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O grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal que mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), que tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nos bastidores, petistas e aliados de Neto firmaram um acordo para manter o escândalo do Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, fora da disputa eleitoral baiana de 2026, já que ambos os grupos tiveram conexões expostas com o banco. Wagner é investigado por suposta atuação em favor dos interesses de Vorcaro no Congresso em troca de vantagens indevidas; ele nega. A campanha de Neto também foi atingida após documentos apontarem pagamento de R$ 5,4 milhões à sua empresa de consultoria.
O grupo político de ACM Neto (União Brasil), principal adversário do PT na Bahia, decidiu não explorar publicamente a operação da Polícia Federal que mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA). Wagner tenta a reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto o ex-prefeito de Salvador deve disputar novamente o governo estadual em 2026. A decisão de evitar o confronto, segundo a apuração, tem origem num acordo de bastidores: petistas e aliados de Neto firmaram um pacto para manter o escândalo do Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, fora da disputa eleitoral baiana, já que os dois grupos tiveram conexões expostas com o banco.
A cobertura de centro relatou os fatos centrais com paridade. Wagner é alvo de investigação que apura se ele atuou no Congresso em favor dos interesses de Vorcaro e de seu ex-sócio Augusto Lima em troca de vantagens indevidas. A Polícia Federal suspeita da atuação do senador em projetos relevantes para a instituição financeira, como a chamada emenda Master, que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito. Em troca, segundo a investigação, ele teria recebido benefícios como uso de aeronave, ingressos para shows internacionais e um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador. A campanha de Neto também foi atingida: documentos entregues por Vorcaro à Receita Federal apontaram pagamento de R$ 5,4 milhões ao ex-prefeito, por meio de sua empresa de consultoria, entre 2023 e 2025.
Questionado por jornalistas, ACM Neto evitou ataques diretos ao opositor e disse que o tema cabe ao Judiciário, defendendo uma investigação completa e isenta. Coube a João Roma, presidente estadual do PL e candidato ao Senado, repercutir a operação nas redes. Veículos de direita enfatizaram a gravidade das suspeitas e deram voz a Roma, que classificou a investigação como muito grave, cobrou independência na apuração e criticou a postura, segundo ele debochada, do líder do governo no Senado. Nesse enquadramento, o pacto de silêncio aparece como uma blindagem que favorece a chapa do PT ao tirar o escândalo do centro do debate eleitoral.
Veículos de esquerda, por outro lado, deslocaram o foco para o que chamaram de pacto de silêncio da direita, sustentando que Neto se omite porque sua consultoria recebeu milhões do banqueiro. Essa cobertura destacou que Wagner nega ter recebido valores do Banco Master ou ter agido para beneficiar a instituição, e que Neto afirma que o contrato foi firmado sem sócio em cargo público à época. A eleição deve reeditar a apertada disputa de 2022 entre Jerônimo e Neto, vencida pelo petista no segundo turno, e pesquisa Genial/Quaest de abril apontou empate técnico. Para o Senado, o PT terá Wagner e Rui Costa, enquanto a direita deve lançar Roma e o senador Angelo Coronel.
O que ainda não se sabe é o desfecho da investigação, que segue em curso na Polícia Federal e no Judiciário, sem denúncia formal ou condenação. Também permanece em aberto se o acordo tácito entre os dois grupos resistirá à campanha e se o caso Master, que respinga em ambos os lados, voltará ao centro do debate eleitoral baiano.
Ambos os lados reconhecem que ACM Neto e o PT firmaram um acordo de bastidores para manter o caso Banco Master fora da disputa eleitoral baiana, e que os dois grupos têm conexões financeiras expostas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de esquerda que reproduz boa parte da apuração do Globo, mas reorganiza o foco para o 'pacto de silêncio da direita' e inclui a negativa de Wagner ('nega ter recebido valores'), aliviando o peso sobre o senador petista. Título enquadra a direita como sujeito do pacto.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Texto factual e detalhado, mas dá destaque às críticas de João Roma (PL) ao senador petista e ao detalhamento das supostas vantagens indevidas, enquadramento de accountability institucional típico de cobertura à direita. Cita o termo pejorativo usado por Roma sem contraponto da defesa de Wagner.
Perspectivas omitidas

ACM Neto optou por não explorar publicamente a operação da Polícia Federal que mirou o petista, e disse que 'questão cabe ao Judiciário'

Grupo de ACM Neto evita explorar operação contra Jaques Wagner após conexões de campanhas com o Banco Master.
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