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O governo federal negocia com o Congresso Nacional uma medida provisória para renegociar cerca de R$ 100 bilhões em dívidas do setor agropecuário, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A proposta prevê prazos mais longos para produtores atingidos por perdas climáticas, carência de dois anos, limites de valor por CPF e novas taxas de juros conforme o porte do produtor.
O governo federal está perto de fechar, em conjunto com o Congresso Nacional, uma proposta de renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas do setor agropecuário. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira, dia 9 de julho. Segundo ele, a medida provisória que formaliza o acordo deve ser editada e publicada no Diário Oficial da União até a semana seguinte ao anúncio. Uma vez publicada, a MP entra em vigor de imediato, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dentro de um prazo de até 120 dias.
Até o momento, a cobertura desta história vem de duas publicações que reproduzem a mesma entrevista do ministro: a Agência Brasil, que assinou a reportagem original, e o portal Notícias ao Minuto, que replicou o conteúdo citando a própria Agência Brasil como fonte. Em ambos os casos, o tratamento é factual e sem enquadramento ideológico de esquerda ou de direita: as duas publicações se limitam a relatar, com os mesmos números e as mesmas citações, o que o ministro disse sobre a negociação.
De acordo com Durigan, produtores rurais atingidos por perdas climáticas graves, como inundações e estiagens em safras seguidas, poderão ter até dez anos para quitar as dívidas renegociadas, ante os oito anos hoje discutidos e os seis anos que o próprio ministro dizia defender originalmente; a bancada ruralista pressionava por dez anos desde o início. Esses produtores também teriam até dois anos de carência antes de começar a pagar. O limite de renegociação seria de até R$ 8 milhões por CPF para grandes produtores afetados pelo clima, e de até R$ 4 milhões para os prejudicados pela volatilidade de preços no mercado. As taxas de juros em discussão variam conforme o porte do produtor: 6% ao ano para o pequeno agricultor, 9% para o médio e até 12% para o grande, patamares que o próprio ministro classificou como inéditos no país. Segundo suas contas, as mudanças devem custar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões a mais por ano aos cofres públicos, somados ao pacote de cerca de R$ 100 bilhões.
O ministro também citou a possibilidade de criação de um fundo garantidor do agronegócio, inspirado no Fundo Garantidor de Créditos usado pelo setor bancário, e defendeu novas regras para instituições financeiras: os bancos teriam que aceitar garantias já oferecidas em operações anteriores e respeitar critérios de proporcionalidade, já que, segundo relatos recebidos pelo ministro, alguns bancos vêm exigindo garantias de duas a três vezes o valor da operação. Durigan alertou ainda para um efeito colateral do próprio anúncio: o aumento da inadimplência por expectativa de perdão futuro das dívidas, fenômeno que classificou como risco moral.
O que ainda não se sabe é se a extensão do prazo de oito para dez anos será de fato confirmada no texto final da MP, quais serão as taxas de juros definitivas, como será estruturado o fundo garantidor do agronegócio e se haverá manifestação de entidades de defesa fiscal ou de associações do setor sobre o custo total da medida para o orçamento público. Nenhuma das publicações disponíveis até agora ouviu fontes contrárias ao texto em discussão.
Produtores atingidos por perdas climáticas podem ganhar até dez anos para pagar suas dívidas, com dois anos de carência e teto de R$ 8 milhões por CPF; para casos de volatilidade de preços, o teto é de R$ 4 milhões. Juros discutidos vão de 6% a 12% ao ano conforme o porte do produtor, e a MP deve ser publicada até a próxima semana.
As duas publicações disponíveis, ambas de tratamento factual, convergem integralmente sobre os termos da proposta: valor total de R$ 100 bilhões, prazos, carência, tetos por CPF e faixas de juros anunciados pelo ministro Dario Durigan.
Ainda não está definido se o prazo será mesmo estendido para dez anos, quais serão as taxas de juros finais, como funcionará na prática o fundo garantidor do agronegócio, e nenhuma fonte contrária ou entidade de controle fiscal se manifestou até o momento sobre o custo da medida.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Reportagem da Agência Brasil (agência pública) que reproduz, sem enquadramento ideológico, uma entrevista concedida pelo ministro Dario Durigan à Rádio Gaúcha. O texto se limita a relatar números e citações do próprio ministro, sem contrapor outras fontes; tratamento é factual e classifica-se como CENTER independentemente do bias atribuído ao publisher.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Republicação do conteúdo da Agência Brasil pelo portal Notícias ao Minuto, com atribuição explícita de fonte. Mantém o mesmo tratamento factual e sem enquadramento ideológico do texto original, portanto classificado como CENTER.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Congresso Nacional e o governo federal estão prestes a concluir o debate em torno da proposta de renegociação das dívidas do setor agropecuário, segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9). “Temos discutido a questão da dívida rural com representantes do setor no Congresso Nacional, deputados e senadores de diferentes comissões, já há algum tempo. Eu diria que há mais de um ano”, disse Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha. “Entendo e tenho dito que chegamos ao ponto final.

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