Presidente da Colômbia pede que Trump retire sanções dos EUA contra ele
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A cobertura de esquerda enquadra o episódio como mais um capítulo da interferência dos EUA na América Latina e da resistência de líderes progressistas. Petro é retratado como mandatário popular que enfrenta a pressão de Washington e denuncia a chegada de um sucessor de extrema direita que, segundo ele, tenta deslegitimar a transição. No plano brasileiro, veículos de esquerda destacam o bolsonarista Paulo Figueiredo articulando junto a Trump sanções contra o Supremo, num movimento visto como ataque à soberania nacional.
O presidente colombiano Gustavo Petro pediu a Donald Trump, em conversa telefônica, a revogação da sanção pessoal que o Tesouro dos EUA lhe impôs em outubro de 2025 sob a alegação de que não conteve o tráfico de drogas.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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As fontes concordam que Petro pediu a Trump, por telefone, a retirada da sanção pessoal imposta pelos EUA em 2025 e que a Colômbia vive uma transição de governo tensa, com o presidente antecipando sua saída para 20 de julho, antes da posse de De la Espriella.
Não se sabe se Trump revogará a sanção contra Petro, já que não se pronunciou publicamente, nem qual será a decisão final do USTR sobre as tarifas ao Brasil ou o desfecho do impasse na transição colombiana.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a revogação da sanção pessoal que o Departamento do Tesouro americano lhe impôs em outubro de 2025, quando Washington alegou que o líder colombiano não havia contido o tráfico de drogas. Segundo o gabinete de Petro, o pedido foi feito em uma conversa telefônica, na qual Trump teria respondido que faria "o possível". Publicamente, o americano ainda não se manifestou. O episódio ocorre nas últimas semanas de um mandato conturbado: Petro deixa o cargo antes da posse do conservador Abelardo de la Espriella, cuja vitória afirma não reconhecer, e antecipou sua saída para 20 de julho, quando convocou uma mobilização nacional.
A cobertura de centro, representada pela agência Folhapress reproduzida pelo Notícias ao Minuto, relatou os fatos de forma direta. A ligação tratou também dos esforços colombianos para reduzir o cultivo de coca, com a meta de erradicar cerca de 41 mil hectares até o fim de 2026, e lembrou que a cooperação antidrogas é um eixo histórico entre os dois países, apesar dos atritos recentes. A sanção, aplicada pelo Tesouro, foi descrita como medida incomum contra um presidente colombiano.
Veículos de esquerda enfatizaram outros ângulos. A Opera Mundi destacou a disputa interna na Colômbia, apresentando De la Espriella como líder de "extrema direita" que pediu a suspensão da Comissão de Transição sob a alegação de falta de transparência, e deu relevo à resposta de Petro, para quem quem se retira da transição são os que "não suportam" o escrutínio popular. A CartaCapital, por sua vez, tratou de um episódio paralelo envolvendo o Brasil: o bolsonarista Paulo Figueiredo protocolou manifestação no Escritório do Representante Comercial dos EUA, o USTR, pedindo que Washington troque o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros por sanções individuais contra ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, sob o argumento de que a punição deveria atingir autoridades específicas, e não a economia.
Veículos de direita não cobriram diretamente estes episódios, mas a leitura provável desse campo enfatizaria que as sanções americanas responderam a falhas concretas no combate ao narcotráfico e que a exigência de transparência na transição colombiana é uma defesa legítima da ordem constitucional. No caso brasileiro, sustentaria que o alvo correto seriam autoridades apontadas como responsáveis, poupando exportadores da sobretaxa.
O que ainda não se sabe é se Trump atenderá ao pedido de Petro, já que publicamente o americano não se pronunciou, nem qual será a decisão final do USTR sobre o Brasil após a audiência pública marcada para 6 de julho. Também permanece em aberto como se dará a transferência de poder na Colômbia diante do impasse entre o governo que sai e o que entra.
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