Otaviano Pivetta é reeleito governador de Mato Grosso com 60,77% no primeiro turno
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Otaviano Pivetta, do Republicanos, foi reeleito governador de Mato Grosso no primeiro turno, em 4 de outubro, com 60,77% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O senador Wellington Fagundes, do PL, ficou em segundo, com 23,19%, e Natasha Slhessarenko, do PSD, em terceiro, com 15,17%. Pivetta assumiu o cargo em março, após a renúncia de Mauro Mendes, eleito agora para o Senado.
Otaviano Pivetta, do Republicanos, venceu com folga em Mato Grosso, com 60,77% dos votos válidos no primeiro turno, numa vitória que os eleitores do estado deram a um gestor vindo do agronegócio e da administração municipal. O resultado expôs a força própria do governador mesmo sem o apoio formal do PL, que lançou o senador Wellington Fagundes e ficou com 23,19%.
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As coberturas concordam nos números oficiais do TSE: Otaviano Pivetta reeleito no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, 1.128.099 votos, com 100% das urnas apuradas.
Otaviano Pivetta, do Republicanos, foi reeleito governador de Mato Grosso em 4 de outubro, no primeiro turno, com 60,77% dos votos válidos. Ele assumiu o cargo em março, após a renúncia de Mauro Mendes, e venceu o senador Wellington Fagundes, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro no estado.
Otaviano Pivetta, do Republicanos, foi reeleito governador de Mato Grosso no domingo, 4 de outubro, ainda no primeiro turno. Com todas as urnas apuradas, ele recebeu 1.128.099 votos, o equivalente a 60,77% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Em segundo lugar ficou o senador Wellington Fagundes, do PL, com 23,19%. Natasha Slhessarenko, do PSD, terminou em terceiro, com 15,17%.
A eleição no estado registrou 22,21% de abstenção, 4,03% de votos brancos e 5,40% de votos nulos. Pivetta, de 67 anos, assumiu o governo em março deste ano, depois da renúncia do titular, Mauro Mendes, do União Brasil, que deixou o cargo para disputar o Senado e foi o candidato mais votado, com 33,21%. A vice-governadora eleita é Gisela Simona, também do União Brasil. A chapa reuniu Republicanos, União Brasil, PP, PSDB, Cidadania e Podemos.
A cobertura de centro deu o contexto político da vitória. Pivetta e Fagundes disputavam o eleitorado de Flávio Bolsonaro, do PL, num estado sob forte influência do agronegócio. O Republicanos queria o apoio do PL, mas as conversas não avançaram. Pivetta declarou apoio a Flávio, que no estado ficou com Fagundes e não fez eventos com o governador. A mesma cobertura lembrou a trajetória de Pivetta, que se mudou do Rio Grande do Sul para Lucas do Rio Verde em 1982, foi prefeito da cidade, deputado estadual e duas vezes vice-governador. Também registrou que ele tem o maior patrimônio declarado entre os candidatos a cargos executivos no país, de R$ 575,6 milhões, e que o vice originalmente previsto, o deputado federal Fábio Garcia, é investigado num suposto esquema que teria desviado mais de R$ 300 milhões num acordo entre o governo do estado e a operadora Oi. Garcia desistiu da vaga para tentar a reeleição.
Veículos de direita trataram o resultado de forma estritamente numérica, em boletim automatizado com os dados do TSE: votos do vencedor, percentual e índices de abstenção, brancos e nulos, sem comentar alianças ou adversários. Não houve cobertura de veículos de esquerda até o momento. Por isso, temas que costumam ganhar destaque nesse campo, como a concentração de patrimônio do governador e a investigação que atingiu o antigo vice da chapa, aparecem apenas no registro factual da cobertura de centro.
As fontes não detalham as prioridades do novo mandato nem trazem a reação dos candidatos derrotados. Também não há informação sobre o andamento da investigação envolvendo Fábio Garcia, nem sobre como fica a relação entre o governador reeleito e o PL, que saiu derrotado no estado.
Líder do Executivo assumiu mandato após suceder Mauro Mendes, que renunciou ao cargo em março

Veja o resultado completo e os números de todos os candidatos no Mato Grosso
