Nanicos na eleição presidencial de 2026: PCO, PSTU, DC e PRTB buscam vitrine
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Partidos pequenos lançaram candidaturas à Presidência em 2026 sem expectativa real de vitória. Segundo a cobertura, o objetivo é ganhar exposição nacional, testar mensagens e garantir a sobrevivência das legendas. A lista inclui Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Samara Martins, da Unidade Popular (UP), Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Leonardo Avalanche, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Clariana Barão, da Democracia Cristã (DC), e o Veterinário Wilson Grassi, do Democrata.
Pela ótica da direita, a corrida presidencial de 2026 expõe partidos pequenos que usam a eleição mais como vitrine do que como projeto de governo, com legendas de esquerda radical defendendo programas socialistas e siglas marcadas por disputas internas e trocas de nome.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Partidos pequenos como PCO, PSTU, UP, PCB, PRTB, DC e Democrata lançaram candidatos à Presidência em 2026 sem chance real de vitória. As candidaturas servem de vitrine ideológica e de sobrevivência das legendas, em meio a disputas internas, trocas de nome aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e investigações da Polícia Federal.
Partidos pequenos disputam a Presidência da República em 2026 sabendo que as chances de chegar ao Palácio do Planalto são remotas. Até o momento, apenas um veículo cobriu o tema em profundidade, relatando que essas candidaturas buscam outra coisa: exposição nacional, espaço para apresentar ideias, construção de nomes e a própria sobrevivência das legendas.
No campo da esquerda, onde o Partido dos Trabalhadores concentra a hegemonia, quatro siglas menores usam a eleição como vitrine. O Partido da Causa Operária lançou Rui Costa Pimenta, e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado lançou Hertz Dias. As duas legendas têm base trotskista e lideranças originalmente expulsas do PT. O programa do PCO descreve as eleições como uma tribuna de propaganda do socialismo e afirma que as conquistas do povo trabalhador não virão pelo voto. Do lado marxista-leninista estão Samara Martins, da Unidade Popular, e Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro, que defendem o rompimento da classe trabalhadora com a burguesia e tentam atrair jovens do movimento estudantil.
No Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, Leonardo Avalanche chegou como vice de Pablo Marçal e virou cabeça de chapa depois que a Justiça Eleitoral confirmou a inelegibilidade do influenciador. Avalanche declarou quase meio bilhão de reais ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 2018, recebeu 173 votos para deputado federal. Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de 750 mil reais do fundo eleitoral do partido nas eleições municipais de 2024, e áudios vazados levantaram suspeitas de ligação com a facção PCC. O candidato nega todas as acusações e diz que o áudio é falso ou produzido por inteligência artificial.
Na Democracia Cristã, a advogada Clariana Barão, presidente estadual do partido em Mato Grosso, é a primeira candidata desde 1995 que não é o fundador Eymael. Ela foi a terceira opção. O ex-ministro Aldo Rebelo foi substituído em maio e depois expulso após criticar a direção. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa desistiu. A vice é outra mulher, a advogada Fabiana Torquato.
O Veterinário Wilson Grassi concorre pelo Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira. A sigla recebeu 22 deputados federais na janela partidária, dos quais 20 eram homens. Depois de ter dois nomes rejeitados, obteve do tribunal em dezembro de 2025 a autorização para se chamar Democrata.
O enquadramento da cobertura tem traços de um lado específico. A matéria rotula as legendas socialistas como esquerda radical e usa ironia ao tratar o ex-partido da mulher, embora registre as negativas de Avalanche. Como nenhum outro veículo tratou do tema, não há contraste entre leituras de diferentes lados sobre essas candidaturas.
Ainda não se sabe como os nanicos aparecem nas pesquisas de intenção de voto, nem qual será o desfecho das investigações da Polícia Federal sobre Avalanche. Também não há informação sobre o tempo de propaganda de cada candidato.
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Quem são os candidatos nanicos à Presidência e por que disputam uma eleição em que o Planalto parece tão distante? Leia na Gazeta do Povo.
