Requião Filho promete retomar Copel e acabar com escolas cívico-militares no Paraná
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Requião Filho, candidato do PDT ao governo do Paraná, foi o último entrevistado da série de sabatinas ao vivo do telejornal Meio-Dia Paraná, na quarta-feira. Defendeu auditoria na Copel e retomada do controle estatal da empresa com apoio do BNDES, prometeu acabar com o modelo cívico-militar nas escolas e disse que não lotearia secretarias entre aliados, apesar do apoio do PT.
Pelo prisma da responsabilidade fiscal e da segurança jurídica, a sabatina expôs um candidato que promete reverter na prática a privatização da Copel sem explicar de onde viria o dinheiro para comprar ações. Requião Filho também quer extinguir as escolas cívico-militares e se apoia no PT, partido que ele mesmo criticou por desmandos, enquanto o presidente do PDT carrega o desgaste do escândalo do INSS.
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Todas as coberturas relatam que Requião Filho quer retomar o controle estatal da Copel com apoio do BNDES, acabar com o modelo cívico-militar sem fechar escolas e manter o apoio do PT sem dividir secretarias entre aliados.
Em sabatina ao vivo, Requião Filho, candidato do PDT ao governo do Paraná, defendeu retomar o controle estatal da Copel com apoio do BNDES, auditar as tarifas de energia e acabar com o modelo cívico-militar nas escolas. Também disse manter críticas ao PT, que apoia sua candidatura, e negou lotear secretarias.
Requião Filho, deputado estadual e candidato do PDT ao governo do Paraná, defendeu na quarta-feira, 16 de setembro, retomar o controle estatal da Copel, a companhia de energia do estado, e acabar com o modelo de escolas cívico-militares. As propostas foram apresentadas em entrevista ao vivo no telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, que encerrou com ele a série de sabatinas com os três candidatos mais bem colocados na última pesquisa Quaest para o governo do estado. Sergio Moro, do PL, e Sandro Alex, do PSD, foram ouvidos nos dois dias anteriores.
Sobre a Copel, o candidato afirmou que o governo estadual errou ao abrir mão do poder de veto e de assentos decisórios no conselho, deixando o rumo da empresa com acionistas minoritários. Disse que a companhia prioriza o lucro, reduziu investimentos no Paraná e elevou tarifas para famílias, agricultores e indústrias. Propôs auditar custos e tarifas, reforçar a fiscalização com apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, e comprar ações da empresa com ajuda do governo federal, citando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, como um dos maiores acionistas. Não detalhou, porém, como a compra seria financiada.
Na educação, prometeu acabar com o modelo cívico-militar sem fechar as unidades, que classificou como propaganda. Sobre alianças, disse manter as críticas ao PT, partido que deixou em dezembro de 2024, mas afirmou convergir com a legenda em saúde e educação públicas. Negou que vá dividir secretarias entre partidos aliados e disse que escolherá nomes por capacidade técnica. Chamou Moro de candidato que não conhece o Paraná e Sandro Alex de candidato que o Paraná não conhece.
A cobertura de centro foi a mais extensa. Ela registrou as perguntas sobre o escândalo do INSS, que estourou quando Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, era ministro da Previdência. Dos R$ 5,8 bilhões desviados, R$ 4 bilhões foram registrados na gestão de Lupi. Requião Filho respondeu que Moro, como ministro da Justiça, foi avisado dos desvios em 2019 e nada fez. A cobertura de centro também relatou a polêmica das placas secretas usadas por 14 deputados da Assembleia Legislativa, que o candidato recebeu como membro da mesa diretora, e sua posição favorável à posse e ao porte de armas.
Um veículo de direita deu destaque à defesa da aliança com o PT e à promessa de não lotear o governo, e detalhou as propostas para reduzir tarifas, como desconto para uso noturno de energia pelo agro, além de programas de proteção de matas ciliares. O mesmo veículo registrou que o candidato acionou a Justiça Eleitoral contra a emissora RIC pelo cancelamento de um debate marcado para o dia 21. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura própria da sabatina.
Ainda não se sabe quanto custaria a recompra de ações da Copel, nem se o BNDES e o governo federal aceitariam participar. Também não houve resposta de Moro à acusação sobre os desvios do INSS, nem manifestação da Copel sobre as críticas às tarifas. O debate da RPC entre os candidatos está previsto para 29 de setembro.
Candidato ao governo do Paraná pelo PDT foi o último entrevistado de série exibida no telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo.

Requião Filho esteve ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um evento em Curitiba no último sábado (12).
