Planalto articula ofensiva sobre Alcolumbre para avançar com pauta governista
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O Palácio do Planalto intensificou a articulação para aprovar medidas que beneficiam diretamente os trabalhadores, como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública. A resistência do presidente do Senado em pautar essas propostas populares antes das eleições é vista como obstáculo a uma agenda social estratégica, e o PT prepara campanha responsabilizando o Legislativo pela paralisação.
O presidente Lula pediu a ministros e senadores aliados que pressionem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pautar projetos prioritários do governo antes das eleições. Entre as propostas estão a PEC do fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e a medida sobre minerais raros. José Guimarães e a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão, se reúnem com Alcolumbre nesta terça-feira.
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Esquerda e centro reconhecem que Lula mobilizou ministros e a base aliada para pressionar Alcolumbre a pautar três medidas prioritárias (fim da escala 6x1, PEC da Segurança e minerais raros) antes das eleições, e que a relação entre os dois segue desgastada.
O Palácio do Planalto intensificou a articulação política para tentar acelerar, no Senado Federal, a votação de propostas consideradas prioritárias pelo governo Lula. Segundo a cobertura, o presidente orientou ministros e parlamentares da base aliada a ampliar o diálogo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), diante da resistência do senador em pautar projetos de interesse do Executivo antes das eleições deste ano.
No centro da ofensiva estão três medidas: a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, a PEC da Segurança Pública e a proposta sobre a política de minerais raros. Como primeiro passo concreto, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão, têm reunião marcada com Alcolumbre nesta terça-feira. Lula também escalou o senador Camillo Santana e ministros ligados ao Centrão para reforçar as negociações nos próximos dias.
Os veículos convergem nos fatos essenciais: a mobilização da base, os nomes envolvidos, a data da reunião e o desgaste que ainda marca a relação entre Lula e Alcolumbre. Todos relatam que o presidente evita, por ora, um encontro direto com o senador e aguarda um gesto concreto em favor da pauta. Também há convergência sobre o plano de comunicação do PT: caso as propostas não avancem, o partido pretende retomar o mote 'Congresso inimigo do povo' nas redes sociais.
A cobertura de centro, representada pela coluna de bastidores da CNN Brasil, descreve a manobra de forma sobretudo descritiva e enfatiza o cálculo eleitoral explícito do governo, registrando que Lula busca 'dividendos' para a disputa deste ano e que afirma não ceder a 'chantagens legislativas'. Já os veículos de esquerda destacaram o caráter popular das medidas, tratando o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança como conquistas voltadas aos trabalhadores e apresentando a resistência do Senado como obstáculo a uma agenda social legítima.
Lido pela ótica oposta, veículos de direita tenderiam a enfatizar que se trata do uso da pauta legislativa como instrumento de marketing eleitoral, com pressão sobre uma Casa que exerce prerrogativa própria ao decidir o que pautar, e que a ameaça do mote 'Congresso inimigo do povo' busca transferir ao Legislativo o ônus político da paralisação. Nessa leitura, a mobilização de ministros do Centrão sinaliza barganha de bastidores, e o custo fiscal de medidas como o fim da escala 6x1 fica fora do debate.
O que ainda não se sabe é se Alcolumbre vai ceder e incluir os projetos na pauta, e em que prazo. A posição formal do presidente do Senado e do União Brasil não aparece na cobertura, assim como o calendário concreto das votações e os efeitos econômicos das propostas. Também permanece em aberto se haverá, de fato, um encontro direto entre Lula e Alcolumbre nos próximos dias.
O presidente ainda resiste a encontro com o senador, mas mobilizou ministros e líderes

Lula mobiliza ministros e aliados para destravar PECs e projetos considerados estratégicos pelo governo