Lula é reeleito ao derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno de 2026
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Resumo da cobertura
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A cobertura de esquerda enfatiza a mobilização popular e a defesa da democracia na virada de Lula, além da relevância do resultado para o Sul Global e a integração da América Latina. Destaca ainda que o pedido de Lula e a decisão de estender a votação buscaram garantir que trabalhadores sem transporte pudessem votar.
Lula foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026, derrotando o senador Flávio Bolsonaro. A imprensa estrangeira tratou o resultado como surpreendente, e governos de vários países enviaram felicitações. A votação teve a prorrogação do horário até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.
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Lula foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro. A votação foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, e a imprensa estrangeira apontou desafios fiscais e políticos para o novo mandato.
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito presidente da República no segundo turno realizado em 25 de outubro de 2026, ao vencer o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A vitória garante ao petista um quarto mandato, com início previsto para janeiro de 2027. O resultado ganhou destaque na imprensa internacional na segunda-feira, 26 de outubro.
A cobertura de centro relatou que veículos da Europa e da Ásia trataram o desfecho como surpreendente. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia ficado na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. No segundo turno, o senador ainda recebeu mais de 48% dos votos válidos, o que, segundo a emissora britânica citada na cobertura, mostra um eleitorado dividido.
A votação teve um episódio de tensão. Segundo a cobertura de esquerda, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o horário fosse prorrogado até as 19h, duas horas além do previsto, após relatos de problemas de transporte em várias cidades. Em ofício às presidências dos tribunais regionais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, mandou manter abertas as seções ainda em funcionamento. Nas urnas já fechadas, os votos foram computados normalmente. A Justiça Eleitoral chegou a suspender temporariamente a divulgação da apuração, quando apenas 0,25% das urnas estavam contabilizadas e os primeiros números indicavam vantagem de Lula.
Veículos de esquerda destacaram que agências internacionais descreveram a decisão como fator de incerteza e de volatilidade legal numa disputa de margens estreitas. Também enfatizaram a visão de um canal árabe de que a demora nos resultados provocou ondas de choque na América Latina, onde estaria em jogo qual bloco lidera o continente. Essa cobertura ressaltou ainda que Lula havia pedido a extensão do horário.
Já a cobertura de centro deu mais espaço às análises do que vem pela frente. Um jornal francês atribuiu a virada à mobilização nas ruas e nas redes e à preocupação de parte do eleitorado com o retorno de um governo associado ao bolsonarismo. Um jornal britânico avaliou que o resultado é um revés para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por causa da proximidade dele com a família Bolsonaro. A emissora britânica lembrou que o Congresso tem composição conservadora, o que exigirá articulação política do governo, e apontou o peso do Brasil em petróleo e terras raras e a aproximação de Lula com a China.
Uma agência de notícias internacional listou os desafios fiscais de 2027 a 2030. Entre eles estão conciliar mais gasto público com o controle da dívida federal, a promessa de valorizar o salário mínimo acima da inflação e a revisão de benefícios e incentivos fiscais, diante da resistência de parlamentares a medidas que elevem a arrecadação. A agência também apontou possíveis obstáculos à aprovação de indicações para o Banco Central, agências reguladoras e o Supremo Tribunal Federal, e disse que a composição do Senado será decisiva.
Governos estrangeiros reagiram. A China divulgou mensagem de congratulações pelo Ministério das Relações Exteriores e disse querer ampliar a cooperação. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiou a atuação de Lula e a defesa da soberania nacional. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou democracia e multilateralismo.
Nenhum veículo de direita cobriu o tema neste conjunto de matérias. Por isso, não é possível relatar como esse campo enquadrou a prorrogação da votação ou o resultado.
O que ainda não se sabe: as matérias não detalham como será o cronograma da apuração final, se haverá contestações formais ao resultado nem como o governo pretende conciliar as metas fiscais com as promessas de campanha. Também não está claro como será a relação com os Estados Unidos no novo mandato.
Reeleição de Lula surpreende jornais da Europa e Ásia. Imprensa destaca virada sobre Flávio Bolsonaro e desafios do novo mandato.

A decisão de estender o horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras provocou repercussão na imprensa internacional neste domingo (25). Veículos ao redor do mundo…
