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Uma nova rodada da pesquisa Futura/Apex, divulgada em 14 de julho de 2026, mediu rejeição, aprovação de governo e expectativa de vitória na corrida presidencial. Lula lidera a rejeição entre os presidenciáveis, mas também é apontado pela maioria dos eleitores como provável vencedor da eleição, mesmo com o segundo turno simulado tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro.
Uma nova rodada da pesquisa Futura/Apex, divulgada nesta terça-feira (14), traçou um retrato detalhado da disputa presidencial de 2026 a partir de entrevistas com 2 mil eleitores realizadas entre os dias 7 e 11 de julho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-07294/2026, mediu simultaneamente rejeição, aprovação de governo e a expectativa dos eleitores sobre quem vencerá o pleito.
Os números de rejeição colocam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança negativa: 47,6% dos entrevistados dizem rejeitá-lo, contra 45,4% que rejeitam o senador Flávio Bolsonaro (PL) e 32,2% que rejeitam Michelle Bolsonaro (PL). Na avaliação de governo, 42,9% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima e 38,6% como ótima ou boa, enquanto a desaprovação geral chega a 49,7% ante 46% de aprovação, uma leve piora em relação à rodada de junho. Nos cenários eleitorais estimulados, Lula aparece com 40,1% no primeiro turno, contra 36,8% de Flávio Bolsonaro; num eventual segundo turno, o petista tem 46,3% e o senador, 46,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Apesar desse cenário apertado, a pesquisa também perguntou, de forma espontânea e independente do voto de cada entrevistado, quem os eleitores acreditam que vencerá a eleição. Nessa pergunta, 53,6% citaram Lula e apenas 29% mencionaram Flávio Bolsonaro, uma diferença de quase 25 pontos percentuais, superior à soma de todos os outros nomes citados.
A cobertura de centro, casos da CNN Brasil e do Poder360, tratou os dois blocos de dados com peso equivalente, destacando tanto os índices de rejeição e desaprovação de Lula quanto detalhes de metodologia e financiamento: o Poder360 informou que o estudo custou R$ 160 mil e foi pago pela própria empresa Futura, e detalhou o histórico da Apex Partners como gestora de investimentos. Já veículos de esquerda, caso da Revista Fórum, destacaram a percepção de que Lula sairá vencedor da disputa, usando esse dado como manchete e argumentando que a expectativa de vitória supera a própria intenção de voto declarada, embora o texto reconheça o empate técnico no segundo turno como informação secundária.
Não há, no conjunto de matérias analisado, cobertura própria de veículos de direita sobre esta rodada específica da pesquisa. A leitura que esse campo tenderia a fazer dos mesmos números, contudo, é sustentada pelos próprios dados: veículos de direita provavelmente enfatizariam a alta rejeição de Lula, a maior entre os presidenciáveis, a desaprovação majoritária do governo e o empate técnico de Flávio Bolsonaro no segundo turno como sinais de que a disputa está mais aberta do que a expectativa espontânea de vitória sugere.
O que ainda não está claro é por que a expectativa de vitória de Lula é tão superior à sua intenção de voto real, nem como esses números vão se comportar à medida que outros institutos, como Datafolha e Meio/Ideia, divulgarem suas próprias rodadas com metodologias distintas.
Esquerda, centro e a leitura provável de direita convergem nos números centrais do levantamento: Lula lidera a rejeição (47,6%) entre os presidenciáveis, o segundo turno contra Flávio Bolsonaro está tecnicamente empatado (46,3% a 46,1%) e a pesquisa foi realizada com 2 mil eleitores entre 7 e 11 de julho, registrada no TSE.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo apresenta números corretos e cita a metodologia, mas a escolha editorial de manchete e a ênfase estrutural do texto giram em torno do dado mais favorável ao presidente, silenciando os índices de rejeição e desaprovação que outros veículos do mesmo cluster trataram como destaque; os links relacionados ao fim da matéria também reforçam enquadramento crítico à família Bolsonaro.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
O texto reporta os índices de rejeição de cada presidenciável em ordem decrescente, cita a metodologia completa (amostra, datas, margem de erro, protocolo TSE) e traz links comparativos a outros institutos (Meio/Ideia, Datafolha), sem adjetivação valorativa sobre nenhum candidato.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 07 e 11 de julho; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos

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Levantamento mostra que Michelle Bolsonaro é o 3º nome mais rejeitado entre os eleitores na disputa presidencial
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Relata números de aprovação e desaprovação do governo Lula com comparação direta à rodada de junho, sem enquadramento ideológico; usa vocabulário neutro ('avaliação negativa', 'avaliação positiva') e detalha a mesma ficha metodológica do instituto.
Perspectivas omitidas
Além dos índices de rejeição, o texto detalha quem pagou pelo estudo (R$ 160 mil, custeados pela própria Futura), a origem e atuação da Apex Partners, e linka pesquisas complementares sobre aprovação de Lula, Congresso e STF, mantendo tom descritivo e sem juízo de valor.
Perspectivas omitidas



