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A pesquisa PoderData/Aya divulgada em 25 de junho de 2026 mostra o governo Lula com 52% de desaprovação e 43% de aprovação, com avaliação pessoal do presidente em 50% de desaprovação. Os números oscilaram negativamente ante maio, mas dentro da margem de erro de 2 pontos. No campo eleitoral, Lula é rejeitado por 50% dos eleitores e Flávio Bolsonaro por 48%. Em recorte sobre o Caso Master, 54% responsabilizam o governo Lula e 29%, a gestão Bolsonaro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao fim de junho de 2026 com a desaprovação superando a aprovação em vários levantamentos divulgados na mesma semana. A pesquisa PoderData/Aya, realizada entre os dias 21 e 24 de junho com 2.400 entrevistados nas 27 unidades da Federação, aponta 52% de desaprovação contra 43% de aprovação do governo. A avaliação pessoal do presidente segue a mesma linha: 50% desaprovam o trabalho de Lula e 43% aprovam. Quando se pede uma nota à gestão, 47% a classificam como ruim ou péssima e 35% como ótima ou boa. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta e os cruzou com outros institutos. A Gerp, ouvindo 2.000 pessoas entre 15 e 20 de junho, mostrou Lula como o nome mais rejeitado à Presidência, com 47%, seguido do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), com 44%. Pelo PoderData, a rejeição a Lula é de 50% e a Flávio, de 48%. Veículos de centro também destacaram o recorte sobre o Caso Master, escândalo financeiro envolvendo o Banco Master: 54% dos eleitores responsabilizam o governo Lula por permitir as ilegalidades, enquanto 29% apontam a gestão de Jair Bolsonaro. Entre os entrevistados, 86% afirmam conhecer o caso.
Veículos de direita enfatizaram justamente esse ângulo de responsabilização e o cerco político ao petismo. A cobertura à direita estendeu o relato com o histórico das investigações, lembrando que a apuração passou a examinar lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília, com a Polícia Federal alcançando aliados do governo. Esses veículos ligaram o escândalo à operação da PF que mirou o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após a apreensão de dólares e euros em endereços a ele ligados.
Veículos de esquerda e leituras mais cautelosas dos dados, por outro lado, ponderaram que as oscilações em relação ao levantamento de maio foram negativas para o Planalto, mas ficaram dentro da margem de erro, o que indica estabilidade em vez de derretimento da aprovação. O próprio instituto observou que nem a operação contra Jaques Wagner mexeu de forma considerável nos índices do governo. Essa perspectiva também sublinha que a rejeição elevada não é exclusividade de Lula: o principal adversário, Flávio Bolsonaro, registra rejeição próxima, sinal de um eleitorado polarizado em que os dois polos acumulam altos índices de recusa.
O que ainda não se sabe é se a avaliação seguirá estável ou se o avanço das investigações do Caso Master, agora tocando o núcleo político do governo, vai pressionar os números nas próximas rodadas. Também permanece em aberto como a corrida presidencial de 2026 se reorganiza diante de candidatos com rejeição tão alta de ambos os lados.
Todos os lados reconhecem que a desaprovação do governo Lula (52%) supera a aprovação (43%) e que a rejeição eleitoral elevada atinge tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Levantamento Gerp relatado com números de rejeição de Lula e Flávio, metodologia e custo. Tom neutro, sem framing ideológico — CENTER. Ruído de publicidade do veículo não altera o viés do conteúdo.
Perspectivas omitidas
Apresenta os dois lados da percepção (54% culpam Lula, 29% culpam Bolsonaro) com paridade e metodologia clara, sem editorialização. Perfil CENTER factual.
Perspectivas omitidas
Números de aprovação/desaprovação do governo e avaliação pessoal de Lula apresentados de forma direta, sem vocabulário carregado. Perfil CENTER.
Perspectivas omitidas
Compara rejeição de Lula (50%) e Flávio (48%) com paridade, trazendo também quem votaria em cada um. Tom neutro, perfil CENTER.
Perspectivas omitidas
Texto do próprio instituto divulgador: enfatiza estabilidade na avaliação e que oscilações ficaram na margem de erro, contextualizando a operação da PF contra Jaques Wagner sem editorializar. Perfil CENTER, com leitura cuidadosa dos dados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Veículo de direita seleciona o recorte mais desfavorável ao governo (54% responsabilizam Lula pelo Caso Master) e estende com longo histórico das suspeitas envolvendo aliados do PT, sem contraponto. Enquadramento de accountability do poder público — perfil RIGHT.
Perspectivas omitidas

Levantamento da Gerp mostra que o senador Flávio Bolsonaro é o 2º nome mais rejeitado à Presidência, com 44%. Leia no Poder360.

Pesquisa ouviu 2.400 pessoas entre 21 e 24 de junho, em todo o território nacional; margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos

Ao mesmo tempo, 47% dos eleitores avaliam o presidente como “ruim ou péssimo”, enquanto 35% o consideram “ótimo ou bom”

Pesquisa ouviu 2.400 pessoas entre 21 e 24 de junho, em todo o território nacional; margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos

Levantamento feito de 21 a 24 de junho mostra oscilações negativas para o Planalto em relação ao estudo de maio. Leia no Poder360.

29% responsabilizaram o período de administração de Jair Bolsonaro e outros 17% não souberam responder
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