O prazo para o registro de candidaturas às eleições de 2026 terminou às 19h do sábado, 15 de agosto, e fechou a lista de quem disputa os governos estaduais, as vagas em jogo no Senado Federal, as cadeiras da Câmara dos Deputados e as das Assembleias Legislativas. A campanha começou oficialmente no domingo, 16 de agosto. A votação de primeiro turno está marcada para 4 de outubro e, nos cargos majoritários, o eventual segundo turno acontece em 25 de outubro. No Senado, 54 das 81 cadeiras estão em disputa, duas por unidade da Federação.
Apresentar o pedido não significa ter a candidatura deferida. O Tribunal Superior Eleitoral concentra os registros, mas cabe a cada Tribunal Regional Eleitoral analisar a documentação e as condições de elegibilidade de quem se inscreveu. A cobertura registra que, dependendo da velocidade dos tribunais regionais, parte dos julgamentos pode ficar para depois da eleição, e que contestações judiciais devem alterar as listas nas próximas semanas. As informações apresentadas à Justiça Eleitoral são de responsabilidade dos próprios candidatos e de seus partidos.
A cobertura de centro organizou o quadro estado a estado, sempre com o mesmo formato: número de candidatos, composição das coligações, tamanho do eleitorado e a pesquisa de intenção de voto mais recente. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores, são 7 candidatos ao governo, e o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, aparece com 51% contra 34% de Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do Partido Social Democrático, chega a 60,1% em confronto direto com Douglas Ruas, do Partido Liberal. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, oscila entre 36% e 38% nos cenários testados, à frente de Alexandre Kalil e Patrus Ananias. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello, do Partido Liberal, registra 52,8%, ante 20,3% de João Rodrigues, do Partido Social Democrático. Há exceções ao favoritismo dos ocupantes do cargo: em Mato Grosso, o levantamento citado coloca Wellington Fagundes com 34% contra 26% do governador Otaviano Pivetta.
Veículos de direita seguiram outro caminho e publicaram as relações nominais completas, com partido e número de urna, cargo por cargo. São Paulo tem 1.089 candidatos a deputado federal para 70 vagas e 1.390 a deputado estadual para 94 cadeiras. O Rio de Janeiro registrou 778 candidaturas à Câmara dos Deputados e 1.163 à Assembleia Legislativa. No Paraná, são 414 e 606; em Santa Catarina, 229 e 411; em Minas Gerais, 749 candidatos a deputado federal. Nessa cobertura aparece também a leitura política mais explícita do conjunto, ao descrever Santa Catarina como o estado mais conservador do país e tratar a proximidade com a família Bolsonaro como trunfo do governador, além de afirmar que o Partido dos Trabalhadores ficou sem espaço no estado e embarcou na chapa de Gelson Merísio, do Partido Socialista Brasileiro.
Até o fechamento desta análise, não há no conjunto examinado material de veículos de esquerda sobre o encerramento do prazo, de modo que não se atribui a esse campo nenhuma leitura sobre os registros. O que os dois lados presentes convergem em dizer é factual: o calendário, o volume de candidaturas e a dependência do aval judicial.
O que ainda não se sabe é quantos dos registros apresentados serão indeferidos e quando. Não há número nacional consolidado de candidaturas nas peças analisadas, nem informação sobre quantos pedidos já foram impugnados. A maioria das pesquisas citadas aparece sem margem de erro, período de campo ou identificação de quem contratou o levantamento, o que limita a comparação entre estados. Também não está esclarecido se os tribunais regionais conseguirão concluir os julgamentos antes de 4 de outubro.