AtlasIntel aponta Cleitinho com 39,3% e Patrus Ananias com 31% em Minas Gerais
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Patrus Ananias (PT) aparece como o único adversário capaz de levar a disputa pelo governo de Minas Gerais a um segundo turno competitivo, segundo a pesquisa da AtlasIntel, que o coloca com 31% contra 39,3% de Cleitinho Azevedo (Republicanos). A leitura de veículos de esquerda destaca que a diferença de oito pontos é menor do que o favoritismo atribuído ao senador sugere, e que o ex-ministro vence com folga os dois quadros de segundo turno sem Cleitinho, contra o governador Mateus Simões (PSD) e contra o empresário Flávio Roscoe (PL). A discrepância entre institutos, que vai de 31% a 15% para o mesmo candidato em uma semana, sustenta a cobrança por transparência metodológica: pesquisa aplicada pela internet pode sub-representar o eleitorado de baixa renda e do interior, onde o PT historicamente concentra apoio.
Pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada em 23 de setembro de 2026 aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança da disputa pelo governo de Minas Gerais, com 39,3% das intenções de voto, contra 31% do ex-ministro Patrus Ananias (PT).
A pesquisa da AtlasIntel consolida Cleitinho Azevedo (Republicanos) como favorito ao governo de Minas Gerais, com 39,3% das intenções de voto e vitória em todos os cenários de segundo turno em que aparece, incluindo 53,1% a 41,1% sobre Patrus Ananias (PT).
3 fontes políticas
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As três frentes de cobertura convergem em que Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais e vence todos os cenários de segundo turno em que aparece, e em que Patrus Ananias (PT) é o segundo colocado. Também há convergência sobre o empate técnico na terceira posição entre Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL) e o governador Mateus Simões (PSD).
A onze dias do primeiro turno, duas pesquisas colocam o senador Cleitinho Azevedo à frente na disputa pelo governo de Minas Gerais, mas discordam sobre o tamanho da vantagem: um instituto mede Patrus Ananias em 31% e o outro, em 15%. Veja os números de primeiro e segundo turno, as fichas técnicas dos dois levantamentos e o que cada lado da cobertura escolheu destacar.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais a menos de duas semanas da votação. Pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada em 23 de setembro de 2026 aponta o senador com 39,3% das intenções de voto, contra 31% do ex-ministro Patrus Ananias (PT). A disputa pelo terceiro lugar está embolada: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) tem 8,3%, o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe (PL), tem 7,3%, e o governador Mateus Simões (PSD) registra 5,6%. Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Gabriel (MDB) aparece com 2,7% e Ben Mendes (Missão), com 1,4%. Brancos e nulos somam 2,3% e os indecisos, 1,5%.
O levantamento ouviu 1.799 eleitores mineiros por recrutamento digital aleatório, pela internet, entre os dias 15 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e o registro na Justiça Eleitoral saiu sob o protocolo MG-03290/2026. Em relação à onda anterior, de 9 de setembro, a variação foi pequena: Cleitinho tinha 41% e Patrus Ananias, 30%.
Os três blocos de cobertura convergem no ponto central: o senador é favorito e vence todos os cenários de segundo turno em que aparece. No confronto direto contra o candidato do PT, a vantagem é de doze pontos, 53,1% a 41,1%. Contra Alexandre Kalil, o resultado é 51,2% a 36,8%, e contra Gabriel Azevedo, 51,4% a 23,3%. O instituto também testou dois quadros sem o senador, e neles Patrus Ananias vence: 43,8% a 31,9% sobre Mateus Simões e 42,7% a 33,9% sobre Flávio Roscoe.
A ênfase de cada lado da cobertura, porém, é diferente. Veículos de esquerda destacaram a distância de oito pontos entre o líder e o candidato do PT e o desempenho do ex-ministro nos cenários em que Cleitinho não disputa, tratando Patrus Ananias como o único adversário com viabilidade para um segundo turno competitivo. Veículos de direita enfatizaram a rejeição consolidada ao petismo no estado, apresentando a série que mostra o senador vencendo com folga em todos os pareamentos, e acrescentaram o recorte mineiro da disputa presidencial, em que Flávio Bolsonaro (PL) saltou de 35,4% para 43,4% entre 9 e 23 de setembro, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi de 44,3% para 48,8%. A cobertura de centro relatou, um dia depois, a pesquisa do Datafolha, que confirma a liderança e amplia bastante as margens: 60% para Cleitinho contra 23% de Patrus Ananias no segundo turno, e 57% a 26% contra Alexandre Kalil. No primeiro turno, esse instituto registra Cleitinho com 40% e o candidato do PT com 15%.
A divergência entre os dois levantamentos é o dado menos explorado pelas três coberturas e o mais relevante para o leitor. O mesmo candidato aparece com 31% em um instituto e com 15% em outro, na mesma semana, com margens de erro de dois e três pontos percentuais. As fichas técnicas ajudam a entender parte do intervalo: a AtlasIntel entrevistou 1.799 pessoas por recrutamento digital entre 15 e 20 de setembro, enquanto o Datafolha ouviu 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre 22 e 24 de setembro, com registro MG-07400/2026. Datas de campo e formas de coleta distintas produzem estimativas distintas, mas nenhum dos textos aprofunda o efeito de cada método sobre a medição do eleitorado de menor renda e do interior do estado.
O que ainda não se sabe: nenhuma das coberturas explica a diferença de dezesseis pontos no percentual de Patrus Ananias entre os dois institutos, nem traz avaliação técnica sobre o impacto do recrutamento pela internet nesse resultado. Também não há reação das campanhas aos números, nem medição sobre quanto do voto declarado ao senador é consolidado ou ainda pode migrar no bloco de candidatos empatados na terceira posição. Não se sabe, por fim, se o avanço registrado na disputa presidencial dentro de Minas Gerais se traduz em transferência de voto para a corrida estadual.
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Margem de erro é de três pontos percentuais.

Na projeção de segundo turno, a vantagem do candidato do Republicanos chega a 12 pontos

Levantamento mostra uma disputa acirrada pelo terceiro lugar entre Alexandre Kalil, Flávio Roscoe e Mateus Simões