Davi Alcolumbre promete a Lula votar MP das blusinhas até 8 de setembro
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva almoçou em 26 de agosto de 2026 no Palácio da Alvorada com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para definir a pauta legislativa prioritária do governo antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. O item mais urgente é a medida provisória publicada em maio, que suspendeu o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cerca de R$ 258, conhecida como taxa das blusinhas. Se o Congresso não votar até 8 de setembro, o texto perde a validade e a cobrança volta. Após o encontro, Alcolumbre afirmou que a medida não vai caducar e que a comissão mista será instalada em 1º de setembro, com presidência indicada pela Câmara, entregue ao deputado Reginaldo Lopes, e relatoria a ser definida pelo Senado.
O encontro no Palácio da Alvorada é lido como a correção de uma distorção tributária que penalizava justamente quem tem menos. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 atingia consumidores das classes C e D que buscam preço em plataformas estrangeiras, enquanto quem pode viajar ao exterior traz até US$ 2.000 em produtos sem pagar imposto federal.
O acordo é lido como socorro eleitoral a um governo que perdeu o controle do processo legislativo. Nos seis primeiros meses de 2026, 68% das medidas provisórias editadas caducaram, treze de dezenove textos, o pior desempenho do século, e a perda de validade da medida que taxava aplicações financeiras abriu um rombo de R$ 17 bilhões nas contas da União.
22 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Esquerda, centro e direita registram os mesmos fatos: a medida provisória que zerou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 perde a validade em 8 de setembro, a comissão mista só será instalada em 1º de setembro e o acordo entre Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta nasce da reaproximação entre Planalto e Senado depois da rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Todos os lados também reconhecem o peso eleitoral do calendário, com o primeiro turno em 4 de outubro.
Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta almoçaram no Palácio da Alvorada e saíram com uma promessa pública: a medida provisória que zerou a taxa das blusinhas será votada antes de 8 de setembro. A seguir, o que está em jogo no prazo, na comissão mista e nas demais pautas que o governo quer aprovar antes do primeiro turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para um almoço no Palácio da Alvorada com objetivo declarado: destravar as votações que o governo considera prioritárias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Ao fim do encontro, Alcolumbre afirmou publicamente que a medida provisória que suspendeu a chamada taxa das blusinhas não vai caducar e se comprometeu a concluir a tramitação a tempo de o presidente sancionar a lei.
O ponto central é um prazo. A medida provisória publicada em maio suspendeu a cobrança do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cerca de R$ 258, feitas por pessoas físicas em sites estrangeiros. Se o Congresso não votar até 8 de setembro, o texto perde a validade e a cobrança volta a valer automaticamente, a menos de um mês da eleição. Para chegar ao plenário da Câmara e depois ao do Senado, a matéria precisa passar antes por uma comissão mista que sequer havia sido instalada. Ficou acertado que o colegiado será instalado em 1º de setembro, com a presidência indicada pela Câmara e entregue ao deputado Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais, e a relatoria indicada pelo Senado, ainda sem nome definido. A janela de trabalho é a semana de esforço concentrado, de 31 de agosto a 4 de setembro, a última com sessões de votação antes do pleito.
A cobertura converge nesses fatos e também no restante da lista acertada: a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1, com relatoria do senador Omar Aziz e leitura de parecer prevista para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado; a PEC da Segurança Pública, relatada pelo senador Rogério Carvalho; o marco legal dos minerais críticos e das terras raras; e o Redata, regime tributário voltado a data centers. Há convergência, ainda, sobre a origem política do entendimento: Lula e Alcolumbre passaram cerca de três meses sem se falar depois que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, e só retomaram o contato no início de agosto.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda destacaram o argumento distributivo do presidente, de que não é justo cobrar imposto de quem compra 50 dólares em um site estrangeiro enquanto quem viaja ao exterior traz 2 mil dólares em produtos sem tributação federal, e trataram o desfecho como reparação de uma injustiça com apelo popular, ao lado do fim da escala 6x1. A cobertura de centro concentrou-se na coreografia institucional e no cálculo de cada participante: a reeleição do presidente, a disputa pela recondução de Alcolumbre ao comando do Senado em 2027, o apoio que Motta busca para si e para a candidatura do pai ao Senado, além do movimento de adversários para deixar a medida caducar e impor uma derrota ao governo às vésperas do primeiro turno. Veículos de direita enfatizaram outro recorte: o desempenho do governo no Congresso, com 68% das medidas provisórias caducando no primeiro semestre de 2026, treze de dezenove textos, e o rombo de R$ 17 bilhões atribuído à perda de validade da medida que taxava aplicações financeiras, leitura que apresenta o acordo como exceção num quadro de isolamento político.
Parte da cobertura registra também que a taxa hoje criticada foi criada em 2024, com aprovação do Congresso e sanção do próprio presidente, dentro do programa Remessa Conforme, e que entidades empresariais se manifestaram contra a revogação, com empresários articulando para que a medida provisória perca a validade.
O que ainda não se sabe é quem será o relator da medida provisória no Senado, se a PEC do fim da escala 6x1 chega ao plenário antes da eleição, já que Alcolumbre não deu essa garantia, e qual será o destino das doze emendas protocoladas pela oposição, que, se aprovadas, devolvem o texto à Câmara. Também não há definição sobre a data exata da votação em plenário. E, qualquer que seja o desfecho, o ICMS estadual sobre essas compras, de 17% a 20%, continua sendo cobrado.
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Alcolumbre diz que Lula reconhece erro na taxação das blusinhas | Poder Congresso

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Lula e pautas do governo no Congresso: reunião com Alcolumbre e Motta busca alinhar votações do fim da escala 6x1 e da taxa das blusinhas nesta quarta.

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ainda não há outra notícia sobre PEC do fim da escala 6x1.