Paulo Guedes entra em inquérito da Polícia Federal sobre a empresa de cripto OnilX
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Veículos de esquerda abriram a cobertura apresentando Guedes como o ex-ministro de Jair Bolsonaro que fez da defesa dos interesses do mercado uma marca de sua gestão. O texto relatou a consultoria à OnilX, as 108 ações e a medida da CVM, e terminou com avaliação própria: a relação do ex-ministro com a empresa merece atenção pública e exige esclarecimentos. O texto não registrou se a defesa de Guedes foi procurada.
Veículos de direita relataram a investigação em tom descritivo e com mais detalhes dos processos: um casal que cobra R$ 876,5 mil da OnilX disse ter ampliado investimentos após reunião com Guedes, e uma assessora ofereceu encontro com o ex-ministro a um investidor.
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2 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes é investigado pela Polícia Federal num inquérito sigiloso aberto em fevereiro de 2026 na Justiça Federal do Paraná. A apuração envolve a OnilX, empresa de criptoativos à qual ele prestou consultoria e que responde a 108 ações de investidores com dificuldade de resgate.
A Polícia Federal investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O inquérito também apura a atuação do empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, empresa que oferece produtos ligados a criptoativos e enfrenta ações de investidores. Segundo as matérias, publicadas em 29 de outubro com base em reportagem de outro veículo, a investigação foi aberta em fevereiro de 2026 e tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná, com participação do Ministério Público Federal.
Guedes comandou a política econômica do governo de Jair Bolsonaro. Depois de deixar o cargo, prestou consultoria à OnilX, participou de reuniões estratégicas, recebeu potenciais investidores e teve a imagem usada em materiais de divulgação da empresa. As duas coberturas registram que um levantamento identificou 108 ações judiciais contra o grupo entre junho e setembro, nas quais investidores relatam dificuldade para resgatar recursos aplicados em criptomoedas e stablecoins. Também relatam que a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, determinou em janeiro a suspensão de ofertas públicas de intermediação de valores mobiliários pelo grupo e manteve a medida em abril. A OnilX nega as acusações e afirma atuar regularmente no mercado de ativos virtuais.
Nenhum veículo de centro cobriu o caso no conjunto analisado. As diferenças aparecem entre esquerda e direita. Veículos de esquerda abriram o texto descrevendo Guedes como o ex-ministro que fez da defesa dos interesses do mercado uma das marcas de sua atuação no governo. Destacaram que a ligação com a empresa foi além de uma participação pontual, mencionaram que ele elogiou o negócio numa palestra para quase 500 pessoas e encerraram com avaliação própria: a relação com a OnilX merece atenção pública e, para quem fez da defesa do mercado uma bandeira, exige esclarecimentos. O texto não registra se a defesa do ex-ministro foi procurada.
Veículos de direita relataram o caso em tom descritivo e com mais detalhes dos processos. Segundo esse relato, um casal que cobra R$ 876,5 mil da OnilX afirmou ter mantido e ampliado investimentos depois de uma reunião com Guedes, em abril, e não conseguiu resgatar os recursos meses depois. Em outro processo, mensagens anexadas aos autos mostram uma assessora oferecendo reunião com o ex-ministro para atrair um investidor. Esses veículos registraram ainda que alguns processos levantam suspeita de funcionamento como pirâmide financeira, informaram que a defesa de Guedes não respondeu e ressalvaram que a inclusão no inquérito não significa condenação nem suspeita comprovada.
Há também uma diferença de dado entre as coberturas: a de esquerda situa a gestão de Guedes entre 2019 e 2023, e a de direita, entre 2019 e 2022.
Até a tarde de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, o conteúdo do inquérito seguia sob sigilo. Não se sabia quais condutas específicas são atribuídas a Guedes, se ele já havia sido ouvido pela Polícia Federal nem qual seria a sua versão, já que a defesa não havia respondido aos questionamentos.
Ex-ministro de Bolsonaro prestou consultoria à OnilX, alvo de 108 ações judiciais e queixas de investidores, revela Tácio Lorran, no Metrópoles

A Polícia Federal (PF) investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, proprietário da
