Renan Santos diz que Flávio Bolsonaro é inviável na disputa contra Lula e espera migração de votos
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Como decidimos →Em entrevista ao Estadão, o pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, fundador do MBL, afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) é inviável contra Lula e prevê migração de votos antipetistas para si. Renan tem cerca de 3% nas pesquisas, contra 29% de Flávio e 39% de Lula na Genial/Quaest. Em paralelo, o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, acionou o TCU e a PGR acusando o governo de gastar R$ 785,7 milhões em publicidade institucional no semestre, R$ 167,6 milhões acima do teto eleitoral. A Secom foi procurada e não se manifestou.
A cobertura evidencia a disputa dentro do campo antipetista e o questionamento ao uso da máquina pública pelo governo Lula. Renan Santos, do MBL, defende austeridade fiscal, revisão de renúncias tributárias, reforma da Previdência por gatilho automático e endurecimento da segurança pública, inspirado em Milei e Bukele.
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Todas as coberturas tratam a disputa de 2026 como polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com Renan Santos ainda marginal nas pesquisas, e registram que a campanha de Flávio acionou TCU e PGR sobre a publicidade do governo.
O ano eleitoral de 2026 ganhou novos contornos com declarações do pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL). Em entrevista ao Estadão publicada nesta quarta-feira, Renan afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) é inviável contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse esperar uma migração de votos do campo antipetista em sua direção. Para ele, o bolsonarismo perdeu força como movimento eleitoral e a campanha de Flávio seria defensiva, presa ao legado do pai e incapaz de avançar sobre novos eleitorados.
Os números, porém, mostram um quadro ainda distante para Renan. A pesquisa Genial/Quaest divulgada no início do mês registrou Lula com 39%, Flávio com 29% e Renan com apenas 3%, embolado num segundo pelotão ao lado dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. A meta declarada do pré-candidato é atingir 10% das intenções de voto antes de agosto, apostando em conteúdo nas redes sociais e na faixa de antipetistas pragmáticos de 30 a 55 anos. Renan diz se inspirar nos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador.
Veículos de centro relataram esse cenário de forma factual, repassando as declarações de modo atributivo e checando dados: a cobertura de centro confrontou a fala de Renan de que o Nordeste estaria 'doente' por ter 40% dos lares no Bolsa Família com o número oficial do IBGE, de 32,4%. Essas reportagens também detalharam as propostas do pré-candidato, como a revisão de renúncias fiscais, a reforma da Previdência por gatilho automático e a adoção do chamado 'direito penal do inimigo', que suspenderia garantias constitucionais de integrantes de facções.
Em paralelo, a campanha de Flávio Bolsonaro abriu uma frente institucional contra o governo. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentou representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele acusa o governo de ter empenhado R$ 785,7 milhões em publicidade institucional no primeiro semestre, valor que superaria o teto eleitoral em R$ 167,6 milhões, um excesso de 27%. Veículos de direita enfatizaram a denúncia, destacando a peça 'Tempo com a Família', que custou cerca de R$ 80 milhões e defende o fim da escala de trabalho 6x1. Para Marinho, o Planalto usaria a máquina pública para disputar a paternidade política da proposta em ano eleitoral e em meio à baixa popularidade do presidente.
Marinho recorreu ainda a um precedente: em 2019, o TCU suspendeu uma campanha do governo Bolsonaro sobre o Pacote Anticrime, sob o argumento de que não é legítimo usar publicidade oficial para promover proposta legislativa em tramitação. Ele pede auditoria emergencial na Secretaria de Comunicação Social (Secom), suspensão imediata da campanha e multa aos responsáveis. A Secom foi procurada por e-mail, mas não se manifestou até o fechamento das reportagens.
O que ainda não se sabe é como o TCU e a PGR responderão às representações, se haverá suspensão da campanha publicitária e qual será a defesa formal do governo sobre os cálculos de gasto. Também permanece em aberto se a estratégia de Renan Santos de ocupar o espaço antipetista vai de fato deslocar votos de Flávio, ou se os números das pesquisas seguirão concentrados nos dois primeiros colocados.
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