PF mira esquema de R$ 7,6 bi e atinge pré-candidato ao Senado no RJ
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A operação da Polícia Federal atinge em cheio o projeto eleitoral da direita fluminense: Márcio Canella, presidente do União Brasil no Rio e pré-candidato ao Senado pelo palanque de Flávio Bolsonaro, virou alvo de uma investigação bilionária sobre lavagem de dinheiro em postos de combustíveis. O caso expõe a fragilidade da articulação montada pelo bolsonarismo, que já havia perdido Cláudio Castro para outra fase da mesma apuração. Enquanto a direita tenta reorganizar nomes e alianças, o campo progressista, com Benedita da Silva à frente, aparece à frente na corrida ao Senado.
A 6ª fase da Operação Unha e Carne mira uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro em postos de combustíveis no Rio e atinge o pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União Brasil). A ofensiva chega em meio a um cenário político já tensionado: o PL demonstrava incômodo com o nome de Canella na disputa, e cresce nos bastidores a pressão por mudanças na chapa para 2026, diante do receio de desgaste eleitoral.
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Os três lados relatam que a PF deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que apura lavagem de dinheiro em postos de combustíveis com movimentação superior a R$ 7,6 bilhões, e que o pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União Brasil) está entre os alvos.
A Polícia Federal deflagrou na terça-feira, 7 de julho de 2026, a sexta fase da Operação Unha e Carne, voltada a desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo relatório de inteligência do Coaf, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A ação incluiu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além do sequestro de bens e da suspensão de atividades de empresas ligadas ao grupo investigado.
O alvo de maior repercussão é Márcio Canella, do União Brasil, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado. Também foi atingido o ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim. De acordo com a PF, há indícios de participação de agentes públicos no esquema, que pode envolver crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma sóbria, atribuindo à coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a informação de que a operação atinge indiretamente Antonio Rueda, presidente do União Brasil, apontado como aliado de Canella em uma engenharia de candidaturas complementares para outubro. Nesse enquadramento, prevalece a descrição do objetivo da apuração e do efeito sobre a cúpula partidária, sem tomada de lado.
Veículos de direita enfatizaram o impacto sobre a composição das chapas: registraram o incômodo dentro do PL com o nome de Canella e a pressão, nos bastidores, por mudanças na candidatura ao Senado, diante do receio de desgaste eleitoral antes mesmo do início oficial da campanha. Nesse ângulo, a ênfase recai sobre o cálculo partidário e sobre a ressalva de que os investigados podem se manifestar e ainda não foram condenados.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão político-partidária do caso, tratando Canella como a aposta do bolsonarismo para o Senado no Rio. Essa cobertura relembrou que ele foi incorporado ao palanque de Flávio Bolsonaro, que sua aproximação com o clã se reforçou com a entrada de Rogéria Bolsonaro na disputa, e que outra liderança do mesmo grupo, Cláudio Castro, já havia sido atingida por fase anterior da operação. Sob esse prisma, a investigação aprofunda a crise da direita fluminense, enquanto o campo progressista, com Benedita da Silva, aparece à frente na corrida ao Senado.
Os três recortes convergem nos fatos centrais: a existência da operação, as cifras bilionárias apuradas pelo Coaf, os alvos nomeados e a suspeita de envolvimento de agentes públicos. A divergência está no peso atribuído ao componente eleitoral e na centralidade dada ao vínculo com a família Bolsonaro.
Ainda não se sabe se Canella permanecerá como candidato ao Senado, qual será a resposta formal de sua defesa e a de Marcus Amim, nem qual a extensão exata da eventual participação de agentes públicos no esquema. Também seguem em apuração o alcance das medidas judiciais sobre as empresas e os próximos passos da investigação.
De acordo com a PF, há indícios de participação de agentes públicos no esquema

Márcio Canella, pré-candidato ao Senado de Flávio Bolsonaro, é alvo da PF em operação sobre lavagem em postos no Rio.

Ainda não há outra notícia sobre Operação Unha e Carne.