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Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026

Relato de fonte única, atribuído a Gazeta do Povo. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Redação Fuja da Bolha•1 fonte•26/09/2026•atualizado em 28/09/2026•Eleições
Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026
Imagem: Gazeta do Povo

Resumo da cobertura

Levantamento sobre as candidaturas presidenciais de partidos pequenos em 2026 descreve legendas que registraram chapa no Tribunal Superior Eleitoral sem competitividade na urna e com objetivos declarados de exposição nacional, difusão de programa e sobrevivência partidária. No campo da esquerda aparecem o Partido da Causa Operária, de Rui Costa Pimenta, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, de Hertz Dias, a Unidade Popular, de Samara Martins, e o Partido Comunista Brasileiro, de Edmilson Costa. Fora desse campo estão Leonardo Avalanche, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, Clariana Barão, do Democracia Cristã, e o Veterinário Wilson Grassi, do Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira.

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Briefing

O que importa para você

  • Os nomes de PCO, PSTU, Unidade Popular, Partido Comunista Brasileiro, Democracia Cristã, PRTB e Democrata estarão na urna eletrônica em 2026, ao lado dos candidatos competitivos.
  • O candidato do PRTB, Leonardo Avalanche, é investigado pela Polícia Federal por suposto desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral, dinheiro público.
  • O Democracia Cristã leva à urna, pela primeira vez desde 1995, um nome diferente de Eymael: a advogada Clariana Barão, com Fabiana Torquato como vice.

O que ainda está incerto

  • Não há desfecho para a investigação da Polícia Federal sobre o fundo eleitoral do PRTB nem perícia concluída sobre os áudios que Leonardo Avalanche diz serem forjados.
  • O material disponível não traz o desempenho dessas candidaturas em pesquisas de intenção de voto nem o tempo de propaganda a que cada chapa terá direito.

A eleição presidencial de 2026 reúne candidatos que não disputam de fato o Palácio do Planalto. Siglas pequenas como PCO, PSTU, Unidade Popular, Partido Comunista Brasileiro, Democracia Cristã, PRTB e Democrata usam a campanha como vitrine nacional, espaço para testar mensagens e garantir sobrevivência partidária. Esta análise mapeia quem são esses nomes e o que cada um busca na urna.

A eleição presidencial de 2026 não é, para todos os candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, uma corrida pelo Palácio do Planalto. Para um conjunto de siglas pequenas, a candidatura funciona como vitrine nacional: serve para apresentar um nome ao eleitorado, testar uma mensagem, ganhar exposição e sustentar a sobrevivência partidária. Até o momento, apenas um veículo cobriu esse recorte, mapeando quem são esses candidatos e o que cada um busca na disputa.

No campo da esquerda, onde a hegemonia pertence ao Partido dos Trabalhadores, legendas menores usam a campanha para levar ao debate nacional projetos que dificilmente teriam espaço entre as candidaturas competitivas. O Partido da Causa Operária, de Rui Costa Pimenta, afirma no próprio programa que as eleições são uma tribuna de propaganda das reivindicações da população explorada e um terreno secundário da luta da classe operária. O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, de Hertz Dias, compartilha com o PCO a base trotskista e a origem: nos dois casos, as lideranças fundadoras foram expulsas do PT. Do lado marxista-leninista estão a Unidade Popular, de Samara Martins, e o Partido Comunista Brasileiro, de Edmilson Costa, que apostam nos movimentos estudantis e na defesa do rompimento da classe trabalhadora com a burguesia.

Outras candidaturas chegaram à urna por caminhos acidentados. Leonardo Avalanche entrou na disputa como vice de Pablo Marçal, pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, e foi alçado a cabeça de chapa depois que a Justiça Eleitoral confirmou a inelegibilidade do influenciador. Avalanche declarou quase meio bilhão de reais ao TSE e participa de sua segunda eleição: na primeira, em 2018, teve 173 votos ao concorrer a deputado federal em Goiás. Assumiu a presidência do PRTB em 2024, após as disputas internas que seguiram a morte do fundador Levi Fidelix, e coordenou a campanha de Marçal à prefeitura de São Paulo. Suspeitas de inserção de dados falsos em sistemas da Justiça Eleitoral levaram Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, a determinar intervenção no partido. Ele também é investigado pela Polícia Federal por suposto desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral do PRTB nas eleições municipais de 2024, e nega tanto essa acusação quanto a alegação de ligação com o PCC, que atribuiu a áudio falso ou gerado por inteligência artificial.

No Democracia Cristã, Clariana Barão é o terceiro nome tentado. Desde a fundação da legenda, em 1995, apenas Eymael havia encabeçado a chapa. O primeiro escolhido foi o ex-ministro Aldo Rebelo, substituído em maio; o segundo, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, desistiu. Rebelo judicializou a pré-candidatura, criticou a direção e foi expulso sumariamente. A escolha de Barão, presidente estadual do DC no Mato Grosso, foi apresentada pelo partido como aposta em representatividade feminina, com a advogada Fabiana Torquato como vice. Já o Democrata, que lançou o Veterinário Wilson Grassi, chamava-se Partido da Mulher Brasileira até dezembro de 2025: registrado no TSE em 2015, recebeu na janela partidária um senador e 22 deputados federais, dos quais 20 eram homens, e só conseguiu mudar de nome depois de ter recusadas as opções Brasil 35 e Por Mais Brasil.

A cobertura é de fonte única, e isso limita a comparação de enquadramentos. O único veículo que tratou do assunto tem linha editorial à direita e organiza o material em duas chaves: as siglas de esquerda como usuárias instrumentais da campanha para propaganda ideológica, e as controvérsias judiciais e financeiras em torno do candidato do PRTB. Não há, no conjunto analisado, cobertura de centro nem de esquerda sobre o mesmo recorte, de modo que não é possível contrastar como outros lados descreveriam a função dos partidos pequenos no processo eleitoral.

Ainda não se sabe o desfecho da investigação da Polícia Federal sobre o suposto desvio do fundo eleitoral do PRTB, nem se a perícia confirmará que os áudios atribuídos a Leonardo Avalanche foram forjados. Também não aparecem no material disponível o número total de candidaturas registradas, o desempenho dessas chapas em pesquisas de intenção de voto e o tempo de propaganda a que cada uma terá direito.

Eleição presidencial 2026Política NacionalEleições

Fontes

Espectro: Direita
Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026
Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026

Quem são os candidatos nanicos à Presidência e por que disputam uma eleição em que o Planalto parece tão distante? Leia na Gazeta do Povo.

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