Lula anuncia supercomputador enquanto Flávio Bolsonaro grava programa eleitoral
2 veículos de esquerda · 10 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
12 fontes políticas
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Entre 18 e 20 de agosto de 2026, os candidatos à Presidência da República cumpriram agendas em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, João Pessoa, Maceió, Sorocaba e Macaíba. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) combinou compromissos oficiais, como a visita ao Programa Nuclear da Marinha em Iperó e o anúncio de um supercomputador de inteligência artificial no Rio Grande do Norte, com atos de campanha. Flávio Bolsonaro (PL) dedicou um dia à gravação do programa eleitoral e percorreu equipamentos públicos em São Paulo ao lado do prefeito Ricardo Nunes. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Pablo Marçal (PRTB) dividiram-se entre sabatinas, eventos empresariais e atos de rua. No mesmo período, levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral foram liberados para divulgação em ao menos treze unidades da Federação, e os bancários aprovaram paralisação nacional de 24 horas em 20 de agosto.
A semana expôs a distância entre a agenda do poder econômico e a agenda de quem trabalha. Enquanto candidatos à Presidência circulavam por encontros promovidos por confederações empresariais e entidades do comércio, do transporte e da indústria, os bancários de todo o país aprovaram uma paralisação de 24 horas porque a Federação Nacional dos Bancos não apresentou proposta às reivindicações entregues em 24 de junho.
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Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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As coberturas convergem sobre os fatos básicos da semana: os candidatos à Presidência circularam por Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, João Pessoa e Maceió; Luiz Inácio Lula da Silva manteve agenda oficial com visita ao Programa Nuclear da Marinha e anúncio de supercomputador no Rio Grande do Norte; Flávio Bolsonaro dedicou um dia ao programa eleitoral; e os bancários aprovaram paralisação de 24 horas em 20 de agosto.
Entre 18 e 20 de agosto de 2026, os candidatos à Presidência cruzaram o país: Lula uniu agenda oficial e campanha, com visita ao Programa Nuclear da Marinha e anúncio de supercomputador no Rio Grande do Norte; Flávio Bolsonaro gravou o programa eleitoral; Caiado, Zema, Renan Santos, Cury e Marçal dividiram-se entre fóruns empresariais, atos de rua e sabatinas. No mesmo período, os bancários pararam por 24 horas.
Os candidatos à Presidência da República cumpriram, entre 18 e 20 de agosto de 2026, uma sequência de compromissos espalhados por Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, João Pessoa, Maceió, Sorocaba e Macaíba, alternando atos de rua, sabatinas, entrevistas e encontros com confederações empresariais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, manteve agenda oficial: no dia 19 embarcou da Base Aérea de Brasília para Sorocaba e visitou as instalações do Programa Nuclear da Marinha, no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, acompanhado dos ministros José Múcio e Marcos Amaro, do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante. No mesmo dia reuniu ministros e os presidentes do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, no Palácio da Alvorada, e foi à posse de Luis Felipe Salomão na presidência do Superior Tribunal de Justiça. No dia 20 viajou ao Rio Grande do Norte para anunciar um supercomputador de inteligência artificial em Macaíba.
Os adversários dividiram a semana entre campanha e público empresarial. Flávio Bolsonaro (PL) caminhou até o comitê do deputado Nikolas Ferreira em Belo Horizonte, dedicou um dia inteiro à gravação do programa eleitoral de rádio e televisão e visitou o Mercado Municipal de São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes. Ronaldo Caiado (PSD) apresentou plano de governo para a saúde, participou do congresso das Santas Casas e de fórum da Confederação Nacional do Transporte. Romeu Zema (Novo) reuniu-se com familiares de pessoas prejudicadas por apostas, foi a um ato sobre inflação de alimentos na Feira de Guaianases e conversou com motoboys. Renan Santos (Missão) levou a agenda à Paraíba, onde acompanhou ação contra barricadas atribuídas ao tráfico e ato contra câmeras atribuídas a facção criminosa. Augusto Cury (Avante) tratou de saúde mental e Pablo Marçal (PRTB) concentrou o dia em entrevistas a canais e podcasts.
Há convergência entre as coberturas sobre dois pontos adicionais. Levantamentos de intenção de voto registrados no Tribunal Superior Eleitoral foram liberados para divulgação nos três dias, contemplando cenários de Goiás, Paraíba, Paraná, Sergipe, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, São Paulo, Tocantins, Maranhão, Pará e Piauí, sem que os resultados fossem apresentados. E os bancários de todo o país aprovaram, em assembleias no dia 17, uma paralisação de 24 horas para o dia 20, cobrando 5% de aumento real, elevação do piso, reajuste de vale-refeição e vale-alimentação e mudanças na participação nos lucros e resultados.
A divergência aparece no que cada lado escolheu destacar. Veículos de esquerda deram peso à mobilização sindical, abriram o texto pela pauta dos trabalhadores e trataram o silêncio das federações patronais como o centro do impasse. A cobertura de centro tratou as agendas como serviço, listando horários, locais e entidades promotoras com o mesmo formato para todos os candidatos, e registrou o contraditório de que a Federação Nacional dos Bancos e a Federação Brasileira de Bancos consideram o calendário de negociação dentro do cronograma; foi também essa cobertura que trouxe a agenda econômica do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Confederação Nacional da Indústria e a oferta de 1.887 vagas nas agências do trabalhador do Distrito Federal. Veículos de direita não produziram cobertura própria dentro deste conjunto, e a leitura mais dura sobre a sobreposição entre máquina pública e campanha na agenda presidencial não teve fonte que a sustentasse no material analisado.
O que ainda não se sabe é relevante. Nenhum texto separa quais compromissos do presidente candidato são de governo e quais são eleitorais, nem informa custo ou origem do investimento no supercomputador anunciado. Os resultados, as margens de erro e os contratantes das pesquisas liberadas não foram divulgados. Não há proposta dos bancos sobre a pauta econômica dos bancários, nem estimativa de adesão à paralisação ou de quantas agências devem fechar. E as campanhas de parte dos candidatos não divulgaram programação oficial no período.
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Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta quarta

O cargo com a maior remuneração é o de calceteiro, com salário de R$ 3,4 mil e 10 vagas disponíveis para a Asa Sul

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Atos de campanha, eventos em Brasília, encontros em São Paulo e sabatinas movimentam a agenda das autoridades. Leia no Poder360.

Levantamentos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estão liberados para divulgação a partir de hoje. Leia no Poder360.

Nesta matéria: perspectiva omitida.