Datafolha e Quaest mostram Flávio Bolsonaro com 51% a 49% sobre Lula no 2º turno
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Para a cobertura de esquerda, a leitura é que as pesquisas mostram uma virada possível: com Lula a 49% e Flávio Bolsonaro a 51%, a diferença encolheu em uma semana, num ambiente de pautas favoráveis ao governo e de episódios negativos para o adversário. O desafio, nessa visão, é transformar o momento em mobilização.
Pesquisas divulgadas em 16 de outubro de 2026 indicaram avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com Flávio ainda à frente por 51% a 49% dos votos válidos. Para o cientista de dados Sergio Denicoli, CEO da AP Exata, os números confirmam a enorme dificuldade de converter votos nessa etapa, por causa da alta rejeição dos dois candidatos.
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Pesquisas divulgadas em 16 de outubro mostram Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos no segundo turno. Para o CEO da AP Exata, a rejeição elevada dos dois candidatos torna difícil converter votos, enquanto a esquerda vê chance de virada.
Pesquisas de intenção de voto divulgadas em 16 de outubro de 2026 mostraram um leve avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o deputado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Flávio segue à frente, com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula, placar idêntico nas pesquisas do Datafolha e da Quaest. Na semana anterior, o Datafolha havia registrado 52% a 48%, o que significa que a diferença caiu dois pontos.
A cobertura de centro relatou a análise de Sergio Denicoli, CEO da AP Exata e cientista de dados, para quem os números apenas confirmam uma tendência já observada: a enorme dificuldade de converter votos nesta etapa do pleito. Ele avaliou os principais episódios da semana, entre eles a discussão sobre a escala 6x1, a redução da maioridade penal e a proposta de tarifa zero no transporte público. Segundo ele, nenhuma dessas pautas gerou o impacto esperado nas intenções de voto.
Denicoli afirmou que a escala 6x1 era a pauta mais promissora para Lula, porque atinge também eleitores de direita com carteira assinada. Pesquisas da própria AP Exata, segundo ele, mostraram que esse público apoiava a mudança. Ele disse, porém, que uma onda de desinformação nas redes, com a alegação de que Flávio não manteria uma eventual escala 5x2, atrapalhou o efeito da proposta. O candidato rebateu essa informação no Jornal Nacional. O resultado, nas palavras do especialista, foi parcial, sem a efusividade que o PT esperava.
O principal obstáculo, na avaliação dele, é a rejeição elevada dos dois candidatos. Com margem pequena e muitos eleitores indecisos ou propensos à abstenção, é preciso convencer principalmente quem não foi votar. Ele considera difícil que pacotes de bondades mobilizem uma massa de eleitores suficiente para mudar o resultado, já que o primeiro turno foi mais favorável a Flávio.
Veículos de esquerda destacaram um ângulo diferente. Uma coluna de opinião sustentou que as pesquisas indicam que é possível virar, num ambiente que cita o fim da escala 6x1, a renegociação de dívidas e episódios negativos para Flávio, como o uso de um avião ligado a Daniel Vorcaro e as prisões da Polícia Federal de pessoas da extrema direita. O texto reconhece o ceticismo dos menos otimistas, que perguntam o que poderia mudar o cenário em pouco mais de uma semana, e conclui com um chamado à militância nas ruas e nas redes para impedir o retorno da extrema direita ao poder.
Não houve, entre os textos analisados, uma cobertura de direita. A leitura desse campo, portanto, não pode ser atribuída a veículos específicos. O que os fatos permitem dizer é que Flávio mantém a dianteira nas duas pesquisas e que o diagnóstico de Denicoli, de que os pacotes de medidas não alteraram o quadro, é compatível com a manutenção dessa vantagem.
Para os próximos dias, o texto de esquerda menciona o debate na Bandeirantes e uma manifestação do bolsonarismo na Avenida Paulista, no domingo, além de possíveis novas revelações sobre Vorcaro. Ainda não se sabe se esses eventos terão peso sobre o eleitorado, nem como se comportarão os indecisos e a abstenção, que, segundo o especialista, são decisivos para o desfecho.
Moisés Mendes analisa pesquisas que apontam redução da diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula e defende mobilização pela virada.

Ao WW, Sergio Denicoli aponta que alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro torna improvável mudança significativa no eleitorado em 2026
