Partidos menores somam 13% em SP e miram desgaste de Tarcísio e Haddad
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Veículos de esquerda destacam que o crescimento combinado de Vera Lúcia (PSTU), Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB) revela desgaste tanto com o bolsonarismo de Tarcísio quanto com o que classificam como moderação do PT sob Haddad, apontando as privatizações, a política fiscal do governo Lula e a falta de resposta a pautas de gênero e raça como motivos de insatisfação popular.
Pesquisa Datafolha divulgada em 5 de julho mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança da disputa pelo Governo de São Paulo, com 46% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), com 30%.
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Esquerda e centro concordam sobre os números da pesquisa Datafolha (Tarcísio 46%, Haddad 30%, trio de partidos menores 13%) e sobre o fato de que PSTU, UP e PCB não têm fundo partidário nem tempo de TV por não cumprirem a cláusula de barreira.
Uma pesquisa Datafolha divulgada em 5 de julho de 2026 mostrou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança da corrida pelo Governo de São Paulo, com 46% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), com 30%. Atrás dos dois favoritos, três pré-candidatos de partidos menores empataram tecnicamente em terceiro lugar: Vera Lúcia (PSTU), com 5%, e Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB), ambos com 4%. Somados, o trio soma 13% das intenções de voto, número que pode ser decisivo para levar a disputa a um segundo turno, sobretudo após a desistência de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) da corrida.
A cobertura de centro relatou que os três pré-candidatos afirmam que o cansaço da população com as políticas de Tarcísio e Haddad abre espaço para suas candidaturas. Como as legendas não cumpriram a cláusula de barreira nem outras exigências da lei eleitoral, PSTU, UP e PCB não têm direito a fundo partidário nem a propaganda gratuita no rádio e na TV, o que limita o alcance de suas campanhas antes da eleição de outubro. Ainda assim, os três dizem apostar em mobilização de base, conversas nas ruas e divulgação de propostas nas redes sociais para crescer nas pesquisas.
Veículos de esquerda destacaram o conteúdo das críticas dos pré-candidatos com mais ênfase. Vera Lúcia, cientista social e militante sindical, descreveu o governo Tarcísio como uma gestão violenta para pobres, negros e imigrantes e associou o governador ao imperialismo de Donald Trump. Vivian Mendes, fundadora da Unidade Popular, criticou as privatizações do estado e apontou a falta de enfrentamento à violência contra as mulheres, enquanto Carlos Machado, do PCB, disse haver descontentamento tanto com o bolsonarismo quanto com o petismo. Os três também miraram Haddad: para eles, a formação de uma frente ampla e a condução do arcabouço fiscal no governo Lula privilegiaram bancos, agronegócio e grandes empresários em detrimento da classe trabalhadora.
Sob a ótica que costuma orientar a cobertura de direita, esse crescimento tende a ser lido de outra forma: como fragmentação do campo à esquerda de Haddad, e não como ameaça real à liderança de Tarcísio, que mantém folga confortável de 16 pontos sobre o segundo colocado. Essa leitura provável enfatiza que nenhum dos três pré-candidatos jamais venceu uma eleição, Vera Lúcia disputou a Presidência em 2018 e 2022 e a Prefeitura de São Paulo em 2020 sem atingir 0,1% dos votos válidos, e que as críticas às privatizações carecem de contraponto sobre a eficiência de gestão em concessões como rodovias, tema defendido por Carlos Machado para retomada estatal.
O que os três candidatos têm em comum é a aposta em uma militância popular capaz de compensar a falta de tempo de TV e recursos de campanha. Ainda não se sabe como as campanhas de Tarcísio e Haddad vão reagir publicamente às críticas, nem qual é a margem de erro e o tamanho da amostra da pesquisa Datafolha que embasou os números. Também não está claro se o crescimento do trio se sustentará até outubro, quando a disputa efetivamente ocorre, ou se os votos migrarão para os dois favoritos no fechamento da campanha eleitoral.
Votação de nomes de PSTU, UP e PCB pode ser determinante para definir se disputa terá 2º turno

Vera Lúcia, Vivian Mendes e Carlos Machado somam 13% no Datafolha em SP e miram eleitores insatisfeitos com Tarcísio e Haddad.
