Quaest: Flávio Bolsonaro perde força entre evangélicos, jovens e mulheres
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Os números da Quaest confirmam o desgaste do projeto bolsonarista: Flávio Bolsonaro perde força justamente onde tentava se consolidar, entre evangélicos, mulheres e jovens, enquanto Lula amplia a vantagem para seis pontos no segundo turno. A queda vem após a revelação de que o senador recebeu R$ 61 milhões do banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e após Flávio se aproximar de Donald Trump em medidas que penalizam o Brasil. Para a esquerda, o resultado mostra que o eleitorado pune o alinhamento com interesses externos e o histórico de privilégios da família.
A pesquisa Quaest/Genial divulgada em 14 de junho de 2026 mostra o presidente Lula (PT) abrindo seis pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na simulação de segundo turno: 44% a 38%. O levantamento, feito de 5 a 8 de junho com 2.004 entrevistados e registrado no TSE sob o código BR-07661/2026, aponta recuo de Flávio entre evangélicos, mulheres, jovens, eleitores de ensino superior e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte.
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Todos os lados reconhecem os números factuais: Lula abriu vantagem de 6 pontos no 2º turno (44% a 38%) e Flávio recuou entre evangélicos, mulheres, jovens e no Sudeste, embora mantenha vantagem entre homens e na alta renda.
A pesquisa Quaest/Genial divulgada em 14 de junho de 2026 alterou o tabuleiro da disputa presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de segundo turno, com 44% das intenções de voto contra 38%. Desde março, os dois apareciam em empate técnico nesse cenário. O levantamento foi realizado entre 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistados, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07661/2026.
Veículos de centro, como o g1 e o Poder360, relataram os números com forte detalhamento metodológico e por recorte. A maior movimentação foi regional: no agregado Centro-Oeste/Norte, a vantagem de Flávio Bolsonaro caiu de 14 para apenas 2 pontos, e no Sudeste, onde já liderou por 12 pontos, o senador passou a uma situação de empate técnico. O Poder360 acrescentou que a pesquisa custou R$ 433.255,92 e foi paga pelo Banco Genial, mantendo a transparência da ficha técnica.
Os três lados da cobertura convergem nos dados centrais. Flávio Bolsonaro recuou em segmentos que historicamente compõem sua base: entre evangélicos, caiu de 61% para 52%; entre mulheres, Lula ampliou a dianteira para 47% contra 33%; e, entre os jovens de 16 a 34 anos, o presidente assumiu a liderança com 44% contra 39%, revertendo três rodadas seguidas de vantagem do senador. Ainda assim, Flávio preserva vantagem numérica entre os homens (44% a 41%) e entre os eleitores de renda acima de cinco salários mínimos (46% a 34%).
É no enquadramento que a cobertura se divide. Veículos de esquerda, como o Diário do Centro do Mundo, destacaram a queda como reflexo direto do desgaste político do senador: a revelação de que Flávio recebeu R$ 61 milhões do banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pretexto de financiar o filme 'Dark Horse' sobre Jair Bolsonaro, e a viagem do senador aos Estados Unidos que precedeu o tarifaço de Donald Trump sobre produtos brasileiros e a classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas. Nessa leitura, o eleitorado estaria punindo o alinhamento a interesses externos e a herança de privilégios da família.
A cobertura de centro também registrou esses episódios, mas como contexto factual entre uma rodada e outra, sem atribuir a eles, isoladamente, a causa da virada. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que a perda de tração de Flávio ocorre em segmentos fora do núcleo lulista, especialmente entre eleitores independentes, o que sugere mudança de comportamento de grupos menos alinhados ideologicamente.
Para o leitor à direita, o ângulo mais relevante é o que o próprio instituto chamou de 'paradoxo da direita': embora Flávio perca força, os demais nomes do campo conservador não conseguem herdar o voto anti-Lula. Caiado, Zema, Aécio Neves e Renan Santos somam apenas 12% no primeiro turno e seguem pulverizados. Entre bolsonaristas, Flávio concentra 94% das intenções, e Nunes resume que o sobrenome Bolsonaro lhe dá 'um piso, mas também um teto'. Entre independentes, 30% dizem que não votariam nem em Lula nem em Flávio, o que mantém aberto o espaço para uma candidatura alternativa.
O que ainda não se sabe é se a queda registrada em junho é uma oscilação ligada aos episódios recentes ou o início de uma tendência consolidada, e se algum nome da oposição conseguirá unificar o campo conservador antes do calendário eleitoral de 2026. As próximas rodadas da Quaest e de outros institutos devem indicar se o movimento entre jovens, mulheres e independentes se mantém.
Quaest mostra Flávio Bolsonaro enfraquecido devido ao caso Vorcaro, mas sem rival da direita capaz de herdar votos anti-Lula.

Flávio Bolsonaro pesquisa Quaest: Lula abre 6 pontos de vantagem no segundo turno após senador perder apoio entre mulheres, jovens e eleitores do Sudeste.

Quaest aponta avanço de Lula no Sudeste e liderança nacional de 44% a 38% na simulação de 2º turno. Leia no Poder360.

Pesquisa Quaest mostra queda de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, jovens e mulheres, enquanto Lula amplia vantagem.
