Deltan Dallagnol acusa PT do Paraná de ameaça e partido cita recurso no TSE
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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O diretório do Partido dos Trabalhadores no Paraná publicou em 26 de outubro uma imagem com a frase "Deltan, você é o próximo", dirigida ao senador eleito Deltan Dallagnol, do Novo. Dallagnol classificou a postagem como ameaça. O partido afirma que a mensagem se refere ao recurso no Tribunal Superior Eleitoral contra o registro da candidatura dele, indeferido em 3 de outubro com base na Lei da Ficha Limpa e ainda pendente de julgamento no plenário.
Veículos de direita enfatizam a reação de Deltan Dallagnol, que viu na postagem do PT do Paraná uma ameaça aos quase 3 milhões de eleitores que o escolheram para o Senado. A cobertura destaca o tom da mensagem, publicada menos de 24 horas depois da eleição, e a associa a outras iniciativas contra lideranças de oposição, como o pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro citado por Dallagnol.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
O diretório do PT no Paraná publicou em 26 de outubro a frase "Deltan, você é o próximo", dirigida ao senador eleito Deltan Dallagnol. Ele chamou a postagem de ameaça. O partido diz que se refere ao recurso no Tribunal Superior Eleitoral contra o registro da candidatura, indeferido em 3 de outubro e pendente de julgamento antes da diplomação de 18 de dezembro.
O diretório do Partido dos Trabalhadores no Paraná publicou nas redes sociais, na segunda-feira, 26 de outubro, uma imagem com a frase "Deltan, você é o próximo". A mensagem era dirigida ao senador eleito Deltan Dallagnol, do partido Novo, ex-procurador da Operação Lava Jato. A postagem saiu um dia depois do segundo turno que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dallagnol reagiu pelas próprias redes e chamou o conteúdo de ameaça. Ele escreveu que, menos de 24 horas depois da eleição, o PT já ameaçava os votos que o Paraná havia confiado a ele. Procurado pela imprensa, o diretório estadual explicou que a frase se refere ao recurso que o partido mantém no Tribunal Superior Eleitoral contra o registro da candidatura de Dallagnol. O secretário de comunicação do PT do Paraná, Marlon Alessandro, disse que tudo ocorre no âmbito da Justiça e classificou como exagero a leitura de que houve ameaça.
As coberturas convergem no histórico judicial. Em 2023, o registro de Dallagnol como deputado federal foi cassado por unanimidade, e ele perdeu o mandato. O entendimento foi de que ele tentou contornar a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público Federal enquanto ainda respondia a procedimentos administrativos. Em 3 de outubro deste ano, véspera do primeiro turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, indeferiu o registro da candidatura dele ao Senado. Dallagnol recorreu, concorreu como candidato deferido com recurso e obteve 2.904.594 votos, garantindo a segunda vaga do Paraná. O julgamento do recurso no plenário foi adiado a pedido da defesa e precisa ocorrer antes da diplomação dos eleitos, marcada para 18 de dezembro.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma descritiva, reproduzindo a frase do partido entre aspas e dando espaço tanto à explicação do diretório quanto à íntegra da resposta de Dallagnol. Veículos de direita enfatizaram a leitura do senador eleito: a manchete tratou a postagem como ameaça, e o texto destacou a associação feita por Dallagnol com pedidos de parlamentares contra Flávio Bolsonaro e outras lideranças da oposição. Esses mesmos veículos também registraram a posição do advogado do partido, Luiz Eduardo Peccinin, para quem Dallagnol se candidatou sabendo ser ficha-suja e não tem condições de ser diplomado. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio; o argumento de que a mensagem trata apenas da aplicação da Lei da Ficha Limpa aparece nas falas do próprio partido.
Ainda não se sabe quando o plenário do Tribunal Superior Eleitoral vai julgar o recurso, nem se a decisão individual de outubro será mantida. Também não está definido o que acontece com a vaga do Paraná no Senado caso a inelegibilidade seja confirmada antes da diplomação.
Senador eleito, Dallagnol criticou a publicação e chamou a publicação de "ameaça"

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