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A pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto contra 39% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) num eventual segundo turno. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026. O detalhamento por estratos revela um eleitorado dividido por região, gênero, renda, escolaridade e religião.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto de 2026 detalhou o comportamento do eleitorado brasileiro em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No agregado nacional, o presidente aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do senador. Na rodada anterior, o placar era de 45% a 37%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026. Nos recortes por segmento, a margem é maior e varia de três a seis pontos, conforme o tamanho de cada amostra.
O detalhamento mostra um país partido em blocos bastante estáveis. No Nordeste, o presidente chega a 64% contra 25% do senador. No Sul, o quadro se inverte: 56% para o senador e 29% para o presidente. No Sudeste há empate técnico, e no Centro-Oeste somado ao Norte o candidato do PL aparece à frente, com 44% contra 40%. O corte por gênero segue a mesma lógica: entre mulheres, o presidente tem 47% contra 35%; entre homens, o senador lidera por 44% a 40%. Renda e escolaridade separam os dois campos com nitidez. Quem vive em domicílio com até dois salários mínimos prefere o presidente por 54% a 30%; quem recebe mais de cinco salários prefere o senador por 44% a 36%. No ensino fundamental a vantagem é do petista, e no ensino superior, do candidato da direita. Entre católicos, o presidente marca 49% a 37%; entre evangélicos, o senador soma 48% contra 33%.
Esses números aparecem de forma convergente em toda a cobertura. A divergência está no que cada lado escolhe colocar em primeiro plano. Veículos de direita abriram pela vantagem regional do senador no Sul, equiparando-a à do presidente no Nordeste, e trataram o resultado nacional como uma disputa competitiva em movimento, com o candidato do PL avançando dez pontos no Sul e nove no Centro-Oeste e Norte em apenas um mês, além de tomar a dianteira entre os homens. Veículos de esquerda destacaram a composição social da liderança do presidente, associando-a a programas de transferência de renda e à defesa de direitos das mulheres, e organizaram o texto em torno dos segmentos em que a vantagem é maior: mulheres, Nordeste, beneficiários do Bolsa Família, eleitores de menor renda e menor escolaridade. A cobertura de centro apresentou a ficha técnica completa, separou o que variou dentro e fora da margem de erro e informou também o cenário de primeiro turno, em que o presidente tem 39% contra 30% do senador, além dos confrontos com Ronaldo Caiado (PSD), 45% a 37%, e Romeu Zema (Novo), 46% a 34%.
Dois movimentos que aparecem apenas na cobertura mais detalhada ajudam a explicar o estreitamento da disputa. O primeiro é a perda de apoio do presidente entre eleitores independentes, que caíram de 40% para 33% em um mês, enquanto o senador subiu de 27% para 30%. O segundo é a recomposição do campo conservador: o candidato do PL subiu sete pontos entre eleitores de direita que não se declaram bolsonaristas, chegando a 81%. Segundo a leitura do responsável pelo instituto, citada por veículos de centro, pesaram nesse movimento a reconciliação pública do senador com a ex-primeira-dama, avaliada positivamente por 59% dos entrevistados, e a reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que proibiu o senador de visitar o pai, considerada errada por 52%. O mesmo analista aponta desgaste no efeito marginal de medidas do governo, como o Desenrola e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco mil reais.
Há pontos que a pesquisa não resolve. Nenhuma das coberturas apresenta série completa e datada para todos os recortes, o que dificulta separar tendência de oscilação amostral em segmentos com margem de até seis pontos. Também não se sabe qual será o efeito, sobre o eleitorado, do calendário eleitoral e do horário de propaganda até outubro, nem se a rejeição de 54% ao senador, a maior entre os nomes testados nesta rodada, tende a ceder ou a se consolidar. E não há dado no levantamento que teste diretamente as hipóteses causais oferecidas por cada lado para explicar o voto de mulheres e de homens.
Todos os lados reproduzem os mesmos números e concordam em dois pontos: Lula lidera o cenário nacional de segundo turno por 44% a 39%, e Flávio Bolsonaro reduziu a diferença em relação à rodada anterior, avançando no Sul, no Centro-Oeste/Norte e entre os homens. Há acordo também sobre o desenho social da disputa: o presidente é mais forte entre mulheres, no Nordeste e nas faixas de menor renda e escolaridade; o senador, no Sul, entre evangélicos e nas faixas de maior renda e escolaridade.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto reproduz corretamente os percentuais, mas insere camadas interpretativas de esquerda que a pesquisa não fornece: explica a liderança entre mulheres por 'programas de transferência de renda e defesa de direitos das mulheres' e resume o adversário como respaldado por quem 'avalia com mais peso questões como combate à violência e liberalismo econômico'. A ordem dos blocos privilegia os segmentos em que o presidente lidera (mulheres, Nordeste, menor renda, ensino fundamental, beneficiários do Bolsa Família) e o cenário contra Ronaldo Caiado, em que a vantagem é maior.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual com paridade: apresenta os avanços de cada candidato, distingue variação dentro e fora da margem de erro, informa período de campo, número de entrevistas, margem geral e registro na Justiça Eleitoral, e separa os recortes segmentados por terem margem maior. Cita nominalmente o responsável pelo instituto e reproduz sua interpretação como fala atribuída, sem endossá-la. Vocabulário descritivo, sem adjetivação valorativa para nenhum dos lados.
Veículos com viés à direita
O corpo é numericamente fiel ao levantamento, mas o enquadramento é de direita: a manchete equipara o desempenho de Flávio no Sul ao de Lula no Nordeste, colocando lado a lado recortes de peso eleitoral distinto, e a matéria abre pelo confronto regional antes do número nacional, em que o presidente lidera por 44% a 39%. A construção 'A diferença de cinco pontos percentuais, porém, está acima da margem de erro' usa adversativa onde o dado confirma a vantagem do adversário. Não há adjetivação agressiva nem ataque pessoal.

Em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),

Pesquisa Quaest detalha intenções de voto de Lula, Flávio e Caiado por gênero, região, renda e religião

Instituto divulgou dados do levantamento mais recente; candidato à reeleição possui 44% a 39% em eventual segundo turno contra senador
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