Eduardo Paes e Douglas Ruas trocam acusações no debate ao governo do Rio
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
17 fontes políticas
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Como decidimos →O debate da TV Globo entre candidatos ao governo do Rio de Janeiro, na terça-feira, 29 de setembro, foi dominado pelo confronto entre Eduardo Paes (PSD), líder nas pesquisas, e Douglas Ruas (PL), segundo colocado. Paes associou Ruas ao ex-governador cassado Cláudio Castro e ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, preso; Ruas se apresentou como aliado de Flávio Bolsonaro e acusou Paes de esconder o apoio de Lula. Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo) também participaram, a cinco dias do primeiro turno.
Pelo prisma da responsabilidade institucional, o debate pelo governo do Rio virou um acerto de contas sobre quem conviveu com a cúpula política hoje cassada ou presa. Douglas Ruas (PL) se apresentou como policial civil concursado e aliado de Flávio Bolsonaro, lembrou que Eduardo Paes (PSD) também se relacionou com Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar e o acusou de esconder o apoio de Lula.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
A cobertura converge em que o embate entre Eduardo Paes e Douglas Ruas dominou o debate, com a gestão do ex-governador Cláudio Castro e a prisão de Rodrigo Bacellar no centro das acusações, e em que Anthony Garotinho manteve o tom de ataque a todos os adversários.
O debate da TV Globo entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, a cinco dias do primeiro turno, girou em torno do confronto entre Eduardo Paes, do PSD, e Douglas Ruas, do PL. Os dois trocaram acusações sobre a gestão de Cláudio Castro, a prisão de Rodrigo Bacellar e o apoio de Lula e de Flávio Bolsonaro, enquanto Anthony Garotinho atacou ambos.
Eduardo Paes, do PSD, e Douglas Ruas, do PL, protagonizaram na noite de terça-feira, 29 de setembro, o confronto mais duro do debate da TV Globo entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Foi o último encontro televisivo antes do primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro, e o primeiro debate de que Paes participou na campanha. Também estiveram no estúdio Anthony Garotinho, do Republicanos, William Siri, do PSOL, e André Marinho, do Novo.
O pano de fundo foi a crise política do estado, com a cassação do ex-governador Cláudio Castro e a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj, Rodrigo Bacellar. Paes, líder nas pesquisas, tentou colar Ruas à gestão Castro, da qual o adversário foi secretário de Cidades, e o chamou de reserva de Bacellar, a quem Ruas sucedeu na presidência da Alerj. Ruas respondeu que teve com Castro uma relação de trabalho e acusou Paes de intimidade com o ex-governador. Ele também se apresentou como representante do presidenciável Flávio Bolsonaro no estado e atribuiu ao senador uma emenda para os estudos da Linha 3 do metrô.
Os dois trocaram acusações envolvendo aliados e familiares. Ruas lembrou a acusação de violência doméstica contra o deputado Pedro Paulo, candidato do PSD ao Senado, arquivada pelo Supremo Tribunal Federal. Paes rebateu citando o vereador Nelsinho Ruas, irmão do adversário, acusado de agredir uma namorada e de balear um policial. A plateia reagiu com xingamentos, e a mediadora precisou pedir silêncio.
Garotinho disse que Ruas estaria na lista de Bacellar encontrada pela Polícia Federal, ironizou a passagem dele pela Polícia Civil e, no último bloco, afirmou que Paes deveria estar preso, o que rendeu direito de resposta ao candidato do PSD. Siri cobrou de Ruas uma posição sobre o fim da escala de trabalho 6x1, e Ruas aproveitou para acusar Paes de esconder o apoio do presidente Lula. Paes respondeu que não entraria no papo de Bolsonaro e de Lula. Depois do debate, em entrevista coletiva, disse que apoia Lula, mas não usa o presidente de bengala, e negou ter encontrado Bacellar depois da prisão.
A cobertura de centro concentrou o relato nos embates diretos entre Paes e Ruas e na tentativa de nacionalizar a disputa, e registrou a pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia, com Paes em 34% e Ruas em 25%, diferença que caiu de 13 para 9 pontos. Veículos de direita deram mais espaço aos momentos cômicos, às provocações de Garotinho e à acusação de que Paes teria acobertado o sumiço de vigas do Elevado da Perimetral em 2013, o que o ex-prefeito negou. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do debate no conjunto analisado, e nenhuma das coberturas trouxe enquadramento ideológico explícito sobre as propostas.
Ainda não se sabe se Garotinho seguirá na urna. A candidatura dele foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral por condenação por improbidade administrativa, e a defesa vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. Também não há resposta sobre o efeito do debate na vantagem de Paes, e as acusações trocadas entre os candidatos não foram comprovadas durante o programa.
Participam os candidatos Arthur Henrique (PL), Farah Mesquita (Solidariedade), Rosi Aires (PSOL) e Soldado Sampaio (Republicanos). Clébio Genuíno (PCO) não possui representação.

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Na página Quem São os Candidatos, publicada pelo g1 e atualizada com dados fornecidos pelo TSE, você pode ver os candidatos e buscar por nome, número, partido e mais.

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