Richarlison pede à PF que investigue ilha em Angra e cita Flávio Bolsonaro
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A cobertura de esquerda destaca a denúncia de um cidadão que diz ter sido lesado por pessoas próximas a um candidato à Presidência e que cobra resposta do Estado. O foco está na falha da Justiça apontada pelo jogador e no apelo à Polícia Federal.
O atacante Richarlison publicou um vídeo em que afirma ter perdido uma ilha em Angra dos Reis, acusa o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz de tomarem a posse e pede que a Polícia Federal investigue. Tomaz rebate e desafia o jogador a apresentar documentos.
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O atacante Richarlison publicou um vídeo em que acusa o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz de tomarem a posse de uma ilha em Angra dos Reis e pede investigação da Polícia Federal. Tomaz rebate e cobra documentos em 72 horas.
O atacante Richarlison, do Tottenham, publicou neste sábado, 17 de outubro, um vídeo nas redes sociais em que acusa o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e candidato à Presidência da República, e o advogado Willer Tomaz de Souza de tomarem a posse de uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. No vídeo, o jogador pede que a Polícia Federal investigue o caso.
Segundo o relato de Richarlison, ele comprou a ilha entre 2020 e 2021, em parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América Mineiro, e com o ex-agente Renato Velasco. Ele afirma que recebeu propostas de compra, inclusive de Flávio Bolsonaro, e que se recusou a vender. Em seguida, diz o jogador, o senador e Willer Tomaz obtiveram a posse em 24 horas, enquanto a regularização da papelada que ele fazia levaria meses ou anos. Richarlison afirma ter gastado cerca de R$ 10 milhões, não ter recebido nada e dizer que não quer a ilha de volta, e sim o dinheiro. Se o recuperar, promete doar parte a um hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.
A cobertura de centro relatou também o outro lado. Em nota, Willer Tomaz desafia o jogador a apresentar, em 72 horas, um documento anterior a julho de 2022 que o vincule ao imóvel, como escritura pública, contrato de compra e venda registrado ou inscrição na Secretaria do Patrimônio da União, além do comprovante dos R$ 10 milhões. Se forem válidos, diz o advogado, ele transfere os direitos sem cobrar nada. Tomaz afirma que Richarlison nunca foi parte em processo, que a empresa ligada a ele e a Velasco perdeu em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça, e que declarou ter pago R$ 2,6 milhões a terceiros sem título. Diz ainda que um inquérito policial foi arquivado e que o jogador já é réu em Brasília por declarações feitas desde julho.
Os veículos concordam em alguns pontos de base. A disputa começou quando uma empresa ligada ao jogador adquiriu direitos de ocupação do imóvel em 2020. A posse passou depois a uma empresa ligada a Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve o entendimento favorável a essa empresa, e as ações foram encerradas após a desistência dos autores. Há ainda a descrição de uma mansão de 11 suítes, praia privativa, heliponto e quadra de tênis.
A ênfase muda de um lado para o outro. Veículos de esquerda destacaram sobretudo a versão do jogador, com longas citações, a acusação contra o candidato à Presidência e o apelo à Polícia Federal, sem registrar a resposta do advogado. A cobertura de centro deu espaço às duas partes e inseriu o histórico judicial. Até o momento, nenhum veículo de direita analisado cobriu o caso; a leitura desse campo, portanto, não está registrada nas fontes, e o argumento do advogado sobre uso eleitoral da denúncia foi o que apareceu na cobertura de centro.
O que ainda não se sabe: se a Polícia Federal vai abrir investigação, se Richarlison apresentará os documentos pedidos dentro do prazo, e qual é o alcance do processo em que o advogado diz que o jogador é réu em Brasília. Flávio Bolsonaro, que tem agenda no Espírito Santo neste domingo, não se manifestou nas matérias analisadas.
Atacante publicou vídeo nas redes sociais com um contexto resumido do caso; Richarlison prometeu doar parte do valor para hospital caso recupere o dinheiro

Atacante prometeu destinar parte do valor que espera recuperar ao hospital de Nova Venécia, sua cidade natal, no Espírito Santo; advogado diz que o atleta já é réu, em Brasília,
