Petróleo fecha com queda de 2% com menos riscos relacionados à oferta
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Uma leitura de direita tenderia a enfatizar a resiliência dos mercados livres diante da instabilidade geopolítica e a necessidade de firmeza estratégica dos Estados Unidos frente à agressão iraniana. O argumento central seria de que os preços já refletem racionalmente o risco, sem necessidade de intervenção estatal sobre energia, e que a responsabilidade pela escalada recai sobre o regime iraniano.
O petróleo fechou em queda em duas sessões seguidas, apesar de acumular alta na semana, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. O Brent recuou para a casa de US$ 76 e o WTI para cerca de US$ 71-72, enquanto o presidente dos EUA declarou o fim do cessar-fogo com Teerã e o Irã respondeu que não vai se render. Analistas monitoram o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
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Nesta matéria: viés de centro.
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O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% da oferta global de petróleo e segue com fluxo reduzido a 70% do normal após os ataques recentes; o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã reabre risco de nova alta nos preços de combustíveis, mesmo após dois pregões de queda.
Todas as fontes convergem sobre os números do fechamento (Brent na casa de US$ 76, WTI entre US$ 71 e 72) e sobre o fato de que a escalada entre EUA e Irã, com o fim do cessar-fogo anunciado por Trump, foi o principal fator de instabilidade nos preços na semana.
Não está claro se as negociações de paz entre Washington e Teerã serão retomadas de fato, nem quando o Estreito de Ormuz poderá reabrir por completo; também não há detalhamento sobre eventual resposta militar iraniana ao descumprimento do memorando citado por Ghalibaf.
Os preços do petróleo tiveram uma semana de forte volatilidade, movida pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Na quinta-feira, os contratos futuros caíram cerca de 2%, com o Brent fechando a US$ 76,30 o barril e o WTI a US$ 72,08, refletindo temores de que a inflação e a desaceleração da demanda global pesassem mais do que o risco de interrupção da oferta. O recuo ocorreu horas depois de as Forças Armadas do Irã atacarem infraestruturas militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, em resposta a ataques americanos contra o litoral sul e leste iraniano. O mesmo dia marcou o enterro do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano morto no início da guerra, em uma cerimônia de luto em massa no santuário de Mashhad.
Na sexta-feira, o petróleo voltou a fechar em queda, mesmo encerrando a semana em alta: o WTI recuou 0,93%, a US$ 71,41, e o Brent caiu 0,38%, a US$ 76,01, mas acumularam ganhos semanais de 3,82% e 5,39%, respectivamente. O gatilho da nova queda foi a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã havia terminado, ainda que Washington e Teerã tenham dito que vão continuar as negociações de paz. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu que o conflito "jamais terminará com a rendição do Irã" e que o país está pronto para reagir militarmente caso os Estados Unidos descumpram o memorando firmado entre as partes.
A cobertura de centro relatou os números do pregão com precisão, apoiada em analistas de mercado que monitoram o impasse. A consultoria Ritterbusch & Associates avaliou que, apesar de dois pregões de queda sugerirem otimismo com as negociações, a falta de definição sobre o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode prolongar a incerteza por semanas. A Agência Internacional de Energia alertou que a escalada pode alterar a previsão de um excedente expressivo no mercado global no próximo ano. Analistas do Goldman Sachs calcularam que os fluxos de petróleo pelo Golfo Pérsico recuaram para cerca de 70% do normal após os ataques recentes, ante mais de 80% nos primeiros dez dias após a reabertura do Estreito de Ormuz.
Veículos de esquerda tenderiam a destacar como a guerra encarece o custo de vida e pressiona a inflação para famílias e trabalhadores, cobrando diplomacia multilateral e maior regulação dos mercados de energia diante de um conflito que ameaça o abastecimento global. Já veículos de direita enfatizariam a resiliência dos mercados livres diante da instabilidade geopolítica e a necessidade de firmeza estratégica dos Estados Unidos para deter o Irã, sem intervenção estatal sobre os preços de energia.
O Catar, mediador histórico entre Washington e Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e pediu retorno à diplomacia. Turquia e Omã também pressionaram por evitar nova escalada militar em conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi. Ainda não está claro se as negociações de paz serão de fato retomadas, nem se o Estreito de Ormuz vai reabrir por completo tão cedo.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o cessar-fogo com o Irã acabou

O petróleo oscilou no pregão, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que governo americano e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz

Na quarta-feira, o Brent fechou em seu maior nível desde 19 de junho, e o WTI fechou em seu maior nível desde 22 de junho
