Marco Rubio diz que Venezuela precisa trocar sistema eleitoral antes de votar
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira, 26 de outubro, que a infraestrutura eleitoral da Venezuela foi projetada para fraudar resultados e precisa ser substituída rapidamente antes de uma eleição válida. A declaração veio um dia após o retorno da líder oposicionista María Corina Machado ao país. Segundo o Departamento de Estado, as negociações entre o governo interino e a oposição devem produzir um novo Tribunal Supremo de Justiça até o fim do ano e, depois, um novo conselho eleitoral.
Marco Rubio defendeu que a Venezuela substitua a infraestrutura eleitoral montada durante a ditadura de Nicolás Maduro, usada, segundo ele, para manipular resultados a favor dos chavistas. A cobrança se apoia no histórico: o Centro Carter não conseguiu verificar os resultados da eleição presidencial de 2024 e apontou falta de transparência e restrições à oposição.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o sistema eleitoral da Venezuela precisa ser substituído antes de nova eleição. A fala veio um dia após o retorno de María Corina Machado ao país, em meio a negociações por um novo Tribunal Supremo de Justiça e um novo conselho eleitoral.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou na segunda-feira, 26 de outubro, que a infraestrutura eleitoral da Venezuela foi projetada para fraudar eleições e precisa ser substituída rapidamente antes que uma votação válida possa ocorrer no país. A declaração foi dada a repórteres em Washington, um dia depois do retorno da líder oposicionista María Corina Machado à Venezuela.
As matérias convergem nos pontos centrais. Segundo uma autoridade do Departamento de Estado americano, as negociações entre o governo interino, chefiado por Delcy Rodríguez, e políticos da oposição devem resultar num novo Tribunal Supremo de Justiça até o fim deste ano. Na sequência, viria a renovação do Conselho Nacional Eleitoral, o órgão que organiza as eleições e divulga os resultados oficiais. Rubio disse acreditar que há progresso real nessa direção, mas advertiu que quem tentar tirar o processo dos trilhos causará grande dano à Venezuela, sem dizer a quem se referia. O secretário não fixou data para a eleição.
A cobertura de centro relatou o contexto mais amplo da transição. Foi a primeira volta de Machado ao país desde que os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro, em janeiro. Ela defende que o pleito ocorra até meados de 2027, enquanto o presidente americano, Donald Trump, já declarou que a Venezuela ainda não estaria preparada para uma votação nacional. Questionado sobre as críticas de Machado a um acordo petrolífero firmado entre Trump e os governantes interinos, Rubio disse que o acordo é bom para os dois países e que ela tem direito à própria opinião. Essa cobertura também registrou que Trump manifestou apoio repetido a Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, e celebrou acordos de petróleo e outros negócios de empresas americanas no país.
Veículos de direita enfatizaram o caráter autoritário do regime anterior, tratado como ditadura, e explicaram o funcionamento do sistema de votação. A Venezuela usa urnas eletrônicas desde 2004, com comprovante impresso conferido pelo eleitor e depositado numa urna física. Na eleição de 2024, as máquinas eram da empresa ExClé, que assumiu a operação depois que a Smartmatic deixou o país em 2017. Esses veículos lembraram que o Centro Carter, que acompanhou a eleição presidencial de julho de 2024, não conseguiu verificar os resultados anunciados e criticou a falta de divulgação dos dados por seção. Eles próprios ressalvaram que as críticas dos observadores miraram a transparência e a atuação das autoridades, não apenas a tecnologia.
Veículos de esquerda não haviam publicado sobre a declaração até o fechamento desta reportagem, o que deixa sem eco nesse campo o debate sobre o papel de Washington na transição venezuelana.
O que ainda não se sabe é quando a eleição será realizada, qual será o novo modelo eleitoral e quem integrará o novo tribunal e o novo conselho. Também não houve resposta pública do governo interino à fala de Rubio, nem detalhamento do acordo petrolífero contestado pela oposição.
Declarações do secretário de Estado americano foram dadas a repórteres no dia seguinte ao retorno da líder oposicionista María Corina Machado à Venezuela

"O governo de Maduro estruturou o sistema eleitoral do país para fraudar pleitos; por isso, ele precisa ser alterado rapidamente", argumentou o secretário de Estado dos EUA

Secretário de Estado dos EUA afirma que a ditadura instalada em Caracas usou a estrutura para manipular eleições
