Pré-candidato ao Senado é alvo de nova operação contra lavagem de dinheiro
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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Como decidimos →Veículos de direita concentram a cobertura nos desdobramentos eleitorais para o PL no Rio de Janeiro: a sexta fase da Operação Unha e Carne embaralha os planos da chapa, que perde o segundo nome ao Senado em menos de um mês, após a desistência do ex-governador Cláudio Castro. Destaca-se a preocupação partidária com o desgaste do sobrenome Bolsonaro e o funcionamento das instituições de controle, já que as buscas foram autorizadas pelo STF.
Veículos de esquerda destacam a teia de indicações políticas por trás do caso: o delegado Marcus Amin chegou à chefia da Polícia Civil por pressão de deputados da Alerj e depois recebeu cargo na própria Assembleia; Canella, indicado por Flávio Bolsonaro, é o segundo nome da chapa do PL a ser alvo da PF em poucas semanas.
A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro, mirando o pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União-RJ), indicado por Flávio Bolsonaro, e o delegado Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil fluminense.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Esquerda, centro e direita convergem nos fatos centrais: a Polícia Federal apreendeu R$ 800 mil e prendeu em flagrante o pré-candidato ao Senado Márcio Canella por porte de fuzil, dentro de investigação que mira lavagem de dinheiro via postos de combustível ligada ao Comando Vermelho, com buscas autorizadas pelo STF.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 7 de julho, a sexta fase da Operação Unha e Carne, mirando o pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro Márcio Canella (União Brasil), indicado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o delegado Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil fluminense. Os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão na capital, em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, e apreenderam cerca de R$ 800 mil em espécie, além de carros de luxo, relógios e armas. Canella foi preso em flagrante por porte de arma de uso restrito, depois de um fuzil calibre .556 ser encontrado em seu carro durante as buscas.
A investigação suspeita do uso de postos de combustível para lavar dinheiro ligado ao Comando Vermelho, com participação de agentes públicos. Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, os investigados movimentaram mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. As buscas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A cobertura de centro relatou os fatos da operação de forma direta, listando valores apreendidos, mandados cumpridos e o enquadramento penal de Canella, sem atribuir intenção política ao episódio. Já veículos de esquerda destacaram a trajetória de indicações políticas que colocou Marcus Amin à frente da Polícia Civil, por pressão de deputados estaduais, e depois lhe garantiu um cargo na própria Assembleia Legislativa; essa cobertura também sublinhou que Canella é o segundo nome ligado à chapa do PL a ser alvo da Polícia Federal em poucas semanas, após a desistência do ex-governador Cláudio Castro, e associou o caso à aprovação, no mesmo dia, de um projeto no Senado que passa a sujeitar partidos políticos a regras de controle de lavagem de dinheiro. Veículos de direita, por sua vez, concentraram-se nos desdobramentos eleitorais do caso para o PL fluminense: a chapa perde o segundo nome ao Senado em menos de um mês, a decisão sobre uma eventual substituição cabe a Flávio Bolsonaro e ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e há preocupação interna com o desgaste do sobrenome da família, já que Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, é suplente na chapa.
A Operação Unha e Carne já teve fases anteriores neste ano, entre elas a prisão do deputado estadual Thiago Rangel, em maio, sob suspeita de fraudes em contratos na área de educação. O caso de Canella e do delegado Amin ainda não teve desdobramento judicial definido: até a publicação das reportagens, nenhum dos dois havia se manifestado publicamente sobre as acusações.
O que ainda não se sabe é se a Polícia Federal reunirá elementos suficientes para inviabilizar de fato a candidatura de Canella, e qual será a decisão final do PL sobre uma eventual substituição no palanque ao Senado no Rio de Janeiro antes da convenção partidária, marcada para 25 de julho.
Agentes cumprem 19 mandados de busca; Justiça determinou o afastamento imediato de servidores envolvidos no esquema de 9 milhões de reais

Dinheiro vivo foi encontrado em empresa em Niterói durante as buscas da sexta fase da Operação Unha e Carne

Márcio Canella (União-RJ) foi alvo de buscas nesta terça-feira, 7, na sexta fase da Operação Unha e Carne

A matéria, de autoria de Alessandro Vieira, seguirá à Câmara dos Deputados

Informações do Ministério da Fazenda apontaram para o uso de 87 empresas suspeitas de intermediar movimentação financeira de operadores clandestinos.

PF cumpre buscas contra Márcio Canella, indicado por Flávio Bolsonaro ao Senado, em apuração sobre lavagem em postos no RJ.
