Lula e Flávio Bolsonaro empatam no segundo turno em Quaest, Datafolha e Nexus
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A menos de dez dias do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, as pesquisas divulgadas entre 21 e 28 de setembro apontam empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, numa eventual segunda volta. Na rodada Quaest de 21 de setembro, o senador aparecia com 42% contra 41% do presidente; no Datafolha de 24 de setembro, a ordem se invertia, com 47% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro; na Quaest de 28 de setembro os dois ficaram com 42% cada. Todas têm margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o que coloca os cenários dentro do intervalo de indefinição. No primeiro turno, os levantamentos mostram Lula à frente, com 39% a 34% na Quaest e 42% a 37% na pesquisa BTG/Nexus, e os dois somando cerca de 70% do eleitorado.
A sequência de pesquisas mostra que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva chega à última semana antes de 4 de outubro com vantagem consolidada no primeiro turno, de 39% a 34% na Quaest e de 42% a 37% na BTG/Nexus, e com indicadores de melhora no potencial de voto, que subiu para 50%, e na rejeição, que recuou para 48%.
O quadro que as pesquisas desenham é o de um presidente da República que, buscando a reeleição com a máquina federal, não consegue abrir vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro e chega à reta final tecnicamente empatado numa eventual segunda volta, com 42% a 42% na Quaest de 28 de setembro e com o senador tendo liderado numericamente o cenário desde 14 de setembro.
13 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura trata o segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro como empate técnico dentro da margem de dois pontos percentuais, reconhece que Lula lidera o primeiro turno e que os dois somam cerca de 70% do eleitorado, e aponta a abstenção e a migração de votos das candidaturas menores como os fatores capazes de mudar o resultado.
As pesquisas divulgadas entre 21 e 28 de setembro colocam Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no segundo turno, com margem de erro de dois pontos. Aqui estão os números de cada instituto e o que a cobertura de esquerda, de centro e de direita destacou ao interpretá-los, incluindo o peso da abstenção.
A menos de dez dias do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, as principais pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 21 e 28 de setembro convergem para o mesmo diagnóstico: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, estão tecnicamente empatados numa eventual segunda volta, prevista para 24 de outubro.
Os números explicam o impasse. Na rodada do instituto Quaest divulgada em 21 de setembro, o senador aparecia com 42% das intenções de voto contra 41% do presidente. Três dias depois, o Datafolha inverteu a ordem, com 47% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro. Em 28 de setembro, a Quaest registrou empate em 42% para cada um, e a pesquisa BTG/Nexus mostrou 46% para o presidente e 44% para o senador. Como todos os levantamentos trabalham com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, os intervalos dos dois candidatos se sobrepõem, e qualquer um dos dois pode estar à frente na população real.
Há também convergência sobre o primeiro turno. Os dois nomes somam cerca de 70% do eleitorado, com Lula na liderança: 39% a 34% na Quaest e 42% a 37% na BTG/Nexus, levantamento que ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 25 e 27 de setembro. Um agregador que reúne os institutos de abrangência nacional aponta na mesma direção, com 44,6% para o presidente e 43,8% para o senador no cenário de segunda volta, além de aprovação de 45,9% e desaprovação de 50,2% do governo federal. O eleitorado, segundo esses dados, está quase todo decidido: 87% de quem escolheu um candidato afirma que não pretende mudar de voto.
É na leitura desses mesmos números que a cobertura se divide. Veículos de esquerda deram destaque à análise de pesquisadores do Laboratório de Pesquisas de Opinião e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, para quem o crescimento do senador, de 29% para 33%, decorre sobretudo da absorção de candidaturas menores de direita, como a de Augusto Cury, que caiu de 10% para 6%, num quadro de voto útil acelerado por rejeições altas de parte a parte. Nessa cobertura ganhou peso ainda o alerta de que o perfil histórico da abstenção prejudica mais eleitores de baixa escolaridade e idosos, base tradicional do presidente.
A cobertura de centro concentrou-se em explicar por que empate técnico não é a mesma coisa que empate numérico, reconstruindo os intervalos de cada candidato, e em mostrar que a série histórica mudou de patamar: a vantagem do presidente, que chegou a 16 pontos em agosto do ano passado e a 13 pontos em dezembro, virou equilíbrio desde o início da propaganda eleitoral. Colunas de bastidor da mesma faixa registraram que PT e PL já planejam a segunda volta antes do fim da primeira, com o partido do presidente pedindo aos governadores aliados que não desmobilizem suas estruturas e o partido do senador de olho no risco de abstenção alta em São Paulo.
Veículos de direita detalharam rodada a rodada os cenários da Quaest, inclusive os confrontos alternativos contra Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Renan Santos e Romeu Zema, e sublinharam que o senador lidera numericamente o segundo turno desde 14 de setembro, além de avançar entre evangélicos, de 53% para 58%, e entre eleitores com nível superior, de 44% para 52%. Essa cobertura também deu espaço aos sinais favoráveis ao presidente medidos pela pesquisa BTG/Nexus, como o potencial de voto em 50%, a rejeição em queda para 48% e a vantagem entre católicos subindo de 20 para 24 pontos.
O que ainda não se sabe é decisivo. Nenhuma das pesquisas consegue estimar a quem a abstenção vai favorecer, porque a base do presidente tende a comparecer menos por escolaridade e idade, mas o eleitorado masculino, em que o senador vai melhor, também comparece menos que o feminino. Não há dado que confirme se o movimento recente entre católicos e evangélicos vai se sustentar até a votação, ressalva que o próprio instituto registra, nem como o debate na reta final e a desidratação das candidaturas menores afetarão o resultado. Continua aberta, portanto, a hipótese de que um dos dois ultrapasse 50% dos votos válidos e encerre a disputa já em 4 de outubro.
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