Pesquisa sob desconfiança: AtlasIntel contraria sequência de levantamentos e põe candidatos do PT na frente no RN e Ceará
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A cinco dias da eleição, pesquisas da AtlasIntel colocaram candidatos do PT numericamente em primeiro lugar nas disputas pelo governo do Rio Grande do Norte e do Ceará. No Rio Grande do Norte, o resultado contrasta com a Quaest, que dias antes mostrava Allyson Bezerra na liderança com folga. No Ceará, a disputa já aparecia apertada em outros levantamentos. A diferença é atribuída, entre outras hipóteses, às metodologias distintas dos institutos.
A cobertura de direita pôs a AtlasIntel sob questionamento por mostrar candidatos do PT à frente no Rio Grande do Norte e no Ceará, contrariando a sequência de levantamentos recentes. O foco está no tamanho da inversão no Rio Grande do Norte, onde Allyson Bezerra sai de 18 pontos de vantagem na Quaest para cerca de dez de desvantagem, e na cobrança de que o instituto explique a diferença.
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A AtlasIntel colocou candidatos do PT numericamente em primeiro lugar nas disputas para governador do Rio Grande do Norte e do Ceará. No RN, Cadu Xavier tem 37,1% contra 27,1% de Allyson Bezerra, que liderava a Quaest com 39%. A diferença supera as margens de erro e reacende o debate sobre metodologia.
A cinco dias do primeiro turno, pesquisas do instituto AtlasIntel colocaram candidatos do Partido dos Trabalhadores, o PT, numericamente em primeiro lugar nas disputas pelo governo do Rio Grande do Norte e do Ceará. Os números chamaram atenção porque destoam de levantamentos recentes de outros institutos, sobretudo no Rio Grande do Norte.
Até o momento, apenas um veículo cobriu a divergência, de linha editorial à direita, relatando que a diferença entre os institutos é grande demais para caber nas margens de erro informadas.
No Rio Grande do Norte, a comparação mais direta é com a Quaest, divulgada dias antes. Nela, o prefeito Allyson Bezerra aparecia com 39%, Cadu Xavier com 21% e Álvaro Dias com 18%. Na AtlasIntel, o quadro se inverte: Cadu Xavier, candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora Fátima Bezerra, tem 37,1%, Álvaro Dias tem 27,3% e Allyson Bezerra tem 27,1%. Allyson passa de uma vantagem de 18 pontos sobre Cadu em um levantamento para uma desvantagem de cerca de dez pontos no outro, em pesquisas feitas praticamente no mesmo período.
No Ceará, a AtlasIntel colocou o governador Elmano de Freitas, do PT, numericamente à frente de Ciro Gomes. A própria cobertura reconhece que a situação cearense é diferente: a disputa já aparecia apertada em outros levantamentos, e o resultado não representa a mesma ruptura observada no Rio Grande do Norte.
Uma explicação apontada é a metodologia. A AtlasIntel recruta entrevistados por meio digital, enquanto outros institutos fazem entrevistas presenciais ou usam métodos diferentes de seleção e de ponderação da amostra. Metodologias distintas podem, legitimamente, produzir números diferentes. A dúvida levantada é por que a distância ficou tão grande neste caso.
O veículo de direita que tratou do tema enfatizou o tamanho da inversão e o fato de o mesmo instituto mostrar petistas à frente nas duas disputas ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, fez questão de ressalvar que isso, isoladamente, não demonstra favorecimento político nem irregularidade, e que uma acusação desse tipo exigiria evidências independentes. O texto define a desconfiança como questionamento público, não como denúncia de fraude.
O teste virá com a apuração. Se o resultado ficar mais próximo da AtlasIntel, o instituto terá captado um movimento que os demais não detectaram. Se prevalecer o cenário das outras pesquisas, a pergunta sobre a diferença na reta final voltará com mais força.
Ainda não se sabe qual é a margem de erro e o tamanho da amostra de cada levantamento comparado, nem as datas exatas de campo. A AtlasIntel também não teve sua explicação sobre a divergência registrada na cobertura disponível.
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