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Aleksandar Vucic renuncia à Presidência da Sérvia e concorrerá a premiê

1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•27/09/2026•atualizado em 28/09/2026•Europa
Aleksandar Vucic renuncia à Presidência da Sérvia e concorrerá a premiê
Imagem: Valor Econômico

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • Valor EconômicoPresidente da Sérvia renuncia e abre caminho para eleições antecipadasO presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, anunciou sua renúncia no domingo (27), sete meses antes do fim do mandato, encerrando seu segundo período de cinco anos no cargo e abrindo caminho para uma eleição presidencial antecipada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • O Estado de S.PauloPresidente da Sérvia renuncia para concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições antecipadasPleito colocará à prova governo do populista Aleksandar Vucic no país balcânico após quase dois anos de protestos(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de centro.

Conhecer o Mapa Político

Briefing

O que importa para você

A eleição parlamentar antecipada ocorre em 25 de outubro e define os 250 assentos do Parlamento sérvio. O mandato presidencial de Aleksandar Vucic terminaria em maio de 2027, e a Constituição veda um terceiro mandato. Quem for eleito presidente do Parlamento indicará o primeiro-ministro e marcará a eleição presidencial. As negociações de adesão da Sérvia à União Europeia seguem travadas, ligadas à recusa do país em aderir às sanções contra a Rússia.

Onde os lados concordam

As coberturas convergem em que Aleksandar Vucic renunciou no domingo, 27 de setembro, antes do fim do segundo mandato, e que a saída antecipa a disputa eleitoral na Sérvia. Também não há controvérsia sobre a sucessão interina por Ana Brnabic nem sobre o papel do novo Parlamento na indicação do primeiro-ministro e na marcação da eleição presidencial.

O que ainda está incerto

Não está definido se o Partido Progressista Sérvio terá maioria para tornar Vucic primeiro-ministro, nem qual será a data da eleição presidencial. A denúncia do Escritório Independente de Pesquisa Social (Birodi) sobre uso de instituição pública em favor do partido segue sem resposta das autoridades anticorrupção, e não há números públicos das pesquisas que analistas descrevem como empate.

A renúncia de Aleksandar Vucic antecipa a disputa pelo poder na Sérvia. Impedido pela Constituição de buscar um terceiro mandato presidencial, ele deixou o cargo para liderar o Partido Progressista Sérvio na eleição parlamentar de 25 de outubro e concorrer ao posto de primeiro-ministro, enquanto Ana Brnabic assume a chefia de Estado de forma interina.

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, anunciou no domingo, 27 de setembro, a renúncia ao cargo, sete meses antes do fim do segundo mandato de cinco anos. A saída encurta o calendário político do país balcânico e abre caminho para uma eleição presidencial antecipada, cuja data será marcada pelo Parlamento que sair das urnas em 25 de outubro. Ao ler o texto da renúncia, Vucic disse apenas que estava deixando o cargo de presidente da República.

A cobertura de centro registrou o fato em termos estritos: renúncia anunciada no domingo, fim antecipado do segundo período de cinco anos e abertura de caminho para a eleição presidencial. Veículos de direita acrescentaram a motivação declarada e o desenho institucional da manobra. A Constituição sérvia proíbe um terceiro mandato presidencial, e Vucic afirmou que sai para liderar o Partido Progressista Sérvio, legenda de direita no poder desde 2012, na eleição parlamentar antecipada, com o objetivo de concorrer ao cargo de primeiro-ministro. Na estrutura sérvia, o chefe de governo é formalmente mais poderoso que o chefe de Estado, ainda que Vucic tenha exercido papel dominante durante os dois mandatos presidenciais, chegando a presidir sessões de governo e a anunciar as decisões relevantes. Ele ocupou a Presidência ou o posto de primeiro-ministro nos últimos 12 anos. Até o momento, não há cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio no conjunto de fontes reunido, e nenhum enquadramento foi atribuído a esse lado.

Os dois lados que cobriram o caso convergem no essencial: a renúncia é real, antecipa o fim do mandato e precipita uma disputa eleitoral decisiva. A sucessão imediata também é ponto pacífico. A Presidência interina fica com Ana Brnabic, ex-primeira-ministra, aliada próxima e presidente cessante do Parlamento de 250 cadeiras. Depois da eleição de outubro, o novo presidente do Legislativo assume as funções que hoje são dela, indica o primeiro-ministro e marca a data da eleição presidencial.

A divergência aparece no peso dado ao contexto. Enquanto a cobertura de centro se limita ao ato formal, a cobertura de direita detalha o ambiente de tensão que cerca a votação. O pano de fundo é o desabamento da cobertura da estação ferroviária de Novi Sad, em 1º de novembro de 2024, que matou 16 pessoas e desencadeou quase dois anos de protestos. A exigência estudantil de responsabilização virou um movimento apoiado pela juventude que agora disputa o poder com uma chapa formada por professores universitários, docentes da educação básica, atletas e especialistas pouco conhecidos, em campanha que percorreu o país de bicicleta defendendo o Estado de Direito e o fim da corrupção. Analistas ouvidos descrevem empate técnico entre esse grupo e Vucic, com atmosfera de referendo.

Também entra nessa camada o histórico de acusações. O Partido Progressista Sérvio é apontado por adversários como responsável por corrupção generalizada, ligações com o crime organizado e pressão sobre liberdades democráticas, incluindo a imprensa crítica, e nega as acusações. O Escritório Independente de Pesquisa Social, conhecido como Birodi, apresentou denúncia alegando que Vucic abusou de instituição pública para promover o partido, o que ele nega; as autoridades anticorrupção, sob controle do governo, não responderam. Nas últimas semanas, o presidente percorreu o país inaugurando estradas, oferecendo ajuda financeira e medicamentos mais baratos e visitando eleitores em casa, com transmissão ao vivo de mídia governista. Autoridades reprimiram manifestantes com violência policial e detenções, e Vucic declarou à emissora estatal, sem apresentar provas, que potências estrangeiras e pessoas não identificadas planejam provocar distúrbios na noite das eleições. As negociações de adesão da Sérvia à União Europeia estão estagnadas, atribuídas ao retrocesso democrático e à recusa do país em aderir às sanções contra a Rússia pela guerra na Ucrânia.

O que ainda não se sabe é quem de fato governará o país. Não há garantia de que o Partido Progressista Sérvio terá maioria para indicar Vucic como primeiro-ministro, nem definição sobre a data da eleição presidencial, que depende do Parlamento eleito. Também seguem em aberto o desfecho da denúncia apresentada pelo Birodi e o comportamento das instituições em caso de resultado apertado.

GeopolíticaEleiçõesEuropa

Fontes

Espectro: Centro
Presidente da Sérvia renuncia e abre caminho para eleições antecipadas
Presidente da Sérvia renuncia e abre caminho para eleições antecipadas

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, anunciou sua renúncia no domingo (27), sete meses antes do fim do mandato, encerrando seu segundo período de cinco anos no cargo e abrindo caminho para uma eleição presidencial antecipada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Valor EconômicoValor Econômico
Espectro: Direita
Presidente da Sérvia renuncia para concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições antecipadas
Presidente da Sérvia renuncia para concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições antecipadas

Pleito colocará à prova governo do populista Aleksandar Vucic no país balcânico após quase dois anos de protestos

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo

Centro

1 fonte

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, renunciou no domingo, 27 de setembro, sete meses antes do fim do segundo mandato de cinco anos. Ele afirmou que deixa o cargo para liderar o Partido Progressista Sérvio na eleição parlamentar antecipada de 25 de outubro e concorrer ao posto de primeiro-ministro, formalmente mais poderoso que o de presidente. A Constituição do país proíbe um terceiro mandato presidencial. A ex-primeira-ministra Ana Brnabic, presidente do Parlamento de 250 cadeiras e aliada próxima, assume a Presidência de forma interina até que o novo Legislativo escolha o chefe de governo e marque a data da eleição presidencial.

Direita

1 fonte

Nesse enquadramento, o movimento de Aleksandar Vucic é uma jogada institucional dentro das regras: impedido pela Constituição de buscar um terceiro mandato presidencial, ele renuncia para disputar o cargo de primeiro-ministro, que concentra mais poder formal, e submete 14 anos de governo ao teste das urnas em 25 de outubro.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

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