Lula bate próprio recorde e se torna o presidente mais votado da história
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A vitória de Lula é apresentada como histórica: o presidente reverteu a desvantagem do primeiro turno, superou as previsões dos institutos e dobrou a margem sobre o bolsonarismo.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026 contra Flávio Bolsonaro (PL), com 51,79% dos votos, e assume o quarto mandato em janeiro de 2027.
O recorde de votos de Lula é registrado como fato, mas a leitura destaca a margem apertada, a contestação do resultado por parte da oposição e os compromissos que o governo terá de cumprir.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito em 25 de outubro de 2026 com 51,79% dos votos, superando o próprio recorde de 2022. A cobertura de esquerda, centro e direita converge nos números, mas diverge sobre o significado político da vitória e sobre a contestação anunciada por Flávio Bolsonaro.
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito presidente da República no domingo, 25 de outubro de 2026, ao vencer Flávio Bolsonaro, do PL, no segundo turno. Lula obteve 64,25 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos votos, e se torna o presidente mais votado da história do país. Antes, a maior marca era a dele mesmo: 60,34 milhões de votos, em 2022, contra Jair Bolsonaro. A cobertura de centro relatou ainda que, aos 80 anos, Lula se tornou o presidente eleito mais velho do Brasil. Ele completa 81 anos em 27 de outubro e toma posse em 5 de janeiro de 2027, para um mandato que termina em 5 de janeiro de 2031. Será o primeiro presidente eleito pelo voto direto para quatro mandatos.
Os números se repetem entre as coberturas. O eleitorado passou de 156,4 milhões para 158 milhões de pessoas aptas a votar, e Lula somou mais de 3,9 milhões de votos em relação a 2022. A margem sobre Flávio Bolsonaro passou de 4,5 milhões de votos, ou 3,5 pontos percentuais, contra 2,13 milhões, ou 1,8 ponto, na disputa anterior com Jair Bolsonaro. Em percentual, o melhor desempenho de Lula continua sendo o de 2002, com 61,27% contra José Serra, seguido pelo de 2006, com 60,83% contra Geraldo Alckmin, hoje seu vice.
Veículos de direita enfatizaram o recorde em escala internacional. Somando todas as eleições presidenciais que Lula disputou, em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e 2026, ele acumula 305.363.778 votos, segundo o cálculo apresentado. O texto explica que a soma inclui os turnos em que ele foi derrotado, como forma de comparar com países sem segundo turno, e que o segundo colocado no ranking é o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com cerca de 267,5 milhões de votos entre 2000 e 2024. Essa cobertura também registra o clima pós-eleitoral: Flávio Bolsonaro disse na noite do domingo que pediria a anulação do pleito, e o deputado Nikolas Ferreira afirmou que a chance de anulação é nula e pediu prudência.
Veículos de esquerda destacaram o caráter histórico da virada. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 56,10 milhões de votos, ou 47,03%, contra 53,87 milhões de Lula, ou 45,16%. No segundo turno, Lula somou mais de 10,3 milhões de votos adicionais e reverteu a desvantagem. Foi a primeira vez, desde a instituição do segundo turno, em 1989, que o segundo colocado da primeira rodada conquistou a Presidência. Essa cobertura apresenta o resultado como vitória sobre as previsões dos institutos de pesquisa, sobre a ofensiva bolsonarista e sobre a narrativa da grande imprensa.
Há diferenças de ênfase. A cobertura de centro concentrou-se em idade, posse e ranking de presidentes mais velhos, sem detalhar votos do segundo turno. A de direita tratou a marca como curiosidade estatística e deu espaço à contestação da oposição. A de esquerda focou na margem e na virada.
O que ainda não se sabe: o desfecho do pedido de anulação anunciado por Flávio Bolsonaro, que um aliado classificou como improvável, e se ele será de fato apresentado. Uma das coberturas manteve texto de resultado parcial, com consolidação prevista para depois das 17h, e outra usou formulação condicional sobre a confirmação da reeleição, sinal de que partes do material foram escritas antes da apuração final.
Presidente foi reeleito neste domingo (25) e agora acumula 305.363.778 votos pelo Planalto

A marca anterior pertencia ao próprio presidente, quando recebeu 60,3 milhões votos nas eleições de segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), em 2022

Petista supera o próprio recorde de idade ao conquistar um quarto mandato presidencial; posse está prevista para janeiro de 2027.
