O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), segue com ampla vantagem na corrida pelo governo do estado nas eleições de 2026. É o que aponta um novo levantamento divulgado no fim de julho, que mostra estabilidade em relação às rodadas anteriores e mantém aberta a disputa pelas duas vagas ao Senado.
No principal cenário de primeiro turno, com todos os pré-candidatos na urna, Paes aparece com 48,6% das intenções de voto. O número é quatro vezes maior que o do segundo colocado, Douglas Ruas (PL), que registra 11,1%. Logo atrás vem Anthony Garotinho (Republicanos), com 11%. Considerada a margem de erro, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o ex-prefeito está próximo do patamar necessário para se eleger já na primeira rodada.
Nos cenários de confronto direto simulando um eventual segundo turno, a vantagem se mantém folgada. Contra Douglas Ruas, Paes marca 60,1% ante 24,3%. Diante de Anthony Garotinho, venceria por 61,1% a 20,5%. Em ambos os casos, a soma de votos brancos, nulos e indecisos supera a marca de um em cada seis eleitores, o que mantém alguma margem de movimentação até a eleição.
A disputa pelo Senado, que este ano abre duas vagas, está bem mais equilibrada. Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) aparecem tecnicamente empatados na liderança, à frente de nomes como Pedro Paulo (PSD), Márcio Canella (União Brasil) e Carlos Portinho (PL). O cenário fragmentado, com vários candidatos competitivos, torna a definição das duas cadeiras mais incerta do que a do Executivo estadual.
Como esta é uma cobertura de fonte única até o momento, com apenas um veículo relatando os números, não há ainda leituras contrastantes de diferentes lados da imprensa sobre o resultado. A matéria disponível se concentra na descrição factual dos percentuais, sem análise de rejeição dos candidatos, sem reação das campanhas e sem comparação com levantamentos de outros institutos.
O que ainda não se sabe é como esses números se comportarão à medida que as campanhas avançarem, se a liderança no governo resistirá à entrada de novos nomes e como a fragmentação da disputa ao Senado será resolvida. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores fluminenses entre os dias 28 e 30 de julho, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral.