Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliando a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. No primeiro turno, Lula soma 40% das intenções de voto contra 28% de Flávio, diferença de 12 pontos percentuais ante os 10 pontos registrados em junho. No cenário de segundo turno, o presidente aparece com 45%, ante 37% do senador, a maior vantagem desde dezembro do ano passado.
O levantamento também mediu a rejeição aos pré-candidatos: Flávio é o mais rejeitado, com 57% dos eleitores afirmando que o conhecem mas não votariam nele, à frente de Lula, que tem 50% de rejeição. A avaliação do governo Lula também melhorou: pela primeira vez desde abril, a aprovação (48%) superou a desaprovação (47%). A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas presencialmente entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. O estudo foi pago pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.
A cobertura de centro, publicada por CNN Brasil, Poder360, Notícias ao Minuto e Estado de Minas, tratou os números de forma predominantemente factual, reproduzindo a metodologia completa e comparando o resultado com pesquisas anteriores da própria Quaest, sem contrapor outros institutos. Já a cobertura de direita relativizou o novo cenário: O Antagonista lembrou que a pesquisa BTG/Nexus, divulgada dois dias antes, havia indicado um quadro menos desfavorável a Flávio, dado que chegou a ser usado pelo próprio senador nas redes sociais como sinal de avanço, e destacou o crescimento da chamada 'terceira via', que subiu de 11% para 27% nas intenções de voto espontâneas, como sinal de desgaste da polarização entre petismo e bolsonarismo. A Revista Oeste, também de direita, citou o instituto Futura/Apex, divulgado um dia antes da Quaest, que havia apontado Lula e Flávio tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, retrato mais equilibrado da disputa do que o registrado pela Quaest. Não houve cobertura de veículos de esquerda sobre esse levantamento específico nesta leva de matérias; a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos dados, tenderia a destacar a alta rejeição de Flávio Bolsonaro como sinal de desgaste do bolsonarismo junto à opinião pública, e a recuperação da aprovação de Lula como reconhecimento das políticas sociais e econômicas do atual governo.
Ainda não está claro por que institutos diferentes divulgaram, na mesma semana, cenários tão distintos para a disputa entre Lula e Flávio, nem como as diferenças de metodologia entre Quaest, BTG/Nexus e Futura/Apex explicam essa variação. Também não há, até o momento, definição sobre coligações partidárias, vices ou eventuais desistências que possam alterar o quadro até o início formal da campanha eleitoral.