Renan Santos descarta votar no segundo turno e vê mais risco com Flávio Bolsonaro
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Renan Santos, do partido Missão, derrotado no primeiro turno da eleição presidencial, disse em entrevista ao canal UOL que o perigo de acúmulo de poder é maior com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) do que com a reeleição de Lula (PT). Ainda assim, afirmou que não vai votar no segundo turno e liberou seus apoiadores.
Renan Santos, candidato de direita que tenta construir identidade própria fora do bolsonarismo, afirma que o risco de acúmulo de poder é maior com Flávio Bolsonaro, mas não vê chance de golpe militar. A recusa em apoiar Lula e o apelo para que cada eleitor decida por conta própria preservam a independência do novo partido.
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As duas coberturas relatam os mesmos fatos: Renan Santos vê mais perigo de acúmulo de poder com Flávio Bolsonaro, não vai votar no segundo turno e libera seus apoiadores.
O candidato do Missão derrotado no primeiro turno, Renan Santos, afirmou em entrevista ao canal UOL que o perigo de acúmulo de poder é maior com Flávio Bolsonaro do que com Lula. Mesmo assim, disse que não vai votar no segundo turno e liberou seus apoiadores.
O candidato derrotado no primeiro turno da eleição presidencial Renan Santos, do partido Missão, afirmou que o perigo de acúmulo de poder é maior em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, do PL, do que na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Apesar disso, descartou apoiar Lula no segundo turno e disse que não pretende votar. A declaração foi dada em entrevista ao programa Alt Tabet, do canal UOL, na quarta-feira, 14 de outubro.
Segundo Renan, a razão do risco maior com Flávio é a força política. Ele disse que, se Lula ganhar, não terá poder para passar emendas constitucionais nem outras mudanças de peso. Chamou isso de o maior argumento da turma do PT. O candidato reconheceu que o risco à democracia existe com os dois nomes, mas afirmou que o candidato do PL carrega um peso maior. Ao mesmo tempo, disse não ver possibilidade de golpe militar com Flávio. Para ele, o bolsonarismo foi muito claro no golpismo militar, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, não tem essa natureza. Nas palavras do candidato, a natureza de Flávio é de acordo e roubo.
Sobre o voto, a posição foi direta: “Eu não vou votar. A última vez, eu pedi voto nulo. Dessa vez, eu tô falando: votem em quem quiserem”. Renan explicou que não pode pegar o próprio partido e macular na defesa de outra causa o projeto que ele diz ter construído. Ele teve 2.675.887 votos no primeiro turno, 2,24% do total, e ficou em quarto lugar. Ligado ao Movimento Brasil Livre, entrou na disputa com uma agenda de direita e tentou construir identidade própria em relação ao grupo político de Jair Bolsonaro. O Missão elegeu apenas dois dos 483 nomes que lançou na eleição.
A cobertura de centro relatou a entrevista de forma factual, com as aspas completas, o desempenho do candidato nas urnas e o histórico da campanha, em que ele atacou tanto Flávio quanto Lula. Lembrou que, após a apuração, Renan negou ter sido procurado por lideranças do PT ou do Centrão, disse que vai evitar esse tipo de contato e priorizar a estruturação do partido, e chamou os dois candidatos de “bandidos”, ressaltando que a militância pode fazer o que quiser.
Um veículo de direita deu mais ênfase à comparação de risco entre os candidatos e à avaliação de Renan sobre o golpismo, destacando a frase sobre a natureza de Flávio e a ressalva de que ele não vê chance de golpe militar. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o caso, e por isso não há enquadramento desse campo para comparar.
O que ainda não se sabe é como as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro responderão à declaração. Também não há dado sobre quantos eleitores de Renan seguirão o pedido de liberdade de voto, nem para qual candidato irão os votos de quem escolheu o Missão no primeiro turno.
Ao longo da campanha, o presidenciável do Missão procurou se diferenciar tanto do PT quanto do bolsonarismo

Para candidato do Missão, se Lula ganhar a eleição, ‘não terá poder pra passar PEC, para passar nada’
