imóvel da zona leste. Os diretores da Transunião foram afastados e a Prefeitura de São Paulo foi acionada para adotar medidas emergenciais no transporte.
A cobertura de centro detalhou nominalmente os alvos da ação, entre eles o vereador Senival Moura, o diretor-presidente formal Lourival de França, e os operadores financeiros apontados pela investigação, além de listar as empresas afastadas e suspensas. Reportou ainda que recursos do PCC eram utilizados para aumentar artificialmente o capital social de empresas, permitindo a participação em licitações públicas, com posterior retorno dos valores à facção sob aparência de legalidade.
Veículos de esquerda destacaram que o esquema teria capturado um serviço público essencial, o transporte coletivo da zona leste, ao longo de mais de uma década, e enfatizaram a fragilidade da fiscalização sobre concessionárias que operam com dinheiro público. Já uma leitura de direita enfatizaria a responsabilização individual dos envolvidos, a accountability das instituições de controle e o desvio de licitações públicas como porta de entrada para o crime organizado, vendo no bloqueio milionário de bens uma demonstração de eficácia investigativa. Ambos os lados convergem no diagnóstico de que o crime organizado teria se infiltrado na máquina pública municipal.
A apuração também relacionou a Transunião à investigação que teve como alvo a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, citando Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro e preso na mesma frente investigativa. As autoridades mencionam ainda a participação de integrantes da família Camacho, apontada como ligada à cúpula da facção, e lembram que dois dos investigados já respondem por processo relacionado ao assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa morto em 2020.
O que ainda não se sabe é a resposta das defesas dos investigados, incluindo a do vereador Senival Moura e da própria Transunião, que não se manifestaram até o momento das reportagens. Também permanecem em aberto o posicionamento do PT diante da prisão do parlamentar, a extensão concreta do impacto no transporte público da zona leste e o desfecho dos mandados ainda não cumpridos contra alvos foragidos ou fora do país.
Esquerda e centro convergem que o PCC teria usado a concessionária de ônibus Transunião para lavar dinheiro e que a operação atingiu agentes do poder público, incluindo um vereador preso, com bloqueio de R$ 194 milhões em bens.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do publisher ser de esquerda, o texto é predominantemente factual: descreve a operação, os alvos, os valores bloqueados e cita as autoridades como fonte. O gancho com Deolane Bezerra no título tem leve apelo de audiência, mas o corpo sustenta a conexão investigativa. Sem vocabulário ideológico carregado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e neutra, no padrão de agência: lista nominalmente os alvos, os pedidos de prisão, as empresas afastadas e as medidas judiciais sem enquadramento valorativo. Atribui todas as alegações às autoridades. Vocabulário sóbrio.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Deflagrada nesta quinta-feira (25/6), Operação Última Parada mira esquema de lavagem de dinheiro da facção por meio da empresa Transunião
Transunião é suspeita de lavar dinheiro para "Player", preso na investigação que teve Deolane como alvo
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



