Até o momento, apenas a Band cobriu a terceira fase da Operação Veritas Vincit, deflagrada pela Polícia Civil de Assis, no interior de São Paulo, na tarde de terça-feira, 14 de julho de 2026. Segundo o veículo, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados apontados, em tese, como participantes das tratativas que antecederam um roubo cometido contra um vereador do município.
O caso começou em 23 de março de 2026, quando o vereador teve o celular subtraído mediante grave ameaça exercida por um homem armado. As investigações da Polícia Civil, batizadas de Operação Veritas Vincit, expressão em latim que significa "a verdade vence", identificaram primeiro o autor material do crime. A primeira fase da operação foi deflagrada em 7 de julho, na cidade de São Paulo, com o cumprimento de medidas cautelares contra esse executor.
De acordo com a reportagem, depoimentos prestados pelos já investigados permitiram à polícia avançar sobre supostos mandantes do crime. Os elementos reunidos até agora indicam, segundo as autoridades, que o roubo não teria sido uma iniciativa isolada, mas estaria ligado a uma motivação político-administrativa: a vítima havia feito manifestações públicas sobre supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços de Assis. A investigação aponta indícios de que pessoas vinculadas à estrutura desse órgão teriam participado da contratação, do planejamento e da coordenação do crime.
Foi por isso que, nesta terceira fase, os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão recaíram sobre outros dois investigados ligados à mesma secretaria, tratados pela polícia como possíveis participantes das tratativas anteriores ao ataque. Somando as fases já realizadas da operação, a Polícia Civil contabiliza seis mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão cumpridos até aqui.
A reportagem da Band, que reproduz nota da própria Polícia Civil, descreve a apuração como uma investigação técnica e baseada em provas, sem citar nominalmente os presos, sem espaço para a defesa dos investigados e sem manifestação da Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços. Também não há, até o momento, reação pública do vereador vítima do crime.
O que ainda não se sabe é a identidade dos dois novos investigados presos nesta fase, se algum deles ocupava cargo de chefia dentro da secretaria, e se o Ministério Público já recebeu denúncia formal contra os apontados como mandantes. A Polícia Civil afirma que as diligências prosseguem para aprofundar a apuração e concluir a responsabilização de todos os envolvidos.