Senadores republicanos e democratas pedem a Trump revogar acordo do diesel russo
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para comprar diesel da Rússia. A medida provocou reação de senadores dos dois partidos, que pedem a revogação, e preocupação na Europa.
A cobertura de esquerda enfatiza o risco geopolítico do gesto de Trump: dinheiro para o Kremlin, desconforto europeu e enfraquecimento da coalizão que sustenta a Ucrânia.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O acordo anunciado por Donald Trump com Vladimir Putin para comprar diesel russo enfrenta resistência no Senado americano, inclusive entre republicanos. Entenda o que os senadores alegam, como a Europa reagiu e o que falta saber.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira, 9 de outubro, um acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para comprar diesel russo. Trump apresentou a medida como forma de reduzir o preço dos combustíveis para os americanos, em especial agricultores, pecuaristas e caminhoneiros. O diesel atingiu níveis recordes nos meses desde que Trump iniciou uma guerra contra o Irã, que limitou as exportações de petróleo da principal região produtora do mundo.
No domingo, 11, sete senadores pediram que Trump reverta o acordo imediatamente. Entre eles estão quatro republicanos, Susan Collins, John Curtis, Lisa Murkowski e Thom Tillis, e três democratas, Jeanne Shaheen, Richard Blumenthal e Ron Wyden. No comunicado, liderado por Shaheen, eles lembram que o Congresso proibiu em 2022 as importações de energia da Rússia para impedir que dólares americanos financiem a guerra contra a Ucrânia. Dizem ainda que Trump não tentou consultar o Congresso. Outra nota da cobertura de centro, publicada na quarta-feira, 14, registra uma carta de seis senadores republicanos e seis democratas que chama o acordo de 'presente ao adversário'. Os números diferem entre os relatos, e não há explicação sobre se são documentos distintos.
A cobertura de centro destacou também o ceticismo de analistas sobre o efeito do diesel russo nos preços para o consumidor americano, e a pressão sobre Trump num momento em que inflação e combustíveis pesam na aprovação do presidente e na disputa pelo Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro. Segundo o relato, um apresentador de um programa de TV favorito de Trump disse que seria o maior erro do governo trabalhar com a Rússia, e o senador republicano John Cornyn, que perdeu as primárias neste ano depois que Trump apoiou seu adversário, escreveu 'Bravo'.
Veículos de esquerda destacaram o efeito do anúncio na Europa e na Ucrânia. Segundo especialistas em energia, o acordo pode direcionar cerca de US$ 4 bilhões à economia russa. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o chamou de 'presente' a Putin. Governos europeus evitaram criticar Trump diretamente, mas Alemanha e Reino Unido reafirmaram sanções e apoio a Kiev, e a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu mais pressão econômica sobre Moscou. Essa cobertura lembra que a União Europeia importou cerca de 238 bilhões de euros em energia russa desde 2022, com queda expressiva depois do primeiro ano, e que Trump tem feito declarações favoráveis a posições russas.
Não há, no conjunto analisado, cobertura de veículos de direita. A leitura provável desse campo, que não consta das reportagens, tende a pesar o argumento do preço do diesel e a defesa do mercado contra a preocupação institucional dos próprios republicanos com a lei de 2022 e o papel do Congresso.
O que ainda não se sabe: o volume e o cronograma exatos das compras, se o governo vai recuar diante da pressão do Senado e como o acordo seria conciliado com a lei de 2022. Também não está claro o que foi acertado com Putin sobre a guerra na Ucrânia.
Acordo anunciado por Trump para comprar diesel russo provoca reação europeia e reforça impasse sobre sanções e apoio à Ucrânia

Seis senadores republicanos se uniram a seis democratas ontem para pedir em uma carta a revogação do acordo sobre diesel firmado pelo presidente Donald Trump com a Rússia, classificando a medida como um “presente ao adversário”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Sete senadores pedem que presidente recue da medida imediatamente
