França tem 413 escolas bloqueadas em protesto estudantil por mais recursos
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Centenas de escolas de ensino médio da França seguiram bloqueadas nesta segunda-feira, 5 de outubro, em protestos de estudantes que exigem mais recursos para a educação pública. O Ministério da Educação contou 413 instituições com protestos ou perturbações, 27% a menos que na sexta. O governo relata 24 escolas incendiadas ou saqueadas e mais de 5 mil detidos, e uma nova jornada nacional está marcada para terça-feira.
Pela leitura da esquerda, os bloqueios são a resposta de adolescentes, sobretudo de periferias pobres da região de Paris, a anos de subinvestimento na escola pública. O peso recai sobre a repressão: mais de 5 mil detidos, a maioria menores, e um estudante de 15 anos mutilado por uma granada policial. O projeto que desconta danos de benefícios sociais é visto como punição às famílias mais vulneráveis.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Os bloqueios de escolas de ensino médio na França chegaram à terceira semana. O Ministério da Educação registrou 413 instituições afetadas na segunda-feira, 5 de outubro. Os estudantes cobram professores e prédios adequados, o governo fala em vandalismo e propõe que os autores de danos paguem a reparação.
Centenas de escolas de ensino médio da França seguiram bloqueadas, total ou parcialmente, nesta segunda-feira, 5 de outubro, em protestos de estudantes que exigem mais recursos e denunciam a deterioração das condições de ensino. Segundo o Ministério da Educação, 413 instituições registraram protestos ou perturbações, 27% a menos que na manhã de sexta-feira. Uma nova jornada nacional de mobilização está marcada para terça-feira, 6 de outubro.
O movimento começou em 18 de setembro em escolas de áreas mais pobres da região metropolitana de Paris, entre alunos de 15 a 18 anos, e se espalhou pelo país. Os estudantes denunciam falta de professores, salas superlotadas, horários sobrecarregados, prédios deteriorados e infraestrutura inadequada ao aumento das temperaturas. Para eles, os problemas são fruto de anos de investimento insuficiente na educação pública. Houve incidentes e intervenção policial em cidades como Rennes e Lille.
O ministro da Educação, Edouard Geffray, afirmou que 24 estabelecimentos foram incendiados ou saqueados e que 78 profissionais da educação ficaram feridos. Segundo o governo, mais de 5 mil pessoas foram detidas, 85% delas menores de idade. Em Lens, no norte do país, um estudante de 15 anos perdeu uma mão: de acordo com uma fonte policial, ele teria tentado devolver uma granada de dispersão lançada por agentes de choque, que explodiu. Na sexta-feira, Geffray se reuniu com entidades estudantis, que saíram decepcionadas e mantiveram a convocação de protestos, com apoio de centrais sindicais como a Confederação Geral do Trabalho, a CGT.
A cobertura de centro concentrou-se nos números oficiais, na previsão do ministro de retomada parcial e gradual das aulas e na posição das entidades estudantis, que condenaram a violência mas sustentaram os bloqueios. O único veículo de esquerda a tratar do tema reproduziu o despacho de agência e deu destaque à crítica sindical ao projeto de lei do governo que obriga os responsáveis por danos a bens públicos a pagar a reparação, inclusive com desconto em benefícios sociais. A secretária-geral da CGT, Sophie Binet, chamou a proposta de anúncio populista e disse que ela pode atingir as famílias mais vulneráveis. O governo, por sua vez, acusa a esquerda radical de incentivar as manifestações. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o caso.
Ainda não se sabe o que sairá da reunião do governo com representantes regionais marcada para terça-feira, nem se o projeto de ressarcimento de danos avançará no Parlamento. Também não há versão oficial detalhada do governo sobre o episódio de Lens, e as entidades estudantis não apresentaram uma pauta fechada de reivindicações.
Desde o fim de setembro, manifestantes realizam atos contra a falta de professores, horários sobrecarregados e salas de aula deterioradas

Entre 400 e 500 escolas de ensino médio devem permanecer total ou parcialmente fechadas nesta segunda-feira (5) na França, de um total de 3.700 unidades, número semelhante ao registrado na sexta-feira,…

Centenas de escolas de ensino médio estavam parcial ou totalmente bloqueadas nesta segunda-feira (5) na França, em protestos estudantis para exigir mais recursos e denunciar a deterioração das condições de ensino.