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O prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina nesta quinta-feira (25 de junho de 2026). A prorrogação ou revogação cabe ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, após ouvir a PGR e a defesa. A medida foi concedida em março por motivo de saúde, depois de internação por broncopneumonia. Pesa na decisão a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma blitz em Brasília.
O prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. A decisão sobre prorrogar ou revogar o benefício cabe exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, que deverá se pronunciar depois de ouvir a Procuradoria-Geral da República e a defesa do ex-presidente.
A medida foi concedida em março, com aval da PGR, depois que Bolsonaro precisou ser internado em um hospital particular de Brasília com um quadro de broncopneumonia. Antes disso, o ex-presidente cumpria pena primeiro na Superintendência da Polícia Federal e, a partir de 15 de janeiro, em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado para mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.
A cobertura de centro relatou, de forma factual, que ao conceder a domiciliar Moraes determinou restrições como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais, e que, ao fim dos 90 dias, prometeu reanalisar a presença dos requisitos para a manutenção da medida, inclusive com perícia médica se necessário. Os veículos de centro também detalharam o quadro clínico: a defesa pediu uma nova bateria de exames, incluindo tomografia do tórax e do abdômen, endoscopia e pHmetria esofágica, para acompanhar uma pneumonia broncoaspirativa e investigar problemas gástricos. Os médicos apontaram piora nas crises de soluço, que levaram a equipe a administrar doses extras de medicamentos até o 'limite terapêutico de segurança'. Em maio, o ex-presidente também passou por uma cirurgia no ombro direito.
Um fator novo entrou na conta. Uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília. A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional cedido à Casa Civil para atuar na segurança do ex-presidente. A Polícia Civil recolheu a pistola porque o certificado de registro não estava no veículo, embora a documentação fosse regular. Diante do incidente, Moraes abriu prazo para esclarecimentos e determinou um depoimento presencial de Bolsonaro, afastando a videoconferência por causa das restrições legais vigentes.
É nesse ponto que as coberturas divergem na ênfase. Veículos de esquerda destacaram a apreensão da arma como o principal complicador da decisão, enquadrando o caso sob a editoria do golpismo e ressaltando as pressões políticas em torno do regime domiciliar, num tom que cobra responsabilização de um réu já condenado por atentar contra a democracia. Já a leitura de quem dá peso ao quadro de saúde, presente sobretudo no argumento da defesa, enfatiza que a pistola pertencia à equipe de segurança, estava inoperante e seria apenas levada para reparos, e que as condições clínicas do ex-presidente justificam a manutenção da medida humanitária.
O que ainda não se sabe é qual será a decisão de Moraes: se haverá prorrogação, revogação ou nova perícia médica, e como o ministro vai avaliar o episódio da arma no conjunto da conduta de Bolsonaro durante a domiciliar. Também não está definido o resultado do depoimento presencial nem o desfecho da investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Todos os lados confirmam que o prazo de 90 dias da domiciliar vence na quinta (25/06), que a decisão é exclusiva de Moraes, que a medida foi concedida por saúde com aval da PGR, e que há uma arma registrada em nome de Bolsonaro apreendida em blitz.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda enquadra a apreensão da arma como complicador central ('principal complicador') e usa a editoria 'GOLPISMO'. Tom mais crítico ao ex-presidente, enfatiza o incidente da arma e as 'pressões políticas'. Factualmente correto, mas com seleção de ênfase que reforça accountability.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto seco, datado, com atribuição à decisão de Moraes, à PGR e aos boletins médicos. Vocabulário neutro, sem enquadramento valorativo. Refere a condenação como fato (pena de 27 anos por tentativa de golpe).
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A decisão sobre prorrogação desse prazo depende do ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Leia no Poder360.
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O benefício foi concedido em março. Na época, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou que o estado de saúde do ex-presidente justificava a medida.

O ex-presidente Jair Bolsonaro encerra nesta quinta-feira (25) o prazo de 90 dias de prisão domiciliar temporária concedida em março pelo ministro Alexandre
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Cobertura factual ampla: detalha quadro de saúde, pedidos da defesa, apreensão da pistola Glock e o argumento da defesa sobre a arma inoperante. Paridade entre versões (defesa, PM, Polícia Civil). Sem vocabulário ideológico carregado.



