Senado aprova PEC 221 com 75 votos a 1 e acaba com a escala 6x1
2 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 fontes políticas
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10 fontes políticas
O Senado Federal aprovou, em dois turnos na noite de 14 de outubro de 2026, a PEC 221/2019 por 75 votos a 1. O texto cria dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte de salário, com transição de 14 meses.
Veículos de esquerda trataram a aprovação como decisão histórica e a maior conquista dos trabalhadores desde a Constituinte de 1988, que beneficia milhões de pessoas e amplia o tempo de descanso, convivência familiar e estudo.
Veículos de direita descreveram a aprovação como a grande aposta do governo Lula de olho na reeleição, lembrando que a oposição chamava a proposta de eleitoreira e que parte dela já fala em rever o texto, e registraram a resistência das entidades empresariais.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O Senado Federal aprovou em dois turnos, na noite de 14 de outubro de 2026, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1. O texto garante dois dias de descanso semanal e reduz a jornada de 44 para 40 horas, sem corte de salário, e segue para promulgação.
O Senado Federal aprovou na noite de quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que acaba com a escala 6x1, na qual o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para um de folga. Em dois turnos votados no mesmo dia, foram 75 votos favoráveis e um contrário, o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), contra o mínimo de 49 exigido para emenda constitucional. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, de modo que a proposta não volta aos deputados e segue para promulgação pelo Congresso Nacional. A votação em dois turnos na mesma noite foi viabilizada por um requerimento de calendário especial, aprovado de forma simbólica.
O texto garante dois dias de descanso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário. A transição é gradual. Dois meses depois da promulgação, o teto cai para 42 horas e os dois dias de folga passam a valer. Doze meses depois, o limite chega a 40 horas, o que dá 14 meses no total. A jornada diária segue limitada a oito horas. Acordos e convenções coletivas podem prever outras formas de organização, desde que garantam, em média, dois dias de repouso por semana e ao menos um a cada sete dias. Empregados com diploma superior e remuneração a partir de dois tetos e meio do Regime Geral de Previdência Social, cerca de R$ 21,2 mil, têm regra diferenciada de controle de jornada. Uma futura lei complementar poderá criar medidas de compensação para microempreendedores e pequenas empresas.
A cobertura de centro concentrou-se no efeito prático da mudança. Relatou que o governo prepara um decreto para regulamentar a nova jornada, incluindo o cálculo da hora do trabalhador intermitente, e que a data da promulgação ainda não foi marcada. Também reproduziu estudos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontou que 80% dos vínculos com jornada acima de 40 horas têm salário de até dois salários mínimos, e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos estimou 26,8 milhões de trabalhadores beneficiados. Os textos de centro mencionaram ainda o temor de parte do setor produtivo com custos e demissões, citando estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.
Veículos de esquerda destacaram o caráter histórico da decisão, tratada como a maior conquista dos trabalhadores desde a Constituinte de 1988, e deram espaço a discursos de senadores sobre dignidade, família e raça. Também enfatizaram a mudança de posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que antes criticava a proposta e votou a favor, e o cálculo eleitoral que atribuem a ele.
Veículos de direita enquadraram a medida como a grande aposta do governo Lula de olho na reeleição. Lembraram que parte da oposição chamava a proposta de eleitoreira e que a oposição já fala em rever a aprovação caso Flávio Bolsonaro seja eleito. Registraram ainda que entidades empresariais, em sua maioria contrárias, defenderam um prazo maior para adaptação.
O que ainda não se sabe: a data da sessão solene de promulgação, que define quando começam a contar os prazos; o conteúdo final do decreto do governo; e se e como será criada a lei complementar para pequenos negócios e terceirizados do setor público.
PEC obteve 75 votos favoráveis em dois turnos de votação. Texto prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana.
PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada com 75 votos a favor e um contrário. Mudanças no regime de trabalho começarão 60 dias após promulgação

Para garantir as duas votações ainda nesta quarta, o governo apresentou um requerimento de calendário especial, permitindo que a tramitação seja acelerada

A redução da jornada não será imediata. Haverá um período de transição, conforme solicitado por setores produtivos da sociedade.

Fim da escala 6x1: entenda quando começam as duas folgas semanais e como será a redução da jornada de 44 para 40 horas após a aprovação da PEC.

Governo Lula está preparando um decreto sobre o tema

Texto foi aprovado pelo Senado nesta quarta-feira

A votação em dois turnos ocorreu nesta quarta-feira, 14. A medida contou com o apoio de 75 senadores, ante 1 que votou contra

Plenário do Senado deve votar proposta que propõe mudanças na jornada de trabalho

Trabalhadores passam a ter duas folgas semanais e jornada será reduzida, mas não imediatamente

Nesta matéria: perspectiva omitida.