Renan Santos nega apoio a Lula após postar cortinas vermelhas
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Como decidimos →Veículos de esquerda destacam a caça a sinais nas redes: o vermelho das cortinas, associado ao PT, o vídeo de 13 segundos e o número 13 de Lula alimentaram a leitura de aceno, ainda que Renan Santos rejeite o apoio.
O ex-candidato à Presidência Renan Santos, do Partido Missão, publicou conteúdos que parte do público leu como aceno a Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Ele negou: disse odiar o PT e que jamais votaria em Lula.
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As duas coberturas concordam que Renan Santos publicou cortinas vermelhas, que parte do público viu aceno a Lula e que ele negou apoio ao PT, dizendo que jamais votaria em Lula.
O ex-candidato à Presidência Renan Santos, do Partido Missão, publicou cortinas vermelhas e foi interpretado como apoiador de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Ele negou: disse odiar o PT e que jamais votaria em Lula.
O ex-candidato à Presidência Renan Santos, presidente do Partido Missão, foi parar no centro de uma discussão nas redes depois de publicar, após o primeiro turno, conteúdos que parte do público entendeu como aceno a Lula, do PT, que disputa a reeleição no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A cobertura de centro relatou que, nos stories do Instagram e no perfil oficial do partido, Renan mostrou cortinas novas na cor vermelha e legendou a foto com a frase "Gosto da cortina vermelha".
Quando as pessoas apontaram que a escolha significaria apoio a Lula, ele reagiu. Segundo as duas coberturas, disse: "Eu odeio o PT, eu jamais vou votar no Lula. Isso é só uma cortina". Em outro conteúdo, recomendou o livro "Desejo Pós-Capitalista: Últimas aulas", do filósofo marxista Mark Fisher, e defendeu que eleitores de direita leiam autores de esquerda, assim como os de esquerda deveriam ler autores de direita.
As fontes convergem em outro ponto. Renan terminou a disputa presidencial em quarto lugar, com cerca de 2,68 milhões de votos, e disse a seus eleitores que cada um deveria decidir o próprio voto, sem fazer campanha para nenhum dos dois finalistas. A cobertura de centro lembrou ainda que, antes do primeiro turno, ele fez ataques diretos à estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro, a ponto de afirmar que o voto no senador não é de convicção e de dizer que as chances dele contra Lula seriam pequenas.
Há diferença de enquadramento. Veículos de esquerda destacaram a caça a sinais nas redes: o vídeo do perfil Missão Reels dura 13 segundos, Lula concorre com o número 13, Renan concorreu com o 14, e o vermelho é historicamente associado ao PT. A matéria registrou que as cortinas, antes amarelas em registros da campanha, passaram a vermelhas, e ligou o episódio ao passado de Renan como um dos fundadores do MBL, grupo que já descreveu sua comunicação como baseada em memes e na chamada linguagem 4chan. A cobertura de centro, por sua vez, concentrou-se nas falas e nas publicações, sem especular sobre intenção.
Neste conjunto de matérias, não houve cobertura de veículos de direita. Por isso, não é possível descrever como esse campo enquadrou o episódio.
O que ainda não se sabe é se as publicações têm algum significado político além do que o próprio Renan afirmou. Também não há informação sobre se ele pretende declarar voto ou se o episódio terá efeito sobre eleitores do Partido Missão no segundo turno.
Ex-candidato fez publicações que dão a entender apoio a Lula na tentativa de reeleição. Apesar disso, Renan afirma que
Renan Santos virou alvo de especulação após vídeo de 13 segundos, cortinas vermelhas e cacto com 4 dedos como apoio a Lula.
