Pesquisa AtlasIntel mostra impacto da briga Michelle x Flávio para a próxima eleição presidencial
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Como decidimos →Veículos de esquerda enfatizam que a nova rodada da AtlasIntel chega após o TSE censurar, a pedido do PL, a pesquisa de maio que mostrava queda de Flávio Bolsonaro no rastro do escândalo do filme Dark Horse. Destacam que Lula lidera os cenários de primeiro e segundo turnos e que a crise interna no bolsonarismo, com a exposição pública da briga entre Michelle e Flávio, expõe fragilidades do campo conservador a poucos meses da eleição.
Veículos de direita tratam as pesquisas como termômetro técnico da disputa, detalhando metodologia, lista de candidatos e números de vários institutos sem enquadramento ideológico. Destacam que a principal questão é saber se Flávio Bolsonaro interrompe o ciclo de desgaste ligado ao Caso Banco Master ou se Lula consolida sua vantagem.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Esquerda, centro e direita reconhecem que AtlasIntel e Nexus vão medir o impacto eleitoral da briga Michelle x Flávio e do Caso Banco Master, e que Lula lidera os cenários recentes de intenção de voto.
Os institutos AtlasIntel e Nexus preparam novas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, com divulgação prevista para o fim de junho e o início de julho. Os dois levantamentos vão além de atualizar a corrida ao Palácio do Planalto: foram desenhados para medir o impacto eleitoral de dois acontecimentos recentes, a briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master, que respinga tanto no pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) quanto no senador Jaques Wagner (PT), ex-líder do governo Lula no Senado.
A AtlasIntel vai ouvir 5.000 eleitores por questionário aplicado pela internet, enquanto a Nexus entrevistará 2.000 pessoas por telefone. O questionário da AtlasIntel inclui um bloco específico sobre o vídeo em que Michelle Bolsonaro expõe divergências com Flávio, perguntando, entre outros pontos, qual dos dois o eleitor vê como mais fiel às orientações de Jair Bolsonaro. Outro bloco mede a percepção sobre o Caso Banco Master, buscando identificar qual grupo político o eleitor associa às supostas fraudes financeiras.
A cobertura de centro detalhou os números que ancoram a expectativa em torno das novas rodadas. O Datafolha mais recente apontou Lula com 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro no principal cenário de segundo turno, com 41% a 31% no primeiro turno. Antes disso, BTG/Nexus e CNT/MDA também registraram crescimento da dianteira do presidente. Os veículos de centro destacaram ainda a lista de treze nomes testados pela AtlasIntel e de nove pela Nexus, num retrato técnico e quantitativo da disputa.
É na leitura do contexto que as coberturas divergem. Veículos de esquerda enfatizaram que a nova rodada da AtlasIntel só ocorre após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, censurar, a pedido do PL, a pesquisa de maio, que mostrava queda de Flávio na esteira do escândalo do filme Dark Horse. Para essa cobertura, a suspensão é vista como manobra para proteger o pré-candidato, e a exposição pública da briga familiar é lida como sintoma de racha no bolsonarismo, enquanto Lula consolida a liderança nos cenários de primeiro e segundo turnos.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram o ângulo técnico e o desgaste recíproco. Trataram as pesquisas como termômetro da disputa, com a questão central sendo se Flávio Bolsonaro consegue interromper o ciclo de desgaste ligado ao Banco Master ou se Lula amplia a vantagem. Essa cobertura ressaltou que o questionário também investiga o envolvimento de aliados de Lula nas fraudes, incluindo a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner.
O que ainda não se sabe são os percentuais das novas pesquisas, que dependem da divulgação efetiva, e o desfecho do julgamento no TSE: a Corte chegou a iniciar a análise da liminar de Kassio Nunes Marques, mas a conclusão foi adiada após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Até lá, permanece válida a decisão que suspendeu a sondagem de maio.
A divulgação da rodada de maio segue suspensa por decisão do ministro Kassio Nunes Marques

Levantamentos da Nexus e da AtlasIntel, previstos para 29 e 30 de junho, devem oferecer novos sinais sobre o cenário da corrida ao Planalto em 2026
