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Duas pesquisas divulgadas em 3 de agosto de 2026 desenharam o quadro da disputa presidencial. No levantamento nacional BTG/Nexus, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em simulação de segundo turno, 46% a 45%, dentro da margem de erro de dois pontos. Na rodada anterior, de 27 de julho, o placar era 47% a 43%. No mesmo dia, um levantamento estadual em Sergipe mostrou Flávio como o pré-candidato mais rejeitado, com 55%. Um cientista político leu o conjunto nacional como sinal de recuperação da candidatura de direita.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro de 2026, segundo a rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira, 3 de agosto. O levantamento aponta 46% das intenções de voto para o presidente e 45% para o senador, diferença que cabe na margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Brancos, nulos e quem não escolheria nenhum dos dois somam 8%, e 2% dizem não saber em quem votar. Foram 2.002 entrevistas por telefone com eleitores de 16 anos ou mais, feitas entre 31 de julho e 2 de agosto, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-02874/2026.
A comparação com a rodada anterior é o ponto em que a disputa de interpretações começa. Em 27 de julho, o mesmo instituto media 47% para o presidente e 43% para o senador, também em empate técnico, no limite da margem. Nos demais cenários simulados, o presidente mantém vantagem: 46% a 42% contra Ronaldo Caiado (PSD), 46% a 40% contra Romeu Zema (Novo) e 47% a 37% contra Renan Santos (Missão). No mesmo dia, uma segunda pesquisa, da Real Time Big Data em Sergipe, mediu a rejeição dos pré-candidatos no Estado: 55% dos eleitores sergipanos afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, ante 32% de rejeição ao presidente e 29% a Caiado. Nesse recorte estadual, 64% dizem aprovar o governo federal e 40% classificam a gestão como ótima ou boa. O estudo ouviu 1.600 eleitores entre 28 de julho e 1º de agosto, custou R$ 24 mil e está registrado sob o número BR-07696/2026.
A cobertura de centro concentrou-se na descrição dos números e das fichas metodológicas, apresentando lado a lado o empate técnico nacional e a rejeição elevada medida em Sergipe, sem hierarquizar qual dos dois retratos vale mais. Veículos de direita deram destaque à leitura de um cientista político para quem a rodada expressa uma tendência de recuperação do pré-candidato da oposição, depois de semanas de desgaste provocadas por investigações e declarações controversas; nessa análise, a convenção partidária e o aumento da presença nas redes sociais teriam remobilizado a militância e reacomodado as forças no eleitorado. Não há, no conjunto de matérias reunidas sobre este levantamento, cobertura de veículos de esquerda, e esse é o ponto cego da história: falta a leitura que costuma sublinhar que uma variação de dois pontos dentro da margem de erro não distingue avanço de estabilidade e que o presidente segue à frente nos quatro cenários medidos.
Os pontos de convergência são poucos e claros. Todos os textos tratam o resultado nacional como empate técnico, reconhecem que a diferença está dentro da margem de erro e registram que as pesquisas têm registro na Justiça Eleitoral. A divergência é de ênfase e de conclusão: onde uma parte da cobertura vê movimento de retomada, a outra apenas descreve números que oscilam dentro do intervalo estatístico.
O que ainda não se sabe é se o resultado é tendência consolidada ou retrato momentâneo, ressalva feita pelo próprio analista citado. As matérias não trazem cenários de primeiro turno da mesma rodada, não registram reação das campanhas, não explicam por que a rejeição no recorte sergipano é tão superior à média nacional e não detalham quais investigações produziram o desgaste mencionado. Também não há, até aqui, uma terceira pesquisa nacional divulgada no mesmo intervalo que permita testar a hipótese de recuperação fora do instituto que a originou.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Classificada como direita, embora o veículo tenha viés editorial centro.
O texto adota o vocabulário do analista e o converte em narrativa de virada: 'tendência de recuperação', 'fim da tempestade', 'reacomodação das forças políticas', 'reativar a base de apoio da direita'. A pressão sofrida pelo pré-candidato aparece como adversidade externa, e a convenção partidária como fator de retomada. Enquadramento simpático ao campo da direita, sem contraponto.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Enumeração seca de percentuais de rejeição de todos os pré-candidatos, seguida da avaliação e da aprovação do governo no Estado, com metodologia, período de campo, custo e número de registro. Não há adjetivação nem hierarquia editorial entre campos políticos: o recorte estadual é apresentado como dado, não como veredito.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto de agência: enuncia percentuais, compara com a rodada de 27 de julho e fecha com ficha técnica (2.002 entrevistas, margem de 2 p.p., registro BR-02874/2026). Vocabulário sem carga valorativa e paridade entre os quatro cenários simulados, inclusive os desfavoráveis à oposição, o que sustenta leitura de centro apesar do viés do veículo.

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Para o cientista político, estabilização após período de crise favorece candidato e pode alterar dinâmica eleitoral no país

Lula registra 32% e Ronaldo Caiado 29% em levantamento da Real Time Big Data no Estado
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Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Réplica AMP do texto principal, com a mesma estrutura descritiva: número, comparação com a rodada anterior e metodologia. Nenhum adjetivo carregado, nenhum enquadramento de vitória ou derrota, o que mantém o julgamento em centro.
Perspectivas omitidas



