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O petróleo fechou em queda em duas sessões seguidas, apesar de acumular alta na semana, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O Brent recuou para a casa de US$ 76 e o WTI para cerca de US$ 71-72, enquanto o presidente dos EUA declarou o fim do cessar-fogo com Teerã e o Irã respondeu que não vai se render. Analistas monitoram o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Os preços do petróleo tiveram uma semana de forte volatilidade, movida pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Na quinta-feira, os contratos futuros caíram cerca de 2%, com o Brent fechando a US$ 76,30 o barril e o WTI a US$ 72,08, refletindo temores de que a inflação e a desaceleração da demanda global pesassem mais do que o risco de interrupção da oferta. O recuo ocorreu horas depois de as Forças Armadas do Irã atacarem infraestruturas militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, em resposta a ataques americanos contra o litoral sul e leste iraniano. O mesmo dia marcou o enterro do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano morto no início da guerra, em uma cerimônia de luto em massa no santuário de Mashhad.
Na sexta-feira, o petróleo voltou a fechar em queda, mesmo encerrando a semana em alta: o WTI recuou 0,93%, a US$ 71,41, e o Brent caiu 0,38%, a US$ 76,01, mas acumularam ganhos semanais de 3,82% e 5,39%, respectivamente. O gatilho da nova queda foi a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã havia terminado, ainda que Washington e Teerã tenham dito que vão continuar as negociações de paz. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu que o conflito "jamais terminará com a rendição do Irã" e que o país está pronto para reagir militarmente caso os Estados Unidos descumpram o memorando firmado entre as partes.
A cobertura de centro relatou os números do pregão com precisão, apoiada em analistas de mercado que monitoram o impasse. A consultoria Ritterbusch & Associates avaliou que, apesar de dois pregões de queda sugerirem otimismo com as negociações, a falta de definição sobre o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode prolongar a incerteza por semanas. A Agência Internacional de Energia alertou que a escalada pode alterar a previsão de um excedente expressivo no mercado global no próximo ano. Analistas do Goldman Sachs calcularam que os fluxos de petróleo pelo Golfo Pérsico recuaram para cerca de 70% do normal após os ataques recentes, ante mais de 80% nos primeiros dez dias após a reabertura do Estreito de Ormuz.
Veículos de esquerda tenderiam a destacar como a guerra encarece o custo de vida e pressiona a inflação para famílias e trabalhadores, cobrando diplomacia multilateral e maior regulação dos mercados de energia diante de um conflito que ameaça o abastecimento global. Já veículos de direita enfatizariam a resiliência dos mercados livres diante da instabilidade geopolítica e a necessidade de firmeza estratégica dos Estados Unidos para deter o Irã, sem intervenção estatal sobre os preços de energia.
O Catar, mediador histórico entre Washington e Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e pediu retorno à diplomacia. Turquia e Omã também pressionaram por evitar nova escalada militar em conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi. Ainda não está claro se as negociações de paz serão de fato retomadas, nem se o Estreito de Ormuz vai reabrir por completo tão cedo.
O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% da oferta global de petróleo e segue com fluxo reduzido a 70% do normal após os ataques recentes; o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã reabre risco de nova alta nos preços de combustíveis, mesmo após dois pregões de queda.
Todas as fontes convergem sobre os números do fechamento (Brent na casa de US$ 76, WTI entre US$ 71 e 72) e sobre o fato de que a escalada entre EUA e Irã, com o fim do cessar-fogo anunciado por Trump, foi o principal fator de instabilidade nos preços na semana.
Não está claro se as negociações de paz entre Washington e Teerã serão retomadas de fato, nem quando o Estreito de Ormuz poderá reabrir por completo; também não há detalhamento sobre eventual resposta militar iraniana ao descumprimento do memorando citado por Ghalibaf.
3 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Relato numérico do pregão com citações diretas de Trump e do presidente do Parlamento iraniano, Ghalibaf, além da AIE e da Ritterbusch & Associates, sem enquadramento ideológico perceptível.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Versão quase idêntica à da CNN Brasil, com os mesmos dados de fechamento e as mesmas citações de Trump, Ghalibaf e da Ritterbusch & Associates, mantendo tom neutro de agência.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o cessar-fogo com o Irã acabou

O petróleo oscilou no pregão, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que governo americano e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz

Na quarta-feira, o Brent fechou em seu maior nível desde 19 de junho, e o WTI fechou em seu maior nível desde 22 de junho
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Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto relata dados de fechamento do Brent e do WTI e contextualiza a queda com o ataque iraniano a instalações militares dos EUA no Golfo Pérsico, citando analistas do Macquarie, do Mizuho e do Goldman Sachs sem adjetivação carregada, em tom de agência factual.
Perspectivas omitidas


