Nikolas Ferreira diz que chance de anular a eleição é praticamente nula e pede que apoiadores evitem atos
3 veículos de esquerda · 8 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Um dia depois da reeleição de Lula, aliados do senador Flávio Bolsonaro reagiram de formas diferentes: Nikolas Ferreira descartou a anulação da eleição, governadores eleitos se dividiram entre a contestação e o silêncio e parlamentares pediram a retenção do passaporte do derrotado.
Para a cobertura de esquerda, a fala de Nikolas Ferreira não apaga o discurso golpista dos minutos seguintes ao resultado, e a corrida por retenção do passaporte de Flávio Bolsonaro é tratada como consequência de investigações em curso e de um risco de fuga.
Sob a ótica da direita, o recado de Nikolas Ferreira combina prudência com preservação da base: a oposição reconhece o resultado, mas insiste em esclarecer questionamentos sobre a condução do segundo turno e a prorrogação do horário de votação.
13 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Um dia depois da reeleição de Lula, o deputado Nikolas Ferreira afirmou em vídeo que a chance de anular a eleição é praticamente nula e pediu que eleitores evitem manifestações. Flávio Bolsonaro, porém, anunciou pedido de cassação da chapa vencedora ao TSE, e aliados divergem sobre o resultado.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nesta segunda-feira, 26, um vídeo nas redes sociais em que afirmou que a chance de anular a eleição presidencial é praticamente nula e pediu que seus eleitores não façam manifestações nas ruas. O vídeo veio um dia depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Segundo a cobertura de centro, Lula foi reeleito com 51,8% dos votos válidos e avançou em todos os estados na comparação com o primeiro turno.
No vídeo, Nikolas disse que a prudência, diante das vidas em jogo, deve falar mais alto que qualquer ímpeto do coração. Afirmou que sua reação inicial à derrota foi de raiva, indignação e vontade de devolver tudo na mesma moeda, mas que encontrou conforto na religião, e encerrou com a frase "Que Deus sare esta nação". Ele também listou o que chamou de perguntas sem respostas, entre elas a prorrogação do horário de votação e o fato de Lula ter ficado em segundo lugar no primeiro turno antes de vencer.
A prorrogação é o ponto central da contestação da oposição. Flávio Bolsonaro anunciou que pedirá ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico e acusou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de interferir no pleito ao autorizar a extensão da votação por duas horas. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, praticamente todas as seções do estado já estavam fechadas quando o comunicado da prorrogação foi feito, e a votação ali transcorreu com normalidade.
A cobertura de centro relatou que os aliados de Flávio se dividiram. Os governadores eleitos Sergio Moro, do Paraná, e Luciano Zucco, do Rio Grande do Sul, disseram que há questionamentos da oposição que precisam ser esclarecidos, mas afirmaram que vão governar para a população independentemente de quem seja o presidente. Tarcísio de Freitas, Douglas Ruas, Jorginho Mello e Cleitinho Azevedo não se manifestaram até o fechamento das reportagens. O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, disse respeitar o resultado e desejou sucesso a Lula.
Veículos de esquerda destacaram um ângulo diferente. Para eles, o vídeo de Nikolas contrasta com o tom golpista adotado logo após o resultado, demoniza eleitores de Lula e repete informações sem base, como um suposto tiroteio de comemoração numa favela do Rio. Também sustentaram que a prorrogação teve efeito mínimo, cerca de 35 mil votos em todo o país, sem relação com fraude, e atribuíram parte da derrota de Flávio a um vídeo sobre o Nordeste que consideram falso. Veículos de esquerda e de centro ainda noticiaram que os deputados Duda Salabert (Psol-MG), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) pediram à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo a apreensão do passaporte de Flávio, alegando risco de fuga por causa de inquéritos da Polícia Federal. A defesa do senador nega ilícitos, e as reportagens ressalvam que não há confirmação de que ele pretenda deixar o país.
A cobertura que dá voz à direita enfatizou o apelo de Nikolas à calma e a persistência de Flávio em contestar o resultado por vias institucionais, como o pedido de cassação da chapa vencedora. Moro e Zucco ressaltaram que a maioria dos eleitores de seus estados votou contra Lula e prometeram defender liberdade e valores conservadores. O pedido de apreensão do passaporte aparece, nessa leitura, como ofensiva política contra um adversário derrotado.
O que ainda não se sabe: se o pedido de cassação será formalizado no TSE e com quais provas; se a Procuradoria-Geral da República ou o Supremo darão andamento às solicitações sobre o passaporte; e quais são os questionamentos que Moro e Zucco dizem precisar de esclarecimento, já que não os detalharam.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.