Zelensky, Macron e Kast parabenizam Lula após vitória no segundo turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →A reeleição de Lula foi reconhecida por governos de espectros diversos, o que reforça a legitimidade da vitória, enquanto lideranças progressistas e movimentos sociais a celebraram como vitória popular e do Sul Global. Organizações já cobram avanços em meio ambiente, direitos indígenas e violência policial.
A cobertura de direita destaca a mensagem do presidente ucraniano, que agradece ao Brasil pelo apoio à soberania da Ucrânia, e ressalta que as posições de Brasília e Kiev nem sempre coincidem sobre como encerrar a guerra. O tom é de registro do gesto diplomático, sem celebração.
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Lula foi reeleito no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos, e recebeu felicitações de governos de vários continentes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu o apoio brasileiro à soberania da Ucrânia e disse esperar ampliar a cooperação entre os dois países.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, confirmada no domingo, 25 de outubro, passou a receber felicitações de governos de vários continentes. Lula derrotou Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. Entre as mensagens, está a do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, publicada na segunda-feira, 26, na rede social X.
A cobertura de centro relatou que Zelensky parabenizou Lula pelo resultado eleitoral e disse esperar ampliar a cooperação entre os dois países. Na mensagem, o líder ucraniano agradeceu ao Brasil pelo apoio à soberania e à integridade territorial da Ucrânia. Também afirmou que a campanha brasileira foi intensa e acompanhada de perto no exterior, e pediu que o Brasil mantenha papel ativo em temas internacionais, em especial na defesa dos direitos humanos, dos povos e dos Estados. Zelensky não detalhou quais medidas ou acordos pretende discutir.
O gesto se soma a outros. Segundo veículos de esquerda, presidentes e representantes de governos da América Latina, Europa, Ásia e África parabenizaram Lula. Entre os primeiros esteve o presidente chileno José Antonio Kast, aliado político da família Bolsonaro, que telefonou para Lula antes de Flávio Bolsonaro anunciar que tentaria anular o resultado. Também felicitaram o presidente reeleito o francês Emmanuel Macron, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e o primeiro-ministro canadense Mark Carney. A China reconheceu o resultado pelo Ministério das Relações Exteriores, e o Kremlin o recebeu de forma positiva. Os mesmos veículos relatam que o governo dos Estados Unidos ainda não havia formalizado o reconhecimento e teria adiado um comunicado depois que Flávio Bolsonaro disse que contestaria o resultado na Justiça.
As ênfases diferem. Veículos de esquerda destacaram a diversidade ideológica dos governos que reconheceram a vitória e a comemoração de lideranças progressistas e de movimentos sociais, que viram na eleição uma derrota do bolsonarismo e uma vitória do Sul Global. Esses veículos também registraram cobranças de organizações, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o Greenpeace Brasil e a Human Rights Watch, por demarcação de terras, proteção ambiental e combate à violência policial no próximo mandato.
Veículos de direita enfatizaram o conteúdo diplomático da mensagem de Zelensky e o contexto da guerra entre Ucrânia e Rússia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022. Lembraram que o governo brasileiro defende uma solução negociada e que as posições de Brasília e Kiev nem sempre coincidem sobre o caminho para um acordo. Registraram ainda que o governo americano e o presidente argentino Javier Milei ainda não haviam se manifestado.
Até o momento, não se sabe que acordos concretos os governos estrangeiros pretendem ampliar com o Brasil, nem quando os Estados Unidos reconhecerão o resultado. Também não há informação, nas fontes, sobre o desfecho da contestação anunciada por Flávio Bolsonaro na Justiça.
Governos de diferentes posições políticas parabenizam o presidente, enquanto lideranças progressistas e movimentos sociais comemoram a vitória

Presidente ucraniano agradeceu o apoio brasileiro e pediu que o país mantenha participação ativa nos assuntos internacionais
