Brian Winter vê reconciliação difícil entre governo Lula e Trump após eleição
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, afirmou em entrevista que o governo do presidente americano Donald Trump preferia a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) e que a reconciliação entre Washington e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será difícil, apesar da relação cordial entre os dois presidentes.
Para Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, o governo Trump preferia Flávio Bolsonaro por afinidade de agenda e por prioridades de segurança, como o combate ao crime organizado na América Latina, e a vitória de Lula deve tornar a cooperação com Washington mais difícil.
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As coberturas concordam que, segundo Brian Winter, o governo Trump preferia Flávio Bolsonaro, que Trump respeita Lula e que a reconciliação entre Brasília e Washington será difícil.
Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, afirmou que o governo de Donald Trump preferia a eleição de Flávio Bolsonaro e que a reconciliação com o governo Lula será difícil. Ele cita terras raras e o combate ao crime organizado como pontos de atrito, embora Trump respeite Lula.
Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, afirmou em entrevista que o governo do presidente americano Donald Trump preferia ver Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, eleito no Brasil. Segundo ele, a reconciliação entre Washington e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, será difícil, ainda que os dois presidentes mantenham uma relação cordial.
A análise foi feita após a vitória de Lula nas urnas. Winter disse que a Casa Branca queria um parceiro mais alinhado à agenda de Trump, e que o interesse não se limitava à afinidade ideológica. Ele citou iniciativas de combate ao crime organizado, que, em sua avaliação, cresce no continente há cerca de dez anos, como o chamado Escudo das Américas. "Eles queriam a eleição do Flávio Bolsonaro", afirmou.
O especialista ponderou que Trump respeita Lula. "O Trump respeita o Lula como ele respeita os líderes de grandes países importantes ao redor do mundo", declarou. Mesmo assim, ele vê cicatrizes deixadas pelo processo político recente, que podem impedir uma aproximação genuína entre os dois governos.
Winter também se mostrou cético sobre a capacidade de Brasília de pacificar rapidamente a relação. Para ele, o governo brasileiro não estará tão pronto para tratar de temas sensíveis, como a exploração de terras raras. "Acho que vai ter que costurar alguma coisa ou talvez essa coisa vai ficar um pouco tensa", disse. Na visão dele, o Brasil pode buscar laços mais próximos com a Europa, a Ásia e talvez o Canadá.
A cobertura de centro relatou a entrevista com as citações diretas e deu peso equivalente à preferência americana por Flávio Bolsonaro e ao respeito declarado de Trump por Lula. Veículos de direita reproduziram o mesmo conteúdo com ênfase um pouco maior nas prioridades de segurança, apresentando o combate ao crime organizado como razão central da preferência da Casa Branca, e destacaram que a cordialidade entre os presidentes não significa convergência em temas estratégicos. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu a entrevista, o que deixa sem registro uma leitura desse campo sobre a avaliação do especialista.
As duas coberturas se apoiam numa única voz analítica. Não houve manifestação do governo americano nem do Ministério das Relações Exteriores sobre a avaliação. Também não se sabe quais pontos concretos estão em negociação sobre terras raras, nem se o Escudo das Américas terá participação brasileira sob o novo mandato de Lula.
Ao WW, Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, aponta que reconciliação entre Washington e Brasília será difícil e que temas como terras raras devem complicar relação bilateral

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preferia a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) no Brasil, segundo Brian
